Entrevista – Hot Water Music

Publicado em 04 out 2013

Entrevista por: Flavio Santiago

Prestes a desembarcar no Brasil pela primeira vez para uma serie de shows, dois deles dentro do festival Wros Fest que ocorre nos dias 12 e 13 de Outubro, batemos um papo com Chuck Ragan da banda Hot Water Music, nesta entrevista abordamos temas como mudança de gravadora, processo de composição e quais as expectativas da banda com os shows por aqui.

Confira a integra da entrevista abaixo:

Bem para começar esta entrevista tenho uma pergunta que parece obvia mas essencial, sei que todos mantinham projetos paralelos durante o período de pausa da banda, mas qual foi a motivação maior para que retomassem com o Hot Water Music?

Após certo tempo fora do Hot Water Music, tivemos tempo para colocar nossas ideias e interesses pessoais  em outros projetos, mas com o passar do tempo sentimos que era a hora de voltar e fazer algo juntos novamente.

Como foi esta volta a cena sendo considerado uma banda “veterana”?

Hahaha! Bem é uma questão difícil de responder, acho que existam bandas com mais tempo de estrada do que nos, idade é mais uma questão de mentalidade do que qualquer outra coisa, pelo menos para mim. Você obteria respostas diferentes dos outros membros da banda (rs).

Pode nos falar um pouco sobre o álbum Exister e de como foi concebido e sobre o processo de criação?

Começamos a escrever e criar algo para o que seria o “Exister” um ano antes de chegar ao estúdio. Todos nós vivemos em diferentes partes dos Estados Unidos, então levou um tempo para fazer as coisas juntos.
Com Exister, havia um monte de demo tapes por isso levou um longo período para escolhermos aquilo que achávamos que estava bom e depois gravarmos mas foi algo menos intensivo do que fizemos em outros álbuns.

Porque vocês decidiram em não lançar “Exister” pela Epitah Records e como a Rise Records esta tratando a banda nesta nova fase da carreira?

Ainda mantemos contato com a Epitaph, mas achamos que era a hora de procurar algo novo dai a Rise Records nos pareceu a proposta mais acertada e a gravadora mais empolgada com nosso trabalho e estamos muito felizes com o resultado e suporte que ela vem nos dando.

Vi em algumas entrevistas nas quais a banda diz que enfatiza o humor em suas musicas, poderia nos dar exemplo de como esse humor é empregado nas letras?

Hmmm…Isso é difícil. Não sei quem disse isso, mas acho que não somos uma banda muito engraçada, então eu realmente não consigo ter uma boa resposta sobre isso.

Vocês possuem muitos fãs Die-Hard e o logotipo do HWM é uma tatuagem muito vista em fãs de hardcore e punk. Vocês já  se acostumaram a ver os fãs com o logotipo da sua banda tatuados por ai ou é ainda algo que faz você perceber o impacto que tem a sua música?

É sempre uma honra se alguém tirar um tempo para ouvir sua banda mesmo que seja uma vez ou ate mesmo se tornar um verdadeiro fã, as tatuagens são sempre loucas, com certeza, mas o mais  incrível é ter o reconhecimento dos fãs por algo que você trabalhou tão duro expressados através de tatuagens é um sentimento bom, com certeza.

Qual o melhor lugar que tocaram ou gostam de excursionar com frequência?

Austrália provavelmente é o nosso lugar favorito.

A banda lançou recentemente o CD/DVD Live In Chicago poderia nos dizer algo sobre a ideia de lançar esse material e se gostaram do resultado final?

Nos divertimos muito nas gravações para este álbum ao vivo, era algo que a No Idea queria documentar, registros ao vivo nunca são prioritários para a banda mas dependendo da energia do show pode ser algo bem divertido e a chance de registrar um momento único entre publico e banda em um show especifico.

Quais as expectativas para essa primeira turnê pelo Brasil e o que o HWM sabe sobre nosso país?

Estamos ansiosos e mal vemos a hora de tocar para nossos fãs brasileiros, ouvimos coisas maravilhosas sobre o Brasil e o publico dai, queremos comprovar isso pessoalmente.

Mande uma mensagem final para os fãs do HWM.

Obrigado pela paciência e prometemos recompensar por esta espera, nos vemos nos shows.