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Coke Luxe ::: 15/09/17 ::: Sesc Belenzinho
Postado em 01 de outubro de 2017 @ 23:51 | 133 views


Fotos por: Leandro Almeida

No ultimo dia 15 de setembro, o Sesc Belenzinho, em São Paulo,  recebeu a banda Coke Luxe, em homenagem aos 20 anos do falecimento de Eddy Teddy, que esteve à frente da banda e também do primeiro clube do gênero no Brasil.

No lugar de Eddy Teddy nos vocais, seu filho Luiz Teddy será acompanhado de Big Marcel (Baixo Acústico), que já tocou em bandas como Alex Valenzi & The Hideaway Cats e Grilos Barulhentos e vai ocupar o lugar de Little Piga, e os integrantes originais Jipp Willis (Bateria) e Billy Breque (Guitarra).

“Ninguém melhor para dar continuidade ao projeto que mais influenciou a cena rocker brasileira como Luiz Teddy, um dos maiores influenciados pela musicalidade de Eddy Teddy desde novinho”, acredita Victor Riccelli, o baterista Jipp Willis.

Nessas duas décadas, o herdeiro de Eddy continuou a ressaltar sua trajetória e fez de tudo para manter viva a memória e importância do pai para o rock ‘n roll nacional, realizando tributos, resgatando materiais da banda e acima de tudo dando continuidade ao legado que seu pai começou no rockabilly.

À frente também das bandas The Krents e Run Devil Run e com uma voz muitas vezes comparada com a do pai, Luiz decidiu reunir os músicos originais do Coke Luxe para uma série de homenagens aos 20 anos da morte de Eddy Teddy em 2017, que começou num show recente na Zona Norte de São Paulo.

Neste show a banda vai “cantar” a história do Roque, o Azarado. Um cidadão paulistano, hoje pai de família, que depende dos serviços públicos e acaba caindo em diversas enrascadas desde a infância.

Sobre Eddy Teddy e a Coke Luxe

A lendária banda Coke Luxe surgiu no início dos anos 80 em uma época marcada pelo revival da música Rockabilly e também pela New Wave.

Formada por Eddy Teddy no vocal (Um incansável e apaixonado roqueiro que iniciou sua carreira nos anos 60 e se tornou o principal ícone da cena), Billy Breque na guitarra, Jipp Willis na bateria e Little Piga no baixo acústico , surgiu em meio ao boom do Rock brasileiro e teve dois álbuns lançados pelo selo independente Baratos Afins.

A palavra “coqueluche” era uma gíria usada em décadas passadas para designar algo que estava na moda ou, como se diria hoje: é um barato, é o que há, tá na onda…

Embora dedicados a recriar a sonoridade fiel do rock dos anos 50, a banda nunca foi retrógrada, procurava sempre manter as letras irreverentes com críticas de costumes e temas que retratam o cotidiano das grandes metrópoles, colocando acima de tudo, muito humor.

No final da década de 1980 o grupo se desfez, contudo, reunia-se ocasionalmente até 1997, quando faleceu Eddy Tedy e no ano de 2004 faleceu o Little Piga.

De lá pra cá a cena rockabilly tomou proporções maiores atingindo até a participação de bandas em festivais internacionais e o Coke Luxe se manteve viva na memória de todas as gerações que acolheram a banda ou tiveram como influência.

Coincidentemente, o maior responsável pelo revival da música dos anos 50 no país nasceu exatamente em 1950 – em 28 de julho deste ano, Eddy Teddy completaria 67 anos de idade. Ele, que participou de várias bandas ao longo de sua carreira, como Spectral Zoo, Satisfaction, Britsh Beat, além do Coke Luxe e Rockterapia, era apaixonado pelas origens do rock e tinha grande influência do blues de Muddy Waters, do rockabilly de Carl Perkins e do rock ‘n roll de Chuck Berry.

Influenciados pelo Neo Rockabilly do grupo Stray Cats, que misturava o som da Sun Records de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins às referências Punk e New Wave da época, o Coke Luxe apostava em composições em português, com letras irreverentes, muita atitude e versões de clássicos americanos da década de 1950. Através do lendário selo de Luiz Calanca, Baratos Afins, o grupo lançou o compacto “É Rockabilly”, em 1983, e o Long Play “Rockabilly Bop”, em 1984.

O artista influenciou um grande movimento em busca da rebeldia dos anos 1950 e 1960 no Brasil, numa época que o rock nacional vivia um ótimo momento, com ascensão de bandas como Kid Abelha, Blitz, Leo Jaime, Paralamas do Sucesso, Camisa de Vênus, Barão Vermelho, Ira, entre outros, todos cantando em português.

Pode-se dizer que antes da Coke Luxe, não existia uma cena rockabilly no Brasil. E um dos maiores responsáveis pelo fortalecimento desse movimento, com certeza, foi Eddy Teddy. Além dos shows, ele ficou conhecido por ser um grande agitador cultural, promovendo feiras de discos, trocas de fitas, participações em outras bandas, além de organizar o Clube do Rockabilly, com associados por todo o país.

O Coke Luxe encerrou suas atividades no final da década de 1980, mas Eddy e os outros integrantes nunca deixaram de fazer aparições em eventos do gênero e influenciar gerações. Prova disso é que um de seus maiores sucesso, “Roque, o Azarado”, mais conhecido como “Conta da Light”, continua até hoje sendo considerado um hino do rockabilly nacional, mais de 30 anos depois. A música composta por Victor Ricelli, o Jipp Willis, é uma versão cômica do clássico dos anos 1950, “Everybody’s Movin”, de Glen Glenn.

 

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