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Edu Falaschi – Rebirth of Shadows Tour::: 21/01/18 ::: Carioca Club
Postado em 03 de fevereiro de 2018 @ 21:53 | 68 views


Texto por: Vagner Mastropaulo

Fotos por: Felipe Buli

Agradecimentos: Thiago Rahal

Com uma carreira de respeito, Edu Falaschi, que alem de ótimo cantor, é produtor, arranjador e toca diversos instrumentos, novamente trouxe seu trabalho solo para São Paulo (como havia feito em julho do ano passado), encerrando a segunda perna da Rebirth Of Shadows Tour, embora o vocalista tenha anunciado, em primeira mão, ainda no palco, que haverá mais datas. E você sabe qual a relação entre o Peru, o vocalista Joe Lynn Turner (ex-Deep Purple, Rainbow e Yngwie Malmsteen) e o show sold out no Carioca Club? Conforme explicado pelo próprio Edu, foi no Rock And Heavy Fest 2, em Lima, em dezembro de 2016, que se deu a gênese de seu projeto solo, após conversa com Turner, que não o conhecia e se espantou com os dois mil fãs cantando músicas do Angra no festival. Intrigado, Turner primeiro quis saber quem era o brasileiro e então perguntou: “Por que você não canta mais Angra se você ficou doze anos na banda? Não jogue fora tudo que você escreveu, compôs, sua história! Deep Purple e Malmsteen são parte da minha vida e da minha história, então, Edu, você não pode abandonar o público que você construiu”. Ainda bem que ele deu ouvidos ao conselho do americano!

A abertura ficou nas mãos dos paulistanos do Acid Tree, formado por Ed Marsen (guitarra e vocal), Ivo Fantini (baixo) e Giorgio Karatchuk (bateria) e que apresentou seu metal progressivo em um set curto, contendo duas inéditas: Barren Lands e Sweet Insanity. Embora o show só tenha contado com cinco músicas, o trio deu conta do recado para dar aquela aquecida na platéia. Antes de Caged Sun, a interessante saideira, o empolgado e emocionado Giorgio agradeceu aos fãs, pela presença maciça, ressaltando: “Vocês fazem essa porra toda acontecer, no país do samba, da bunda e do funk, e hoje, São Paulo é a capital do metal no Brasil! Então façam barulho”, mostrando o quão difícil é viver de metal por aqui. Agora a expectativa é que o grupo tenha novas oportunidades de mostrar seu som pela cidade.

Com meia hora de atraso em relação ao horário previamente divulgado, talvez pela forte chuva que caía sobre a capital, dificultando a chegada de alguns, finalmente começou o show de Edu Falaschi. Para a primeira turnê solo de sua carreira, o cantor trouxe consigo alguns de seus colegas e também ícones do metal brasileiro: o baterista Aquiles Priester (Hangar, Tony MacAlpine, Noturnall), o tecladista Fábio Laguna (Hangar), o baixista Raphael Dafras (Almah), que mandou ver no instrumento com seis cordas, e os guitarristas Diogo Mafra (Almah) e Roberto Barros, um dos melhores da nova geração do metal nacional. Em grande estilo, Nova Era, de Rebirth, incendiou a casa, seguida por Acid Rain, com o público dando retorno, cantando junto. Eyes Of Christ, do EP Hunters And Prey, foi apresentada pelo vocalista como uma canção que o Angra nunca tocou ao vivo, logo estava sendo mostrada pela primeira vez na cidade. E antes de Wishing Well, Edu se atrapalhou dizendo que tocariam “mais uma música do Temple Of Shadows”, para se corrigir imediatamente: “Na verdade, essa é a primeira, né?”.

Alguns convidados estiveram presentes para prestigiar o evento. Os primeiros foram dois membros do Noturnall, Thiago Bianchi e Junior Carelli, convocados para executarem Angels And Demons. Na belíssima Heroes Of Sand, já sem a presença dos convidados, Edu tocou violão e foi engraçado ver Diogo Mafra abraçado à sua guitarra em seu começo. Antes de Late Redemption, o vocalista pediu que a galera fizesse as vozes gravadas por Milton Nascimento na faixa de Temple Of Shadows que mistura inglês com português, humildemente chamando-o de “mestre”. Unholy Wars foi seguida pelo solo de Aquiles Priester, que teve até um trecho de Brasileirinho. Viderunt Te Aquae foi utilizada como intro de Arising Thunder (as únicas de Aqua no set), e Edu voltou ao palco após trocar sua camisa branca por uma preta, mantendo-a aberta até o último botão e com seu crucifixo à mostra. Millenium Sun viria a seguir e Alírio Netto se juntaria aos músicos para cantar Bleeding Heart, tocada por Diogo Mafra com uma palheta ‘colada’ na testa e com uma leve queda de som durante sua execução.

Após The Shadow Hunter (com o belo dedilhado inicial feito por Roberto Barros) e Live And Learn, The Temple Of Hate abriria a trinca que foi o ponto alto da noite, com o convidado mais esperado de todos: o guitarrista recém-saído do Brasil com o Helloween, Kai Hansen, voltando ao país para presentear os fãs com seu talento, carisma e presença de palco, trazendo sua namorada, Antónia “Tonka” Valisková, a ótima baixista dos eslovacos do Ravenclaw. A dupla permaneceu no palco, agora acompanhados de Bruno Sutter, para Rebellion In Dreamland, do Gamma Ray (Kai Hansen detonou no solo!) e para I Want Out, do Helloween, cantada em uníssono, já sem Sutter. Após Edu apresentar a banda (Roberto Barros foi acolhido com gritos de “Safadão! Safadão!”), na hora de apresentar o vocalista, Aquiles o descreveu como “o inigualável, incansável, inabalável, indestrutível e insaciável Edu Falaschi”, exagerando apenas na atribuição de “o maior vocalista de heavy metal de todos os tempos”. A camaradagem continuaria antes de Rebirth com Edu anunciando o último convidado como “provavelmente o cara que me fez estar aqui hoje”, expressando fraterna gratidão pelo apoio recebido em tempos difíceis: “Esse cara foi como um pai e me segurou.

Eu dedico minha carreira ao meu irmão, Tito Falaschi”, matando saudades dos afortunados fãs do Symbols que os viram juntos abrindo para a Roland Grapow Band e o próprio Gamma Ray em junho de 1999, em uma outra versão do Tom Brasil, então localizado na Vila Olímpia. Spread Of Fire finalizou a apresentação de duas horas e vinte minutos em clima de união e alegria na cena metal nacional, encerrando parte da turnê de Edu Falaschi, que mostrou estar em ótima forma, cantando como nunca, fazendo um belo espetáculo e apresentando clássicos do Angra, com duas mil pessoas ajudando a cantar esses hinos consagrados.

 

Setlist

Acid Tree

01) Arkan

02) Barren Lands

03) Sweet insanity

04) Adrfft

05) Caged Sun

 

Edu Falaschi

01) In Excelsis [utilizada como intro]

02) Nova Era

03) Acid Rain

04) Eyes Of Christ

05) Running Alone

06) Wishing Well

07) Angels And Demons (com Thiago Bianchi e Junior Carelli)

08) Heroes Of Sand

09) Late Redemption

10) Unholy Wars

11) Drum Solo

12) Viderunt Te Aquae [no som ambiente]

13) Arising Thunder

14) Millennium Sun

15) Bleeding Heart (com Alírio Netto)

16) The Shadow Hunter

17) Live And Learn

18) The Temple Of Hate (com Kai Hansen e Tonka Valisková)

19) Rebellion In Dreamland (Gamma Ray Cover) (com Kai Hansen, Tonka Valisková e Bruno Sutter)

20) I Want Out (Helloween Cover) (com Kai Hansen e Tonka Valisková)

21) Rebirth (com Tito Falaschi)

22) Deus Le Volt! [no som ambiente]

23) Spread Of Fire

24) Gate XIII [no som ambiente]

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