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Free Pass Metal Festival III – Espaço Das Américas – 02/06/19
Postado em 12 de junho de 2019 @ 20:26 | 336 views


Texto: Vagner Mastropaulo

Fotos: Leandro Almeida

Agradecimentos: Heloisa Vidal

Nota inicial: a maior parte desta matéria foi escrita antes do falecimento de André Matos, aos 47 anos, vítima de um ataque cardíaco na manhã de 08/06. Apenas a conclusão do Avantasia foi terminada após o recebimento da triste notícia. Optou-se por não fazer nenhum tipo de alteração e o texto sobre o que acabou se tornando o último show de sua brilhante carreira é evidentemente dedicado ao magnífico músico que tão cedo nos deixou. Descanse em paz, André!

 

3h10’ de Avantasia! Está bom para você ou quer mais?

 

Quando surgiu o Free Pass Metal Festival, Tobias Sammet já estava no line-up de Gotthard, HammerFall e Edguy, na Audio em dezembro/14. Migrando para o Tom Brasil em novembro/17, alterou-se a sonoridade apostando no metal mais tradicional de King Of Bones, Anthrax e Accept, numa quinta-feira à noite em novembro/17. Em franca expansão, agora no Espaço das Américas e voltando a rolar num domingo, a terceira edição focou na pontualidade e outra vez no power metal com Avantasia de headliner e dois grupos nacionais abrindo a festa: Rec/All e Shaman.

Com cortinas abertas exatamente às 17:30, ecoou pela casa um curto trecho do tema de The Walking Dead para entrada do Rec/All de Rodrigo Rossi (vocal), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo – 6 cordas) e Pedro Tinello (bateria). Running In Her Veins abriu os trabalhos e foi uma pena o som do microfone de Rodrigo ser audível somente a partir do verso “Setbacks, no choice, working part-time job”. Porém, o que se viu e ouviu daí por diante foi o carioca mostrar todo seu potencial e seu timbre por vezes lembrou o de Geoff Tate. iHate, outra de Rec/All (2017), veio emendada e as únicas decorações à vista eram o nome do conjunto nas duas peles de bumbos de Pedro e um telão temático atrás de seu kit, agregando à performance variações de imagens bem mais interessantes do que seria pendurar um simples bandeirão.

Grato ao comunicar-se pela primeira vez, o vocalista sacou o celular para filmar o bom público a já ocupar o recinto: “E aí? Queria agradecer a todos vocês que estão aqui por receber a Rec/All mais uma vez em São Paulo, definitivamente uma de nossas casas. Estamos aqui para celebrar a história do heavy metal mundial e essa próxima música é mais um capítulo dessa história. De Temple Of Shadows, Angels And Demons”, aproveitando Marcelo e Felipe, do Angra, no line-up (quem chegava sem conhecer o grupo surpreendia-se ao vê-los). Pondo a cantar ao menos parte da galera, a iniciativa colheu frutos no exato momento em que a equalização soava cristalina. Faixa exclusiva da cópia física do álbum, com belo solo de guitarra complementado por intensa linha de baixo, Indestructible deslocou a fronteira do alcance de Rodrigo, aproximando-a, sem forçar a barra, a Bruce Dickinson, sem querer gerar pressão e sem qualquer tipo de comparação além do que se ouvia, até para não criar expectativas excessivas em um promissor talento nacional.

Aproximando-se do final, Rodrigo recordou: “A última vez que estivemos em São Paulo foi acompanhando a Tarja no Tom Brasil, talvez alguns de vocês estavam lá [nota: 01/09/18]. Tocamos esta próxima música, uma das que a gente mais gosta: Blind”, cadenciada e pesada. E a saideira foi emotivamente descrita pelo sincero vocalista após apresentar os músicos e a si próprio: “Esta é a música mais importante da minha vida e com certeza alguns de vocês a conhecem”. Nada mais, nada menos do que Pegasus Fantasy, oficialmente gravada pelos japoneses do MAKE-UP em 1987, mais conhecida em função do desenho Os Cavaleiros Do Zodíaco, Saint Seiya em inglês. A galera simplesmente pirou cantando o refrão a plenos pulmões! Trinta minutos que valeram demais.

Com menos tempo no palco em relação à passagem anterior pela cidade (Audio, duas datas em setembro/18) tocando Ritual e Reason na íntegra, a tática adotada pelo Shaman foi mesclá-los. O que permaneceu foi o uso de trilhas sonoras instrumentais de qualidade criando clima vinte e cinco minutos antes de André Matos (vocal e piano), Hugo Mariutti (guitarra), Luis Mariutti (baixo – 5 cordas), Fabio Ribeiro (teclados) e Ricardo Confessori (bateria) surgirem às 18:40, dentre as quais: Bibo No Aozora / Endless Flight / Babel (Ryuichi Sakamoto, Jaques Morelenbaum, Everton Nelson e Gustavo Santaolalla – Babel); Summer 78 (Yann Tiersen – Good Bye Lenin!); e Arrival Of The Birds / Transformation (Cinematic Orchestra & The London Metropolitan Orchestra – The Crimson Wing: Mystery Of The Flamingos, não a versão estendida de trinta e três minutos). Tudo isso antes de um trecho de Ancient Winds ser usada como intro oficial e imagens de making of brotarem nos telões laterais e de fundo. Música tocada mesmo começou com Turn Away, com a guitarra de Hugo (único a vestir branco) baixa ao lado direito da pista, enquanto o baixo de Luis soava matador!

Como decoração, a capa de Ritual nas peles dos bumbos de Ricardo e o telão atrás de seu kit indo do nome do conjunto a ilustrações temáticas (mesmo expediente de Rec/All e Avantasia). Como no álbum, Reason foi iniciada com André ao piano e sucedida pela bela For Tomorrow, com Hugo no violão e o cantor na flauta de pã. Após soprá-la em teste, André interagiu: “Muito obrigado por receberem o Shaman aqui nesta noite especial. Nem imaginávamos voltar a São Paulo tão rápido, mas melhor ainda com nossos amigos do Avantasia e com todos vocês”. A levada inicial de Ricardo em Distant Thunder soou como convocação à marcha e a platéia respondeu com coros. Innocence foi outro tocante momento de André no piano e, após rápida brincadeira do frontman pedindo por gritos da platéia, os riffs de Here I Am vieram rasgando. Perto de seu final, após sensacional seqüência de cinco gritos em notas altas, o cantor fez os fãs gargalharem: “Está aí: para todos aqueles que me encontram na rua e pedem: ‘Dá um agudo aí, André Matos’, está dado”.

Time Will Come agitou as duas pistas com a galera cantando junto, foi bastante aplaudida e seguida de Iron Soul, mas o ponto alto do espetáculo foi mesmo Fairy Tale, lindíssima por conta própria e com o coro provando o quão benéfico pode ser um empurrãozinho em popularidade quando um tema integra trilha sonora de novela global. Aclamada em explosão de palmas, fez o cantor expressar elogios: “Vocês foram do caralho esta noite! Valeu!”. Perto do fim do set, veio Ritual, muito mais dançante ao vivo do que em estúdio, com coros, com Fabio só faltando fazer chover e ainda sobrou tempo de o vocalista interpretá-la perto do baterista. Encerrando a noite, André sentenciou: “Está chegando a hora do fim deste show nesta noite muito especial com o Avantasia, nossos amigos. Vamos encerrar com uma música que, na verdade, seria para ter uma participação especial, mas não é possível, logisticamente. E quem quiser pode abrir aquela roda cirúrgica, que não machuca ninguém, entendeu? Pride”, saideira de Ritual e do show, concluída com Hugo pendurando sua guitarra no pescoço do cantor. Presentes no estúdio e ausentes no palco para não matar a graça do que viria, as participações seriam de: Sascha Paeth, à época ‘apenas’ produtor de Ritual (Reason teria replay); e Tobias Sammet, o ‘cara do Edguy’ que lançara The Metal Opera (2001) com sua ‘nova banda’. No adeus, Arrival Of The Birds / Transformation no sistema de som outra vez, enquanto tiravam fotos frente aos fãs, arrematando set de setenta e cinco minutos.

A dez minutos da atração principal, para quem lutava contra a ansiedade sorrindo de nervoso já nos últimos avisos de emergência, não bastava o hard rock suíço do China na discotecagem, com Sign In The Sky. Duas intros rolaram a partir das 20:30 para um mar de celulares a postos mesmo de cortinas fechadas até Ghost In The Moon abrir o set no lotado Espaço das Américas, num resumo da noite: competência musical, emoções à flor da pele e gente feliz cantando. Capitaneados por Tobias Sammet (vocal), completavam o Avantasia: Adrienne Cowan e Herbie Langhans (vocais de apoio), Sascha Paeth e Oliver Hartmann (guitarras), André Neygenfind (baixo), Michael “Miro” Rodenberg (teclados) e Felix Bohnke (bateria). E se você não faz idéia de como é o show do conjunto, é um entra-e-sai de gente de fazer inveja a Sílvio Santos e seu saudoso Show de Calouros, extinto em dezembro/96 no SBT. No mais, extensas falas de seu líder (transcritas em respeito a quem não esteve presente e/ou não entende inglês) e quatro vocalistas de renome a completar a ‘Família Avantasia’. Seus nomes serão revelados mais adiante apenas para manter o suspense, mas não pense que tais presenças impediram Adrienne, Herbie e até Oliver, ocasionalmente, de assumir protagonismo vocal (nestes casos seus nomes constarão no setlist ao final desta matéria).

Perto do final da faixa de abertura de Moonglow (2019), Tobias deu rápidas boas-vindas: “Boa noite, São Paulo, Brasil. É ótimo estar de volta e digo só uma coisa a vocês: façam muito barulho”. Como decoração, a capa do álbum despontava no telão atrás de Felix (parceiro de ‘Tobi’ no Edguy e tocando de luvas), mas com projeções que ganhavam vida, como o movimento dos galhos e das estrelas (no decorrer da noite, várias outras artes vibrantes tomariam forma). Entre as canções, lia-se “Tobias Sammet’s Avantasia”, em traços brancos e fundo azul, projetado pela primeira vez enquanto a chefia completava as saudações de outrora: “Boa noite, meus amigos. É absolutamente fantástico estar de volta a São Paulo, esta linda cidade com lindos fãs, encerrando a primeira parte da turnê mundial de Moonglow. Teremos uma grande festa esta noite e, vocês devem ter ouvido, três horas de Avantasia! Tocaremos de tudo: material novo e antigo, lento e rápido, muita coisa empolgante e pouca coisa chata. Aqui vai um tema espetacular do último disco”, Starlight, com Ronnie Atkins inaugurando a lista de convidados. Ao seu final, o vocalista do Pretty Maids anunciou: “Muito obrigado e boa noite, São Paulo! Estão bem? Há potencial para uma noite fantástica, certo? Parece que temos algo como seis mil loucos ‘avantasians’ brasileiros na casa! A próxima também é de Moonglow e se chama Book Of Shallows”, abrindo espaço para Adrienne brilhar fazendo as vezes de Mille Petrozza (Kreator) à altura no gutural de estúdio, quase inteiro. Nem o reparo em um dos pratos de Felix cortou o clima e o público, nem aí, berrava “Chase your dream” feito louco.

Simpático, Tobias brincou com os fotógrafos por só ter tirado os óculos escuros no meio da última música deles no pit e contou causo sobre a próxima: “Realmente devo dizer, pois é como me sinto: isso é como vir para casa. Estive aqui tantas vezes e sempre sou recebido de braços abertos em São Paulo. É absolutamente fantástico e será uma grande noite, muito obrigado. E sabem o que é legal? Não muitos fotógrafos no Brasil têm fotos dos meus olhos! Faremos agora o primeiro single de Moonglow e sei o que pensam: ‘Ah, dá um tempo, toquem velharia! Álbum novo? Ele nem é tão bom quanto os mais antigos’, mas ele é um caso de amor e eu sabia que poderia contar com vocês! Quando o terminamos, sabíamos que era algo realmente especial e a gravadora nos pediu: ‘Tobi, precisamos do primeiro single. Você tem algo?’ E eu pensando: ‘Sim, claro! Temos algumas’, separei uma e lhes entreguei. E eles: ‘É ótima, mas o problema é que ela dura doze minutos!’. Gravadoras, certo? Em vez de ficarem felizes em ter doze minutos de boa música e não apenas três, disseram-me: ‘Ela é ótima, mas precisamos só de três minutos’. Não sei, nunca fui bom na escola e isso nem importa, mas o ponto é: acho que doze minutos de excelente música é quatro vezes melhor do que três minutos. É lógico, bom senso! Então me falaram: ‘Não, o problema é: uma de doze minutos não será veiculada em rádios comerciais’. Não sei sobre as rádios aqui no Brasil, mas na Alemanha, se você ligar o rádio e me perguntar, não importa se são três, seis, nove ou doze minutos, são as mesmas oito ou dez músicas o tempo todo, música de merda. E assim que você coloca guitarras rápidas e vocal melódico, você não vai tocar na rádio de modo algum, então mandamos a gravadora se foder, bancamos o single e vir ao Brasil hoje, a este lugar lotado, é o que realmente importa. Não estou nem aí para a rádio, vocês são a real e este é o primeiro single: The Raven Child”, primeira com Jørn Lande na área, que subiu as escadas de acesso atrás da bateria durante sua execução.

E o norueguês ficou para a tocante Lucifer, de Ghostlights (2016), primeira fora de Moonglow, mas antes, saudou os fãs: “São Paulo, é ótimo vê-los esta noite. Inacreditável, a melhor platéia de todas. A próxima é ótima para cantar, mas ela exige bastante, como sempre. Esse cara a escreveu e tudo que ele compõe se torna exigente. E adoramos, não? É o que traz poder a uma música e ele sabe como fazer algo melódico e épico: Mr. Tobias ‘Paul Shakespeare’ Sammet. A próxima, para mim, é sobre a vida, não necessariamente sobre personagens e conceitos, pois a vida em si já é um conceito desafiador, na verdade. É sobre isso que ela se trata: coisas boas e ruins, esperança”. Só faltou prever o senhor solo feito por Oliver! No final, economizou: “Vejo vocês em breve”. Voltando ao álbum da turnê, Alchemy veio colada, com a adição de Geoff Tate, que fez as honras da casa antes da próxima, do mesmo play: “Boa noite, São Paulo! Que noite e que banda, hein? Será uma noite especial. Vocês irão para casa contar tudo aos seus amigos, eu sei, pois assim certamente o farei. Vamos prosseguir com uma que se tornou uma das minhas favoritas porque é sobre a força do indivíduo. Porque, mesmo na adversidade, com paixão e convicção, somos, de fato, invencíveis”, aludindo a Invincible, iniciada apenas com luzes sobre o cantor e Miro, com Tobias de canto.

Ao pedir a palavra, Tobi foi só homenagens: “Geoff Tate! É extremamente recomendável estar no palco com seus heróis, amigos e família. Não era um holograma, era o porra do Geoff Tate! Desde o começo, o Avantasia sempre foi uma família e tenho certeza que vocês sentem isso, que é realmente uma família aqui no palco. Esta tour tem sido uma tremenda diversão e o clima no backstage, viajando, no hotel ou especialmente no bar do hotel é sempre tão feliz quanto no palco. Sou o homem mais alegre do mundo por ser capaz de comandar a Família Avantasia com pessoas maravilhosas! E querem saber? Não consigo pensar num lugar melhor no mundo todo para concluir a parte mais extensa da turnê do que o Brasil. Este será um momento muito especial para mim, pois, como disse, o Avantasia é uma família e tudo começou, acho que, em 2001, algo assim, e… não sei como dizer e provavelmente farei de modo rápido: me sinto muito abençoado e honrado em receber um velho amigo meu: André Matos”, para Reach Out For The Light, de fato, onde tudo começou, e que ensandeceu a galera, cantando em uníssono (o brasileiro cantou três faixas em The Metal Opera, de 2001: Inside, The Sign Of The Cross e The Tower; e três em The Metal Opera, Pt. II, de 2002: The Seven Angels, No Return e Chalice Of Agony. Ironicamente, ele seria o único a não participar do medley final, batizado de Sign Of The Angels no setlist de palco). Terminando-a, André correu, ‘roubou’ um microfone e o alemão, visivelmente feliz em dividir o palco com o amigo, riu e foi sincero: “Eu o amo! André Matos! E acho que foi a primeira vez que alguém fez isso”.

Tobias seguiu brincando: “Estão curtindo o show até agora? Para ser honesto, não me soam convincentes. Perguntei se estão curtindo o show! Ah, agora me jogam a bandeira? Precisávamos de uma na anterior, mas vou deixá-la aqui. Esta é o primeiro single comercial de Moonglow, vocês a reconhecerão logo de cara”, referindo-se à faixa-título, outro roubo de cena de Adrienne, agora em vocais limpos. Então o chefe a exaltou: “Ela é maravilhosa, tão diversificada. Antes, ela estava gritando e me assustou, aí subitamente canta como um rouxinol, linda! Estão curtindo o show? Ou estão ficando cansados? É só dizerem. Caso estejam se cansando, basta me informar, pois vocês são os chefes, nós obedecemos e podemos fazer o favor de reduzir o setlist. Mas, caso não estejam cansados, podemos prosseguir e fazer a porra toda do show, se assim quiserem. A próxima também é de Moonglow e muitas pessoas nos perguntaram: ‘Por quê, Avantasia? Por quê?’. A resposta é bastante simples: ‘Porque nós podemos!’. No metal, sempre há regras e todos sempre surgem com conceitos pessoais a respeito do que é permitido e proibido a uma banda de metal. Sinceramente falando, não dou a mínima. Metal é sobre o que você quiser fazer e não dar bola para a opinião de mais ninguém. Nós pensamos que era certo, ainda pensamos, é uma grande música e a única pessoa que poderia fazê-la, senhoras e senhores, vai cantá-la agora”: Eric Martin, último convidado da noite, para Maniac, mundialmente famosa como trilha de Flashdance (1983), bem mais eufórica e pesada do que no álbum e com belo solo de Sascha, inspirado em sua camiseta de Frank Zappa.

Seguindo o padrão de dialogar com o público ao fazer sua primeira aparição, o vocalista do Mr. Big discorreu sobre a faixa de Michael Sembello e apresentou os músicos: “Obrigado, irmãos e irmãs! Fazia um tempinho, hein? Esta música, Maniac, não sabia como fazê-la há umas dez ou onze semanas, mas me sinto abençoado por tê-la gravado, pois sou o único bravo e com culhões o suficiente para fazê-la. E se vocês vão de cabeça nela, eu vou junto! Aqui estamos com nossa Família Avantasia no último show de ‘Tobi E Os Imortais’, também conhecidos como Avantasia. Sempre guardamos o melhor para o final e obviamente temos aqui todos os suspeitos incomuns: este ‘Brainiac’, muito tímido, Sascha Paeth; sou o mestre de cerimônias; este jovem homem aqui, André Neygenfind, o baixista; Miro, que eu costumava chamar de ‘Professor’, mas agora você é o ‘Cirurgião’, encaixa? Não? Ok, ‘Professor’ é melhor; também temos garotas na banda, Adrienne Cowan; e esta senhora maternal, Felix Bohnke, ela não é uma graça?; o Sr. Amante Draconiano, Herbie Langhans; e o ‘Hitman’ [nota: trocadilho com ‘Hartmann’, sobrenome de Oliver]. Está tudo bem com você? Só saia do foco, você está estragando tudo, vá para trás; e finalmente o ‘Príncipe Coroado’ do rock ‘n’ roll, Tobias Sammet. Esta foi ótima! Me sinto tão à vontade aqui no palco, estou me divertindo pra cacete. E também sou o ‘Príncipe Coroado’ do rock ‘n’ roll, cantando com todos vocês: Dying For An Angel”, única de The Wicked Symphony (2010) no set e em ótima versão.

Ao seu final, beirando o improviso de um stand-up, Eric e Tobias assumiram o entretenimento coletivo analisando em inglês que adjetivos diferentes de ‘amazing’ e ‘fantastic’ poderiam qualificar o momento: ‘astonishing’, ‘astounding’, ‘sexual’, ‘incredible’ e ‘tantric’, este criticado pelo alemão por não ter nada a ver com sexo, mas o contra-argumento do americano foi certeiro: “Para começo de conversa, TUDO tem a ver com sexo, certo? Aqui é Brasil, bro!”. Despedindo-se do parceiro, Tobi chamou-o de ‘encrenqueiro’. Antes de partir, Eric mencionou uma ausência: “Há alguém faltando aqui no palco, nosso querido amigo Bob Catley, que está fazendo o que ama, além de estar conosco, que é estar na estrada com o Magnum. Mas ele estará de volta para todos os festivais daqui a um mês ou dois”. Expandindo as escusas, Tobi revelou: “Eu cogitei cancelar a próxima, mas há um cara aqui no palco que é bravo o suficiente para substituí-lo. Sou muito grato a Eric Martin e ele vai fazer The Story Ain’t Over”, na companhia de Adrienne Cowan para a bela canção do EP Lost In Space (Part 1) (2007). Pela reação dos fãs, ainda bem que não foi limada. De fato, a estória não acabava por aí, ainda com pouco menos da metade do show, em duração.

Ressuscitando a brincadeira dos adjetivos em inglês e tentando não se repetir, Tobias inovou com ‘marvellous’, agora para classificar a audiência, até concluir que palavras não eram o bastante para descrever o que vivenciava: “Como sempre, é um prazer regressar ao Brasil. Vocês nunca nos decepcionam. Acho que a primeira vez foi em janeiro ou fevereiro de 2002 [nota: quatro shows do Edguy no país], há dezessete anos. Toda vez que retorno, desde então, é maior, mais alto e vocês jamais nos desapontam. Sinceramente, muito obrigado, do fundo do meu coração, o Brasil é um caso de amor especial e sempre amarei vocês. Enfim, a ressurreição do Avantasia começou em 2008 e quando você dá entrevistas, como músico, sempre fazem uma pergunta estúpida: ‘Se um alienígena aparecesse e perguntasse como é sua banda, o que você diria?’, um cenário improvável, devo dizer. Alienígenas não despontam no palco, exceto Felix Bohnke, na bateria, mas geralmente eles não vêm à Terra te perguntar sobre sua banda. Mas caso este evento incerto acontecesse e eu fosse perguntado: ‘Como você descreve sua música?’, eu não diria nada. Eu tocaria esta música”: The Scarecrow, do álbum homônimo de 2008, marcando a volta de Jørn Lande, e, sem exageros, reconhecida na primeira nota, dada a euforia da galera, que ovacionou Oliver após seu solo.

A espera por sete músicas até regressar fez o ex-Masterplan admitir: “Finalmente de volta ao palco. É muito tempo sentado lá fora e fazendo o que? Você vai ao banheiro, toma um drink, come, algo que não é lá muito bom para essa barriga. De todo modo, é ótimo estar aqui com vocês. Farei a próxima com um, digamos, senhor bastante jovem, mas não tanto quanto eu. Um grande cantor que eu ouvia antigamente. Quando tirei minha carteira de motorista, eu escutava a banda dele no meu carro o tempo todo e nunca achei que estaria no palco com ele. Nem com os outros caras do ramo, como Geoff Tate, por exemplo, e eu ouvia Queensrÿche [nota: as contas batem, pois Jørn tem 51 anos, Eric 58 e Geoff 60]. Enfim, é uma grande honra estar aqui com todos esses ótimos músicos, a alguns dos quais eu costumava assistir quando era mais novo. É um privilégio. Por favor, recebam um dos maiores, o Sr. Eric Martin”, que chegou chegando:

– Você citou o banheiro! Quando estamos lá atrás e ele vai ao banheiro, nós bebemos e bastante. O legal com o Avantasia é que tem entre 1200 e 1300 garrafas de vinho no backstage e leva muito tempo… é preciso muita força de vontade para não…

Até ser interrompido por Oliver:

– Nenhuma dessas 1000 garrafas de vinho vai para a banda, então não sei o que rola!

O corte fez Eric tirar sarro:

– Ele fala? Você está aqui? Eu nem sabia que ele estava aqui. Quando seu vôo chegou? Há uma garrafa para a banda. Não tenha receio.

E o norueguês completou:

– Bem, na verdade toda a bebida agora são só garrafas vazias, então deixaram cerveja para nós. De todo modo, outro cara que bebe muitas dessas garrafas é um ótimo cantor, Geoff Tate, que ama vinho e tem seu próprio vinho: Geoff Tate Wine [nota: para mais detalhes sobre Insania, vale a pesquisa em https://geofftate.com/category/insania]. Sabia?

– Ele está nos ouvindo agora. Quero deixar rolar agora, é tão divertido ter uma conversa de verdade. Eu penso em vocês no meu sono. Esta manhã, enquanto dormia, pensava: “Cacete, quero fazer esse show! Vai ser… mal posso esperar para cantar com o Rei Nórdico: Jørn Lande!”. Aí caí no sono de novo, mas, São Paulo, este homem vai dizer a vocês para onde vamos agora.

– Não há muito a dizer. Estou no palco com um dos meus heróis aqui agora e… do que estamos falando? Onde estamos, Eric?

– Estamos na Promised Land!

Representando Angel Of Babylon (2010), ela foi a primeira sem Tobi no palco e, na saída de Jørn, Eric cantarolou So Long, Farewell ao amigo – trilha sonora de A Noviça Rebelde (1965). Sem o líder, o frontman do Mr. Big seguiu na condução: “Nos vemos no camarim para uma taça de vinho. Bem, estamos em turnê há onze semanas. Passamos pelo mundo todo: Estados Unidos, Austrália, Japão, Europa, América do Sul e obviamente deixamos o melhor para o final. Dizemos isso o tempo todo: o Brasil e São Paulo detonam. Sou afortunado por cantar com eles, mas esse cara tem sido meu novo parceiro no crime, o legendário lorde negro do legendário Queensrÿche”, que comentou o elogio: “Essa de ‘lorde negro’ é uma coisa meio da primavera, um pouco estranha”. Explicando-se, Eric expandiu: “Eu, Adrienne e Geoff somos os únicos americanos e nos sentimos tão à vontade frente esta linda platéia. Senhoras e senhoras, somos todos Avantasians”. Então Geoff ganhou o coração de todos de vez: “Isso mesmo! E, Eric, somos, na verdade, norte-americanos. Porque esta noite somos todos americanos. Estão prontos para mais uma? Twisted Mind”, bem pesada e com baixo proeminente, mesmo com duas guitarras, platéia, dois vocalistas e mais dois no apoio!

E Geoff seguiu no comando: “Que noite! Estão prontos? Há uns anos, um amigo me abordou: ‘Você já ouviu essa banda nova?’. Eu disse: ‘Que banda nova?’. Então ele botou o CD novo dessa ‘banda nova’ num aparelho e esta próxima é a primeira que eu ouvi deles. Ela se chama Avantasia”, com o mesmo “Tobias Sammet’s Avantasia” no telão, agora com traços dourados projetado em fundo escuro, em momento ideal para a volta do anfitrião: “Já chegamos a duas horas e dez minutos. Com esse tempo, a maioria das bandas tocaria a última. Mas me referi à maioria delas, não às melhores. É aí que fazemos a diferença para vocês, pois com essa duração podemos tocar as de doze minutos, já que vocês têm a resistência, o poder de agüentar. Senhoras e senhores, este é o momento em que deixamos a tempestade descer sobre São Paulo”, remetendo aos doze minutos de Let The Storm Descend Upon You, com o som do baixo ainda animal e as voltas de Jørn e Ronnie.

O ‘Rei Nórdico’ só reapareceria no final, mas o dinamarquês permaneceu para guiar os fãs: “Se perderam? Estão cansados? Ontem prometemos que seria explosivo aqui então vamos fazer uma puta festa! Só preciso do tom e farei um rap para vocês”. Então brincou de fazer a audiência imitá-lo e concluiu: “A próxima nunca foi tocada em São Paulo, posso garanti-los”, e imediatamente puxou Master Of The Pendulum. Ao seu final, Tobi partiu, promovendo Herbie Langhans como o encarregado: “Domingo à noite em São Paulo! Minha primeira vez excursionando aqui também foi em 2002, com muitas estórias, então o Brasil tem lugar muito especial no meu coração. É ótimo voltar! Duas horas e meia de show, vocês ainda têm energia para gritar conosco? Para cantar e pular conosco? Esta é Shelter For The Rain”, que também deu papel de destaque a Adrienne e Oliver, que, em função da velocidade da canção, chegou, sem sucesso, a pedir por uma roda.

Evidentemente, o descanso de Tobias foi breve e ele retomou o comando das interações: “Que audiência espetacular! Vocês soam bem lá da área do backstage. Já toquei aqui tantas vezes e acho que esta é a platéia mais barulhenta que já tivemos. Sempre amarei vocês! A que faremos agora foi o single principal de Ghostlights e, como sabem, Bob Catley não está conosco, mas a faremos, apesar disso. Estou orgulhoso de contar com a ajuda de meu querido amigo Geoff Tate para Mystery Of A Blood Red Rose”. E antes de finalizarem a parte pré-encore, algo impensado ocorreu e saltou aos olhos de Tobias, que interveio: “Hey, vocês aí, parem de brigar! Isso é um show de rock, deveríamos nos amar. Parem de brigar e se houver algum cuzão, ponham-no para fora. Enfim, notícias tristes: faremos a última de hoje. Mas tenho boas notícias: não é uma música de merda e sim uma ótima. Vocês foram um público ótimo, como já disse, e sempre haverá um caso de amor entre vocês e eu. Sempre é ótimo vir aqui, vocês sempre são amáveis, incríveis, nos recebem de braços abertos e nem sei o que dizer. Muito obrigado! Foi um show longo, é a última de hoje, ela marcou a ressurreição do Avantasia em 2007 e se chama: Lost In Space”, feita sem convidados e sem Herbie, mas com Oliver auxiliando Adrienne nos vocais de apoio.

No regresso final, Capitão Sammet enalteceu: “Já estávamos quase a caminho de casa, mas voltamos e eu ia pedir por mais barulho, mas já pedimos tanto por isso então não o farei. Vocês só querem ouvir mais uma, tenho certeza. Vocês têm todo o direito do mundo de estar cansados, mas digo que vocês não precisam gritar. Vocês foram ótimos e temos mais uma, de The Metal Opera. Quando ela começar vocês saberão exatamente o que fazer e não tem nada a ver com gritar”. Em dueto com Adrienne, Farewell foi então iniciada, o patrão coordenou o lindo balé dos braços de seu público, movimentados de lado a lado, e seu final foi cantado por todos no palco, menos Felix, Sascha e André. Encerrando o espetáculo, o discurso derradeiro: “Fantásticos! Estamos cansados. Foram dez semanas na estrada e a maior turnê que já fizemos no Avantasia. Esta é a última noite da primeira parte do giro. Faremos mais alguns festivais na Europa, mas a turnê em si, os shows de três horas acabaram. Foi exaustivo, mas posso dizer que tocar para pessoas como vocês é algo gratificante. Honestamente falando, sem vocês aqui, isto não teria sido possível e quero agradecê-los todos, do fundo do meu coração, por terem vindo celebrar com o Avantasia a beleza do rock e do heavy metal. Vocês foram ótimos esta noite, muito obrigado. Amo vocês, amamos vocês, São Paulo!”. E enquanto Tobi falava, para ganhar tempo e dar visibilidade, dois roadies removiam a proteção de acrílico do kit de Felix.

Para fechar o set, o medley Sign Of The Cross / The Seven Angels, mas não sem antes Tobias apresentar seus companheiros, destacando a novata no país “que ruge e canta como um rouxinol, a maravilhosa e linda Adrienne Cowan” e Sascha, “não apenas guitarrista, mas produtor do Avantasia e, sinceramente, o maior músico que conheci na vida”. Ainda chamou Felix de “reloginho”, descreveu Miro como “um mestre da engenharia de som” e não se esqueceu de pedir aplausos aos roadies por “ser possível estar no palco e viajar pelo mundo, por montar toda a produção todas as noites, sem dormir, na tempestade ou chuva, superando jet lag e vôos cancelados”. Obviamente, ele não se esqueceria dos convidados e convocou todos de volta ao palco (só faltou André Matos). Até Sascha cantou, curtindo sem microfone. E cá entre nós, não é todo dia que se vê e ouve sete vocalistas no mesmo palco, ainda mais deste porte! A surpresa final? Duas explosões com chuva de papel picado branco e prateado! Extasiados, os sobreviventes partiram às 23:40, ainda em tempo de tomar o metrô, enquanto All The Young Dudes rolava na casa (a versão do Mott The Hoople, não de Bruce Dickinson, Ozzy Osbourne ou de seu compositor, David Bowie) e os músicos se despediam e tiravam foto inusitada, sob o último pedido de Tobias: “Só as pessoas na foto, nós não!”.

Quem deixou para entrar na casa em cima da hora, e foi assim forçado a ficar no fundo da pista comum, de tão cheia, deve ter pensado que Ricardo Confessori fazia uma absurda ponta tocando guitarra no Avantasia, tamanha sua semelhança com Sascha Paeth. No mais, Geoff Tate tinha razão: que noite! Iluminação e som sensacionais, participações de gabarito, mais de três horas a esbaldar os fãs com um comandante que sabe delegar, abrindo espaço para todos brilharem como um time. De quebra, de bandana, jaquetão e botas, o figurino de Tobi já o transformou em um Steven Tyler do power metal. Finalizando, não custa citar que, de Moonglow, apenas The Piper At The Gates Of Dawn, Lavender e Requiem For A Dream (faixas 8 a 10) não foram tocadas, assim como nada de The Mystery Of Time (A Rock Epic) (2013). Com média recente de um lançamento a cada três anos, é de se esperar nova passagem de Tobias Sammet e sua trupe pela cidade em 2022.

 

Setlists

Rec/All

Intro: The Walking Dead Theme (Full) [Bear McCreary]

01) Running In Her Veins

02) iHate

03) Angels And Demons [Angra Cover]

04) Indestructible

05) Blind

06) Pegasus Fantasy [MAKE-UP Cover]

 

Shaman

Intro: Ancient Winds (+ Imagens De Making Of)

01) Turn Away

02) Reason

03) For Tomorrow

04) Distant Thunder

05) Innocence

06) Here I Am

07) Time Will Come

08) Iron Soul

09) Fairy Tale

10) Ritual

11) Pride

Outro: Arrival Of The Birds / Transformation (Cinematic Orchestra & The London Metropolitan Orchestra

 

Avantasia

Intro 01: You Shook Me All Night Long [AC/DC]

Intro 02: Symphony No. 9, Op. 125 (Ode To Joy) [Beethoven]

01) Ghost In The Moon [Sem Convidados]

02) Starlight [Ronnie Atkins]

03) Book Of Shallows [Ronnie Atkins E Adrienne Cowan]

04) The Raven Child [Jørn Lande]

05) Lucifer [Jørn Lande]

06) Alchemy [Geoff Tate]

07) Invincible [Geoff Tate]

08) Reach Out For The Light [André Matos]

09) Moonglow [Adrienne Cowan]

10) Maniac [Michael Sembello Cover] [Eric Martin]

11) Dying For An Angel [Eric Martin]

12) The Story Ain’t Over [Eric Martin E Adrienne Cowan]

13) The Scarecrow [Jørn Lande]

14) Promised Land [Eric Martin E Jørn Lande – Sem Tobias Sammet]

15) Twisted Mind [Eric Martin E Geoff Tate – Sem Tobias Sammet]

16) Avantasia [Geoff Tate]

17) Let The Storm Descend Upon You [Jørn Lande e Ronnie Atkins]

18) Master Of The Pendulum [Ronnie Atkins]

19) Shelter For The Rain [Herbie Langhans, Oliver Hartmann, Ronnie Atkins E Adrienne Cowan – Sem Tobias Sammet]

20) Mystery Of A Blood Red Rose [Geoff Tate]

21) Lost In Space [Sem Convidados]

Encore

22) Farewell [Adrienne Cowan]

23) Sign Of The Cross / The Seven Angels [Todos No Palco Exceto André Matos]

Outro: All The Young Dudes [Mott The Hoople]

 

Informações adicionais sobre os quarto cantores convidados são facilmente encontradas. Deixaremos aqui alguns dados sobre os dois vocalistas de apoio, menos conhecidos:

Adrienne Cowan – tecladista do Winds Of Plague (Los Angeles), ex-vocalista do FirstBourne (Boston), atualmente cantando no: Seven Spires (Boston), Light & Shade (Milão) e Sascha Paeth’s Masters Of Ceremony (Wolfsburg), com previsão de lançamento do álbum de estréia para 13/09. Para quem quiser um aperitivo, o vídeo de The Time Has Come já está disponível e, ao que tudo indica, Felix Bohnke está no projeto.

Herbie Langhans – vocalista do Sinbreed (Wiesbaden), Beyond The Bridge (Frankfurt), Seventh Avenue (Wolfsburg), Ryffhuntr (banda profissional tributo aos anos 80), Radiant e Voodoo Circle (as três últimas de algum lugar da Alemanha). Sem contar a infinidade de contribuições e participações em álbuns, indo do consagrado Rhapsody ao Whispers In Crimson, banda iraniana de metal progressivo (a edição 320 da Metal Hammer, abril/19, traz artigo sobre as dificuldades em se tentar fazer metal no Irã, com bandas correndo o risco de ser presas ou exiladas).

 

Nota final: a participação de André Matos em Reach Out For The Light infelizmente tornou-se sua última aparição musical em público. Olhando em retrospectiva, pode-se pensar: “Por que ele não voltou em ‘Sign Of The Angels’?” ou “Por que não quebrou o protocolo em Pride e chamou Tobias e Sascha?”, mas não havia como adivinhar o que estava por vir. Antes fosse o caso…

 

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