Álbuns Clássicos – Black Sabbath (1970)

Publicado em 11 fev 2013

Essa seção é dedicada aos discos clássicos, aqueles que de alguma forma mudaram a história da música. E o primeiro do Black Sabbath, lançado em uma sexta-feira 13 em fevereiro de 1970 simplesmente criou o heavy metal! Já havia outras bandas pesadas, mas nada que se comparasse a este disco. A primeira música que dá nome ao disco e a banda, começa com um barulho de chuva e sinos de fundo até ouvirmos seu riff lento e demoníaco. A idéia era assustar as pessoas como nos filmes de terror e realmente conseguiram. A formação original contava com os riffs de guitarra pesadíssimos e com uma pegada blues de Tony Iommi, o baixo cheio de groove de Geezer Butler, a bateria jazzística de Bill Ward e os vocais esquisitos de Ozzy Osbourne. Quando lançado o disco recebeu muitas críticas negativas. Parece que a crítica especializada não entendeu o que era aquilo. Mas o público sim e o disco logo chegou as paradas da Billboard onde permaneceu por um ano. Esse não é o disco mais pesado do Black Sabbath, nem o que tem a maior quantidade de hits e também não foi o mais vendido da banda, mas foi o primeiro e tudo que se conhece como metal veio a partir dele. Eu poderia descrever faixa a faixa, mas é um álbum para se ouvir do começo ao fim e tirar suas próprias conclusões. Quem conhece sabe da qualidade do material e quem não conhece tem que ouvir esse clássico absoluto. Outra idéia interessante é a capa. Não foi idéia da banda e sim da gravadora, mas a imagem da mulher enigmática e uma casa com jeito de mal assombrada ao fundo combinam perfeitamente com o som do disco. O encarte trás uma cruz invertida que aumentou a polêmica de que a banda era satanista, algo que sempre foi negado pelos membros da banda (afinal, isso foi coisa da gravadora).

Após esse disco o Black Sabbath ainda lançou mais 6 discos com Ozzy nos vocais, passou por diversas mudanças de formação após sua saída, fez alguns shows de reunião e atualmente estão em estúdio com a formação quase original (por não chegarem a um acordo financeiro, Brad Wilk, do Rage Against The Machine substitui Bill Ward na bateria) preparando um novo álbum de inéditas. Mas após seu debut, a música nunca mais foi a mesma.

 

Texto: Emerson Silva