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A volta das paletas mexicanas.Maria Paletera aposta em novas alternativas e demonstra boas perspectivas para o produto no Brasil
Postado em 18 de setembro de 2019 @ 21:22 | 40 views


Em 2014, o Brasil viveu a febre das paletas mexicanas, um novo tipo de guloseima que invadiu o mercado nacional de forma avassaladora. Muitas lojas e marcas dedicadas ao produto foram criadas, e o público mergulhou de cabeça nessa nova opção no mundo dos sorvetes.

Como costumeiramente acontece nesse tipo de situação, depois de algum tempo ocorreu uma saturação da oferta e redução da procura pelas paletas, e inúmeros empresários que se dedicaram ao setor tiveram de encerrar suas atividades, sem conseguir dar continuidade ao início promissor desse novo segmento.

No entanto, ao contrário de outras experiências similares, as paletas mexicanas não saíram de cena de vez. Muito pelo contrário! A prova é o desempenho da empresa paulistana Maria Paletera, que graças a saídas criativas e estratégicas não só permanece ativa como até ampliou seus horizontes, e hoje contabiliza resultados muito positivos.

Criada há cinco anos, a Maria Paletera é uma empresa familiar. À sua frente, temos o empresário Marcelo Ernandes Mesquita, com a criação dos sorvetes a cargo de sua mãe, Maria Helena, que fez diversos cursos e inúmeras experiências para atingir a excelência desejada em termos de qualidade.

Das lojas próprias aos freezers personalizados

Em sua fase inicial, as paletas mexicanas eram oferecidas ao público em lojas temáticas e quiosques. Com a posterior redução da procura pelos sorvetes depois da explosão inicial, os altos custos desses estabelecimentos inviabilizaram a continuidade dos lojistas, que tiveram de fechar os seus estabelecimentos comerciais.

Nesse momento, Marcelo teve sensibilidade para perceber que o problema não era o produto em si, atrativo e de ótima qualidade, mas sim como disponibilizá-lo ao público de forma competitiva.

A saída encontrada foi passar a oferecer freezers personalizados dos produtos da Maria Paletera para vendas em restaurantes, empórios, padarias e lojas de conveniência. Uma boa forma de incentivar a chamada “venda de ocasião”, do tipo almoçar em um restaurante e, na saída, comprar um sorvete como sobremesa. Bingo!

A estratégia não poderia ter dado mais certo. Em relação aos números obtidos em 2018, que já eram bem significativos, Marcelo informa que a previsão é de que haverá um crescimento de 150% até o final deste ano, um resultado impressionante.

Diversificação dos produtos e preços competitivos

Se a solução da questão dos pontos de venda se mostrou certeira, outras decisões ajudaram a Maria Paletera nessa nova fase de sua atuação no mercado brasileiro dos sorvetes.

Uma foi diversificar seus produtos. Além da paleta mexicana tradicional, cujo tamanho é bem maior do que o de um sorvete de palito convencional, Marcelo e Maria Helena criaram duas novas opções: mini paletas e os picolés, que dão ao consumidor alternativas em termos de tamanho e preço, sem, no entanto, perder em termos de qualidade, que segue o mesmo conceito de excelência habitual.

Além disso, sua política de preços é das mais competitivas. Segundo Marcelo, para o comerciante faturar o mesmo que consegue ao vender um único produto Maria Paletera, ele precisará comercializar de 3 a 4 unidades do concorrente. Uma relação custo-benefício imbatível!

Ingredientes naturais e aperfeiçoamento constante

Lógico que nenhuma dessas estratégias de mercado funcionaria se os sorvetes produzidos pela Maria Paletera fossem ruins. E a preocupação nesse setor é maior do que em quaisquer outros relacionados.

As paletas mexicanas são feitas a partir de frutas naturais, sem a adição de produtos químicos como corantes e conservantes. Com a criatividade habitual do brasileiro, o conceito original do produto mexicano foi aperfeiçoado, acrescentando características exclusivas às paletas feitas por aqui, como os recheios, por exemplo.

Outra marca registrada da Maria Paletera fica por conta do aprimoramento constante de seus produtos, com o surgimento de novos e deliciosos sabores desenvolvidos com habilidade e bom gosto pelas mãos hábeis de Maria Helena.

Além disso, a Maria Paletera não terceiriza nenhuma das etapas de sua atuação, indo da produção dos sorvetes em fábrica própria até o abastecimento dos pontos de venda, o que lhes permite ter o controle total da qualidade da operação como um todo.

 

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