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Dee Snider ::: 23/03/19 ::: Tom Brasil
Postado em 15 de abril de 2019 @ 00:22 | 117 views


Texto por: Vagner Mastropaulo

Fotos: Flavio Santiago

Agradecimentos a: Damaris Hoffman /  Guto Diaz (The Secret Society) e Nick Petrino (Dee Snider)

Imparável, Dee Snider incendeia Tom Brasil (e o Brasil que abra os olhos e ouvidos para The Secret Society)

O que há a falar sobre Dee Snider que ainda não tenha sido dito? Além do óbvio legado com o Twisted Sister, o cara fez musical na Broadway, lançou uma interessante autobiografia e, em nome do rock/metal, comprou briga com um comitê formado por quatro esposas (entre elas, Tipper Gore) de ‘ilustres’ norte-americanos, o Parents Music Resource Center, o mesmo que gerou o protesto no Lollapalooza americano em 1993, com os membros do Rage Against The Machine e seus membros à mostra no palco. Fundado em 1985, o PMRC da visava censurar execuções públicas de alguns artistas e aumentar formas de controle dos pais sobre o acesso ao que consideravam ‘música violenta’, obtendo como ‘vitória’ aquele famoso selo preto e branco que tanto infestou a arte das capas de CDs aqui no Brasil nos anos 90: “Parental Advisory – Explicit Lyrics”. O discurso de Dee está em https://www.youtube.com/watch?v=S0Vyr1TylTE, para os versados em inglês, e toda a transcrição está disponível em www.joesapt.net/superlink/shrg99-529/p72.html, indo do finzinho da página 72 do documento até a 75. Porém, sua participação segue até a página 82, rebatendo perguntas dos senadores, incluindo Al Gore. Feito o registro, trinta e quatro anos depois, o polêmico Dee segue lutando por uma causa genuína e professando seu amor ao estilo, agora ao promover For The Love Of Metal, lançado em julho do ano passado.

E coube a um “novo” grupo de Curitiba fundado em 2016 a difícil missão de abrir a noite para um vocalista que se apresentava em bares de motoqueiros na década de 70. Encarando o desafio com naturalidade e formado por experientes músicos da cena local que conjuntamente integraram outro expoente da capital paranaense, o Primal… (grafado com reticências mesmo), The Secret Society agradou com Guto Diaz nos vocais e baixo (ex-Epidemic, tocando thrash entre 86 e 89), Fabiano Cavassin na guitarrra (ex-Abaixo de Deus, em fusão de punk e funk – o bom, não o carioca) e Orlando Custódio na bateria (ex-projeto hard rock Sweet Little Sister e ex-banda tributo ao Danzig). Com aberturas de respeito para Uli Jon Roth, no Jokers curitibano em setembro/2018, e Sepultura, no Curitiba Motorcycles em fevereiro, o trio vem ganhando espaço e a apresentação no Tom Brasil evidenciou o porquê ao trazer elementos limítrofes entre rock inglês oitentista e o pós-punk numa vibe densa e sinistra, no melhor dos sentidos (citar bandas de referência seria loucura, pois há 43 conjuntos, de variados estilos, listados como interesses no Facebook oficial dos caras).

Em ato ousado, lançaram três singles concomitantes exatamente há um ano: Fields Of Glass, com lyric vídeo disponível; Deciduous (Le Feuilles Mortes), trazendo na letra o prefácio de Memórias Póstumas de Brás Cubas, não tocada pela urgência do tempo; e The Architecture of Melancholy, de belo vídeo-clipe dirigido por Raphael Moraes com a atriz Viviane Maria encarnando a melancolia. Com linda arte no telão ao fundo, por vezes entrecortada com a não menos bela logomarca do trio (daria facilmente para passar a noite “viajando” nas projeções), a inédita Beyond The Gates abriu os trabalhos às 20:45, com cada membro trazendo uma taça de vinho ao palco de uma casa ainda vazia, forçando uma reflexão: por que os paulistanos ainda preferem virar as costas para as bandas de abertura (em especial as nacionais), privilegiando as atrações principais (ainda mais sendo gringas), mesmo pagando caro pelo ingresso? Enfim…

Com instrumentos e vocal límpidos, a sonoridade propositadamente arrastada não permitia o agito da galera, mas nem por isso os presentes deixavam de curtir. Fields Of Glass foi seguida de Mephistofaustian Transluciferation, esta com linhas vocais mais agressivas e proposta melancólica com um quê de Paradise Lost, assim apresentada por Guto: “Numa noite fria em Praga, Fausto encontra um desconhecido que lhe entrega um mapa que lhe leva ao encontro de Mefistófeles”. Em depoimento exclusivo à nossa equipe por email, o músico explicou que “nos primeiros shows da The Secret Society, ela ainda se chamava A Map For A Lonely Man. É adaptação minha a Fausto, de Goethe, e foi inspirada no filme checoslovaco Faust, do diretor Jan Švankmajer, e também no livro Deus E O Diabo No Fausto De Goethe, de Haroldo de Campos”. Tais referências só realçavam a aura de mistério ao vivo, advinda do próprio nome do conjunto, e a energia tétrica foi mantida em toda a performance. The Final Cut, o próximo single a ser lançado, trouxe pitadas de The Cult e Rites Of Fire foi introduzida como “a hora de celebrar os vivos e honrar os mortos”. Rubicon foi outra inédita e, partindo para a parte final do set, The Architecture Of Melancholy repetiu a ordem das músicas da véspera, com significativa adição como saideira: uma versão para Cry For Love, de Iggy Pop. Terminada a apresentação de pouco mais de quarenta minutos, além dos agradecimentos, apenas foi tirada a tradicional foto em frente à platéia, agora mais numerosa.

Na mesma conversa por email, Guto deu maiores detalhes em relação à estréia full length, ainda sem título e prevista para ser lançada no segundo semestre de 2019: “Já fizemos a pré-produção e entraremos em estúdio em breve para as gravações. The Final Cut e Rubicon estrearam ao vivo no show de Curitiba. Ambas e mais Beyond The Gates, Mephistofaustian Transluciferation, Rites Of Fire e Cry estarão no nosso primeiro álbum, além de outras que não foram tocadas devido à pouca duração do show: Chariots Of The Gods, Sleeping Over Debris, Mercy, A New Day e Memento Mori” – uma pena o cover do Iggy Pop não fazer parte dos planos para o play.

Questionado sobre o que a proposta da banda quanto à parte visual-artística, Guto explicou: “A inspiração foi exatamente das sociedades secretas, ocultismo, Iluminati. [nota: no site oficial do trio, o texto escrito por Abonico R. Smith ainda faz menção à Maçonaria, Rosacruz e Sociedade Teosófica, como influências]. O artista responsável pelas nossas artes é o Alysson Pugas. Ele criou o lyric video da Fields Of Glass, as capas dos singles, nosso website e todo o material de divulgação. A logomarca não tem exatamente uma explicação. Foi uma junção de vários símbolos esotéricos que pesquisamos quando estávamos criando nossa identidade visual e também foi criada pelo Alysson. A idéia é ser algo intrigante mesmo, para cada um ter sua própria interpretação.”

E com relação a Dee Snider, o baixista/vocalista foi só elogios ao revelar algo que ele e seu baterista carregarão para sempre: “Dee Snider é uma lenda viva e foi super atencioso conosco (banda e equipe). Tirei fotos e peguei autógrafo no vinil de Stay Hungry, que já tinha autógrafos dos guitarristas Jay Jay French e Eddie Ojeda, que peguei no show do Twisted Sister em 2010. E o Orlando teve oportunidade de passar bastante tempo com o Dee Snider, levando-o de carro na sexta-feira de Curitiba a São Paulo. Na viagem, conversaram bastante sobre assuntos diversos como cinema e musica, é claro. Dee ouviu nossos três singles no Spotify, assistiu ao clipe de The Architecture Of Melancholy e gostou bastante”. Guto arrematou o papo com sua impressão de cima do palco: “Fomos convidados pela Top Link poucos dias antes, portanto não houve muito tempo de divulgar que teria banda de abertura. Estávamos bastante ansiosos em mostrar nosso trabalho para o público paulista, que apesar de ainda pequeno durante nossa apresentação, aplaudiu bastante. Acho que gostaram, pois tivemos ótimos feedbacks após o show”. E após a grata e ainda secreta surpresa chamada The Secret Society, chegara a hora de Dee Snider…

Poucos minutos antes das 22:00, um roadie entrou em cena com celular em punho, atiçando a galera e registrando-a, ao som de Exciter, do Judas Priest. Antes de seu final, os músicos de Dee Snider já estavam no palco: os irmãos Bellmore, com Charlie nas guitarras e Nicky na bateria (ambos ex-Phantoms, eles integram o Kingdom Of Sorrow, o Toxic Holocaust, o Kings And Liars e o projeto Jasta, de Jamey Jasta, do Hatebreed); o sueco Joakim Erik Agnemyr no baixo de cinco cordas (ex-Outtrigger e ocasional substituto no Dynazty, de Estocolmo); e Nick Petrino, uma versão capilar de Marty Friedman nas guitarras (integrante do My Missing Half e do Sonic Pulse – um projeto de estúdio não muito ativo e suspenso no momento). Todos de costas, exceto o batera, à espera da triunfal entrada do líder. Primeira faixa de For The Love Of Metal, Lies Are A Business inaugurou o set a mil por hora. E após um “Obrigado, Brasil”, em português mesmo, e de um “Se vocês estão prontos para detonar, sou Dee Fuckin’ Snider”, o pique prosseguiu em Tomorrow’s No Concern, colada a You Can’t Stop Rock ‘N’ Roll, um dos maiores clássicos do Twisted Sister, ressoando em uníssono pela casa, agora dignamente tomada, e encerrada de modo simbólico pelo cantor: “E vocês também não podem parar Dee Snider”. Em plena forma aos sessenta e quatro anos, mesmo terminando-a esbaforido, sua voz permanece impecável e ele agitou e pulou feito um garoto todo o tempo, mostrando como incendiar seu público. Começo simplesmente arrebatador!

No figurino, botas pretas, jeans com joelheiras de couro pretas e uma caveira estampada na coxa direita. Maquiagem é coisa do passado, mas, provocador, o filé era sua camiseta transformada em regata preta com imagem de Britney Spears raspando a cabeça (Fábio Assunção chegará nesse nível logo, logo) e seu nome estampado à la Black Metal. Hilário! Seus músicos, mais discretos, também expressavam preferências: Nick vestia camiseta de seu My Missing Half; Joakim todo de preto entre jeans, camiseta e colete; Charlie também de preto, mas em colete jeans com patches de bandas de metal e o diabo da capa de Jump In The Fire (Metallica) nas costas; e Nicky prestigiava uma marca de bateria. Como decoração, suas peles de bumbos traziam fotos de divulgação de Dee para a turnê e o telão projetava imagens do cantor e seu nome em altíssima definição.

Antes de dar continuidade ao rolo-compressor no palco, o vocalista fez seu primeiro discurso: “Porra, me sinto bem! Obri-motherfuckin’-gado! Sou Dee Snider e sei que a maioria de vocês não me entende, mas estou feliz em estar de volta a São Paulo, Brasil. Nesta noite tenho umas coisas a tocar e dividirei com vocês músicas de For The Love Of Metal. E, é claro, tocarei Twisted Sister para vocês, motherfuckers! Então, sem mais, como dizem, esta é do novo álbum e se chama American Made”, cantada com um improviso de “Brazilian Made” no final de sua letra. E cumprindo a promessa, dá-lhe Twisted Sister, em som, luzes (vermelhas, é óbvio) e um: “Brasil, estão prontos para queimar no inferno?”, aludindo a Burn In Hell, novamente ensandecendo a platéia.

Voltando a se comunicar com os fãs, Dee mostrou receio e fez uma promessa: “Ops, ouvi um zumbido, alguém estourou algum amplificador? Porra, como eu gostaria de saber falar português… Tenho tanto a dizer a vocês, mas não sei falar português. Prometo que para a próxima vez que estiver aqui, aprenderei. Vocês podem não me ver pelos próximos dez ‘años’ [nota: em espanhol] porque devo aprender a língua antes de voltar. Estão todos bem?” e anunciou I Am The Hurricane, a mais pesada da noite, emendada à razão de todos terem saído de casa e maior hino do Twisted Sister: We’re Not Gonna Take It. Malandro, ele não deixou seu maior sucesso para o final, tendo de lidar com clamores por mais de uma hora. E descrever o que se passou durante um hino como tal é impossível, pois só estando lá mesmo para sentir na pele. Resta apenas dizer que, terminando-a exausto e em meio a elogios, a retomada dos tempos de sua banda original se repetiu com pedidos para que todos cantassem outras vezes, primeiro sem a banda e depois com os músicos, trazendo ainda mais alegria aos fãs, em nova oportunidade de gritar o refrão-título. Fantástico! Jogo ganho! Ingresso pago! Um show à parte!

Mas mais estava por vir, com uma surpresa: “Cacete, é tão bom! Vejo todos vocês! Então… é bom ver amigos por aqui. Agora sigo em carreira solo e fazia um tempinho que não vinha à América do Sul, ao Brasil. Vejo que há verdadeiros fãs originais de Dee Snider e para vocês vou tocar algo do Widowmaker. Para os outros, é hora de fumar um cigarro: Ready To Fall”. Tributo prestado ao passado e oportunidade de respiro, a canção veio a calhar porque emendada viria The Price, o momento mais tocante da noite, pois, após a segunda estrofe, ele parou de cantar e apontou para o telão atrás de si: “Vejam, é uma homenagem aos rock stars que morreram, todos os heróis que perdemos. Então, em memória a eles, ergam, acendam e liguem suas câmeras de celular, lanternas e isqueiros”. Pegando um celular com a lanterna acesa, pediu de novo para que todos levantassem o que tivessem à mão até voltar a cantar.

A seqüência de imagens começou bem, com Ronnie James Dio fazendo um evil horn, e então vieram: Bon Scott (AC/DC), Tim Kelly (Slaughter), Eric Carr (Kiss), Jani Lane (Warrant), Freddie Mercury (Queen), Dave Brockie (o Oderus Urungus do Gwar), Gary Moore (Thin Lizzy, carreira solo e Skid Row – o grupo irlandês, não o de Sebastian Bach), Clive Burr (Iron Maiden), Cliff Burton (Metallica), Phil Lynott (Thin Lizzy e Grand Slam), Jimmy Bain (Thin Lizzy, Rainbow e Dio, justamente com ele na foto), Dimebag Darrell (Pantera), Robbin Crosby (Ratt), Kevin DuBrow (Quiet Riot), Lemmy Kilmister (Motörhead), Malcolm Young (AC/DC), Chris Cornell (Soundgarden, Audioslave, Temple Of The Dog), Randy Rhoads (Quiet Riot e Ozzy Osbourne) e Bernie Tormé (Gillan, Ozzy Osbourne e Atomic Rooster). Como não poderia deixar de ser, A. J. Pero foi o último, em uma linda homenagem [nota: Clive Burr e Bernie Tormé foram parceiros de Dee no Desperado e com ele gravaram Bloodied But Unbowed (1996)].

Become The Storm trouxe o álbum da turnê de volta, emendada à locomotiva Under The Blade, “a primeira canção que escrevi na vida”, conforme dito antes da faixa em Sick Mutha Fuckers – Live In The USA (2018). Sobre o medo que uma cirurgia pode insuflar nas pessoas, esta foi justamente a música que tirou Al Gore do sério em 1985, após Dee defender-se de acusação feita pela esposa do senador, ao qualificar a canção impropriamente: “Como compositor de Under The Blade, posso categoricamente dizer que o único sadomasoquismo, bondage e estupro nesta música está na mente da Sra. Gore”. Polêmicas à parte, os membros do Twisted Sister fazem falta, mas os ótimos músicos trazidos por Dee supriram suas faltas ao vivo e o vocalista jamais os teria escolhido se não fosse o caso e se não estivessem muito bem entrosados.

Finalizando a parte pré-encore, o frontman seguia arrependido por não falar nossa língua ao brincar: “Esta foi boa! Como vocês estão? Todos bem? Beleza! Português… devo por na minha lista: aprendê-lo rapidamente. Deve haver um livro ‘Português Para Iniciantes’ em algum lugar’”. De fato há! Então soltou um spoiler: “Certo, lá vamos nós! Vou contar a vocês o que vamos fazer: vamos tocar I Wanna Rock”, causando euforia e prosseguindo: “Mas eu só disse isso porque quero que vocês façam o coro de ‘Rock’ junto comigo e bem alto, pois estamos filmando um clipe esta noite. São Paulo, vocês não precisam que eu lhes diga o que fazer. Vocês sabem”. E fingindo insatisfação com o resultado obtido na interação, perto do final do segundo maior hit de sua carreira, parou tudo: “Ok, sem música agora, sem fones de ouvido. Vocês e eu. Quero ver o que sai”, puxando o coro em dois momentos distintos, levando os fãs ao delírio até finalizá-lo com todos pulando, ainda em tempo de agradecer: “Obrigado, São Paulo. I still wanna rock! Boa noite!”.

Voltando ao palco, algo peculiar: um autêntico bis! O motivo? “Estamos filmando um clipe para Tomorrow’s No Concern, então quero fazê-la mais uma vez para que eles possam filmá-la e filmar vocês, ok? Vamos refazê-la e aí tocaremos alguma outra coisa”. Com isso, rodou o cover de Highway To Hell (AC/DC) feito em Curitiba. O povo não reclamou, mas que ficou estranho, ficou. Então Dee apresentou seus companheiros como: Nick ‘Taz’ Petrino, o Diabo da Tasmânia; Charlie ‘The Ultimate Warrior’ Bellmore; Nicky ‘The Brains’ Bellmore; e o baixista pelo nome todo, mas trocado: Erik Joakim Agnemyr. Em contato pelo Messenger do Facebook, Nick Petrino nos revelou que Dee precisava escrever a pronúncia de “Joakim” todas as noites e às vezes referia-se a ele apenas como “Erik Agnemyr”, por comodidade. O guitarrista também revelou que o batera é “The Brains” por ser engenheiro de som e ter sido um dos produtores de For The Love Of Metal e que a origem do apelido surgiu quando Dee comparou os irmãos, nas internas, a Pinky e o Cérebro.

Para fechar a festa, Dee dedicou a pesada faixa-título: “De mim para vocês” e pediu por evil horns perto de seu final. Cravando oitenta minutos no palco, o vocalista agradeceu em português e em inglês, com a banda saudou os fãs arqueando o corpo em reverência e deu boa noite ao som de Caught In The Middle (Dio) com audiência qualificada na lateral do palco: Felipe Andreoli, baixista do Angra, e Paulo Barone, o empresário do grupo brasileiro. Que show! E que Dee Snider não demore os dez prometidos anos para voltar ao país, aprendendo português ou não…

 

Setlists

The Secret Society

01) Beyond The Gates

02) Fields Of Glass

03) Mephistofaustian Transluciferation

04) The Final Cut

05) Rites Of Fire

06) Rubicon

07) The Architecture Of Melancholy

08) Cry For Love (Iggy Pop Cover)

 

Dee Snider

Intro – Exciter (Judas Priest)

01) Lies Are A Business

02) Tomorrow’s No Concern

03) You Can’t Stop Rock ‘N’ Roll (Twisted Sister)

04) American Made

05) Burn In Hell (Twisted Sister)

06) I Am The Hurricane

07) We’re Not Gonna Take It (Twisted Sister)

08) Ready To Fall (Widowmaker)

09) The Price (Twisted Sister)

10) Become The Storm

11) Under The Blade (Twisted Sister)

12) I Wanna Rock (Twisted Sister)

Encore

13) Tomorrow’s No Concern [Replay]

14) For The Love Of Metal

Outro – Caught In The Middle (Dio)

 

GALERIA DE FOTOS:

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