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Orquestra Petrobrás Sinfônica – Queen – Bohemian Rhapsody – Allianz Parque – 29/06/19
Postado em 09 de julho de 2019 @ 21:39 | 294 views


Texto: Vagner Mastropaulo

Fotos: Flavio Santiago

Agradecimentos: Costábile / Agencia Taga

E o show continua, numa visão que talvez nem Freddie Mercury antevisse…

 O casamento entre música clássica e rock/metal vem de longa data, indo da ópera rock Tommy, do The Who, “o primeiro trabalho musical explicitamente chamado desta maneira” (conforme a entrada da Wikipedia para o álbum de maio/69), ao exemplo nacional mais recente que inclui a expectativa para o DVD de Edu Falaschi gravado em show esgotado no Tom Brasil em maio junto à Orquestra Bachiana, regida por João Carlos Martins. Há mais exemplos: o Deep Purple apresentando-se com orquestra no saudoso Via Funchal em setembro/00, noite em que Dio cantou como convidado e roubou a cena, especialmente em Rainbow In The Dark; sem contar conjuntos que fazem uso de partes orquestradas, do Angra, em nosso país, a uma imensa gama de representantes do Metal Sinfônico; e há até quem se aproprie de elementos clássicos e inove tocando com violoncelos, como o Apocalyptica.

Há também menções ao erudito no título de álbuns como A Night At The Opera, tanto o do Queen (1975), quanto o do Blind Guardian (2002), em sua homenagem, além da paródia A Knight At The Opera (2014), do Nanowar Of Steel, romanos recomendados aos bem humorados. Daria para discorrer por linhas e linhas sobre o assunto e mesmo Freddie Mercury foi um precursor ao fazer dueto com Montserrat Caballé (falecida em outubro último), em Barcelona (1988), segundo e último álbum solo do vocalista, cuja faixa-título foi escolhida, com o inglês ainda em vida, como hino dos Jogos Olímpicos de 1992, realizados sete meses após sua morte, e executada na Cerimônia de Abertura das Olimpíadas na cidade. A própria iniciativa da Orquestra Petrobrás Sinfônica não era inédita em São Paulo, uma vez que já haviam feito Dark Side Of The Moon (1973), do Pink Floyd, dentro da “Série Álbuns”, no Allianz em novembro/18.

Posto tudo isso, em tempos de arrocho cultural e cortes de verbas públicas no setor, é de se louvar a existência de uma orquestra nacional disposta a arranjar clássicos do Queen e levá-los às massas, ainda que na esteira do filme sobre o conjunto e divulgando o concerto com imagem bastante similar a um dos cartazes da obra cinematográfica, em tons roxos, alaranjados e amarelos, com a silhueta do cantor em preto, ao fundo. No final das contas, a expectativa pairava sobre o que seria de fato tocado. A promessa dava conta da trilha sonora da obra, mas quais músicas se o álbum tem dezenove diferentes? As de Live Aid? Alguma eventual surpresa B-side? Na discotecagem pré-show do Baroness, no Fabrique, seis dias antes, rolou All Dead, All Dead. Quando na vida alguém esperaria ouvi-la antes de uma banda metal se apresentar?

Além destes devaneios, outra curiosidade prévia residia em qual público iria ao evento. Fãs do Queen, é claro! Mas em maior ou menor número do que os de música erudita? Haveria curiosos? Com a abertura dos portões às 19:00, duas horas antes de as primeiras notas serem ouvidas, já dava para constatar que as idades abrangiam crianças educadas por pais conscientes e preocupados em formá-las culturalmente e vovôs e vovós acompanhados de seus netos ou filhos (haja vista que quem tinha 15 anos quando Queen foi lançado em 1973, hoje tem 61). E havia quem se permitia se encantar por um mundo novo indo a um espetáculo de tal porte pela primeira vez, como o senhor atrás deste escriba na fila de entrada que resolveu comprar três combos da promoção da lanchonete fast food ao lado, a dez minutos da liberação de acesso. Informados por um orientador que a entrada dos quitutes não seria permitida, cravaram seus nomes no Guiness ao mandar tudo goela abaixo em tempo recorde! E que não se critique a inocência dos pais e da filha, pois ainda é preferível elogiar a iniciativa pelo ineditismo ao saírem de casa para ouvir Queen orquestrado, mesmo sem saber direito como tudo funcionava.

Em tal cenário, como resenhar algo tão inusitado? Contrastando diferenças, ou seja, a partir do conhecido! Por exemplo, o formato utilizado foi o Allianz Parque Hall, com o palco posicionado de frente ao gol norte e com ingressos disponíveis no dia apenas para a cadeira vip, colada ao palco, a 130 reais a inteira. Havia mais duas áreas, ambas esgotadas: o deck vip, onde se estendem faixas das torcidas organizadas, sem pessoas, em partidas do mandante, mais distante, mas com visão frontal dos músicos e 20 reais mais caro; e a cadeira premium, mais afastada, a 80 reais, a arquibancada inferior do estádio em dias de jogos, cadeira inferior quando o show demanda o espaço integral. Com tal configuração, não houve vendas para as cadeiras ­ou arquibancadas superiores.

Sem lugares marcados, quem entrou cedo para evitar perrengue tinha como opções tirar foto com o mascote oficial do estádio ou observar o entorno. No aguardo, curiosas estórias se desenrolavam, como a de um atencioso marido que comprou três sacos de pipoca, pensando na esposa e no filho que tinham ido ao banheiro, e foi surpreendido com o retorno dos dois, mais modestos (ou menos famintos?), com outro saco em mãos, tendo a mesma idéia. Sorte de quem estava ao lado, gentilmente agraciado com uma doação. Pontualmente às 21:00, a orquestra composta por trinta e um músicos surgiu para executar os arranjos assinados por Alexandre Caldi, sob regência de Felipe Prazeres, responsável pelas saudações: “Boa noite, galera! Boa noite a todo mundo que está aqui. A gente está muito, mas muito feliz em voltar ao Allianz Parque, onde estivemos ano passado tocando Pink Floyd. Essa orquestra é doida e toca de tudo. Queria agradecer demais o carinho e a recepção que este lugar teve com a orquestra, agradecer demais à nossa mantenedora, a Petrobrás, com esta orquestra há 32 anos, por conta disso também, desse apoio e esse carinho. E hoje, com um concerto dedicado ao Queen e à trilha sonora do Bohemian Rhapsody e tenho certeza que vocês vão curtir demais. Podem bater palmas porque o Queen merece! A gente queria tocar a trilha toda aqui, tocar tudo, mas não dá. O tempo não dá, então a gente vai tocar a trilha para vocês e espero que vocês curtam muito”.

Continuando, Felipe traçou objetivo, explicou como seria a noite e realçou a semelhança física de um dos músicos: “Nossa missão aqui também é apresentar este universo de Orquestra Sinfônica, sua diversidade de instrumentos, timbres e dinâmica. Então vocês vão ver, por exemplo, o solo de guitarra de I Want To Break Free na trompa do Philip Doyle, uma coisa completamente… e a gente vai conhecer melhor a trompa com ele. A voz do Freddie Mercury passando por vários instrumentos, aqui pelas madeiras. E a gente tem um Freedie Mercury também, ali no baixo, estão pensando o que? E a gente tem novidades aqui também: para dar uma engrossada no caldo, estamos dois instrumentos elétricos aqui. Vou pedir para o Mateus Ceccato, que além de excelente voador de parapente, é um excelente violoncelista. Mostra aí para a gente. Olhem só como vai ficar nesse instrumento. Mostra aí, sem distorção primeiro. Agora joga o pedal! E a guitarra do Queen aqui com o spalla querido, Ricardo Amado. Dá uma canja aí, Ricardo [nota: faz o solo de Bohemian Rhapsody]. Coisa linda, essa noite promete! E eu falei que a voz do Freddie Mercury estaria aqui em todos os instrumentos, mas é óbvio que vai estar na voz de vocês. Cantem com a gente. A gente vai cantar muito aqui, a gente vai se divertir muito aqui no palco. E é sempre bom e eu sempre tento fazer isso quando estou na frente da orquestra, fazer com que isso aqui seja uma coisa só, que não tenha aquela divisão com a orquestra tocando e a platéia aí. Não, não, não! Está todo mundo junto aqui no mesmo caldeirão, beleza? É isso, pessoal! A gente vai fazer o Bohemian Rhapsody. Palmas aí! Valeu!”

Another One Bites The Dust abriu a noite com a galera ajudando nas palmas e dois detalhes apareciam: a atuação do baixista era fundamental, mas não tocando alto e sim na composição rítmica; e havia um baterista, mas mais para marcar o andamento, não tão preocupado em descer o braço, como Roger Taylor. Foi interessante ouvir arranjo alternativo de uma canção tão marcante e pouco registrada em covers, pois, no máximo, há a versão cômica de Weird Al Jankovic, transformando-a em Another One Rides The Bus, lançada em 1983. Now I’m Here foi a próxima e a participação do público seguiu respeitosa, mais contemplativa do que cantando, com muitos mais preocupados em tirar fotos e filmar do que em aderir, apesar do apelo do condutor. Don’t Stop Me Now poderia ter inflamado o público tanto quanto na primeira parte da subida dos créditos no filme, em performance incendiária de Freddie, e até botou o povo a chacoalhar o esqueleto, mas apenas discretamente em seus assentos.

Tão poderosa quanto em estúdio, Radio Ga Ga foi a mais enxuta em tempo, em relação à original, e mais vozes começavam a deixar de lado a timidez e a se pronunciar (a título de comparação, as durações ao vivo e em estúdio estão no ‘setlist’ no final da matéria, uma vez que, como tem louco para tudo, este escriba encarregou-se de cronometrá-las). Enquanto isso, observando-se o figurino, toda a orquestra vestia camisa ou blusa preta, jeans azul claro, escuro ou preto e calçados confortáveis, sem o rigor da apresentação formal em um teatro. Já Felipe, também de jeans, exibia camiseta do Queen II (1974) e usava um All Star, unindo Queen a Ramones. E ele não se limitava a reger apenas seus músicos, mas também a cantoria e a indispensável contribuição com palmas, principalmente vinda da galera das cadeiras premium, mais animada e de onde pareciam ecoar mais vozes.

Under Pressure foi reconhecida de imediato, comoveu mais o público, em especial a partir do verso “’Cause love is such an old-fashioned world”, encerrou-se com estalares de dedos da orquestra e foi a mais ‘parecida’ com os registros de estúdio até então, apenas reforçando a carga melódica original da faixa de Hot Space e, primeira música do primeiro álbum do Queen, Keep Yourself Alive contou com participação mais solta do baterista. A esta altura, com todos ambientados e sabendo como tudo transcorria, sobrava tempo para observações e reflexões, por exemplo: dava gosto ver como alguns músicos se divertiam fazendo espetáculo fora dos padrões e quebrando protocolos. Não que seja proibido se divertirem tocando música clássica, mas o clima de descontração imperava e alguns deles se permitiam sorrir abertamente durante as execuções. Talvez a mais animada, até onde a visão da cadeira vip permitia analisar, era a violonista Camila Bastos.

Who Wants To Live Forever, tocante, belamente arranjada e mais longa do que em A Kind Of Magic, trouxe ao estádio o mesmo clima de seriedade do filme (em função do momento em que é usada, sem spoilers, apenas assista). E em clima diametralmente oposto, Crazy Little Thing Called Love resgatou bom humor e leveza, fazendo a alegria geral ao relaxar tensões em versão ainda mais divertida do que em The Game, em muito pelo seu belo ‘solo de guitarra’. Ela também marcou o encerramento do primeiro ato após quarenta minutos e foi curioso observar que músico de orquestra também tem vida e, no fundo, as mesmas necessidades que qualquer um, pegando seus celulares para checar mensagens a caminho dos bastidores.

E está lembrado do regente elogiando as habilidades de Mateus no parapente? Pois bem, no intervalo de vinte e cinco minutos, mostrou-se vídeo de divulgação para o concerto do dia seguinte em filmagem do próprio Felipe, com pau de selfie, falando sobre o Black Album em pleno vôo e com uma batuta nas mãos, regendo o ar! Divertidíssimo! Voltando ao palco, um efeito peculiar: enquanto os músicos rapidamente verificavam a afinação de seus instrumentos, tocando baixinho e conjuntamente, a melodia prolongada soou como o início de Symphony Of Destruction, do Megadeth, em típica associação que apenas um cérebro metaleiro faz nessas horas. Obviamente, o foco era outro e Bohemian Rhapsody foi um show à parte quando Felipe pediu a participação coletiva nas partes com “Mama” e pulou no trecho mais pesado após “Beelzebub has a devil put aside for me, for me, for me”. Linda de se ouvir, principalmente a repetição do ‘solo de guitarra’ feito anteriormente e levando os presentes a gritar, a faixa que encerra A Night At The Opera foi aplaudida de pé em seu final (ou God Save The Queen conta?).

Em show do Moda de Rock no Sesc Vila Mariana em 31/01, após tocá-la, Ricardo Vignini resumiu bem a atmosfera captada em I Want To Break Free: “Nós já tocamos essa música no Brasil todo e sempre tem uma coisa que é muito interessante: nos primeiros compassos, o sorriso das pessoas vai de orelha a orelha. Queria eu ter feito uma música que tivesse essa parada, saca? É muito legal conseguir trazer alegria para as pessoas” (será pela associação ao clipe?). O fenômeno deve ser verdade absoluta, pois se repetiu mesmo com a seriedade de uma orquestra, tornando-se a maior concentração de sorrisos por metro quadrado já vista no estádio, a partir de palmas no começo e da cantoria libertadora do verso-título.

Gradativamente o envolvimento popular aumentava e Love Of My Life foi covardia neste aspecto, pois, se até um Maracanã lotado já impressionou Freddie Mercury, não seria em um formato menor que as pessoas se acanhariam, reforçando a participação ao acender lanternas nos celulares. A canção possui inúmeros covers e o mais famoso por aqui talvez seja a versão de Gary Cherone e Nuno Bettencourt, em dueto acústico no show do Extreme no Hollywood Rock de 1992, também por eles interpretada em The Freddie Mercury Tribute Concert em abril do mesmo ano em Wembley (emendada a More Than Words), na última performance de John Deacon com seus companheiros em um show longo. A canção, que também possui releitura do Scorpions, registrada ao vivo em Acoustica (2001), traz estória peculiar, pois a geração brasileira (argentina, mexicana e venezuelana) que descobriu o Queen a partir do LP Greatest Hits (1981) acostumou-se a ouvir sua versão nele encontrada e extraída de Live Killers (1979), incluída no lugar de Seven Seas Of Rhye, e até estranha o original acústico de A Night At The Opera, em que até harpa Brian May toca. Posteriormente, a versão em CD da coletânea refaria a troca.

Trocadilhos à parte, o show prosseguiu com The Show Must Go On, única de Innuendo no ‘set’, novamente em tom mais sério, como no final da exibição dos créditos no filme. Linda, Somebody To Love representou A Day At The Races e as duas últimas do segundo ato não poderiam deixar de ser We Will Rock You e We Are The Champions, escolhas certeiras de News Of The World. A segunda foi muito bem cantada e a primeira, como esperado, marcada por palmas e com os primeiros comportamentos fora do padrão, com pessoas brotando do nada e indo às primeiras filas para filmar. O bis rolou automaticamente, primeiro com Bohemian Rhapsody após Felipe averiguar: “E aí, galera? Tá bom? Ou é para tocar tudo de novo? Vocês querem ouvir mais uma?”. E como todos já sabiam como proceder, o estádio todo auxiliou no vocal, praticamente berrando as partes com “Mama”. E você se lembra em qual parte o regente pulou? Desta vez houve explosão de gritos coletivos, além de mais pulos seus! Ao seu final, parte da orquestra se levantou, em agradecimento, assim como o público, querendo mais.

Crazy Little Thing Called Love tornou a agitar o público, que a partir daí não se sentou mais. E foi super engraçado ver uma vovó, projetada no telão, dançando como se não houvesse amanhã! Ah, se todas fossem assim… I Want To Break Free voltou a trazer alegria e então Felipe sugeriu: “Saideira? Saideira, galera, pode ser? O que vocês querem ouvir? Nós vamos tocar agora! Radio Ga Ga, ok? Under Pressure? Quem quer ouvir Under Pressure? Radio Ga Ga?”, escolhida em aclamação popular, em meio a protestos de quem urrava: “As duas!”. E às 23:00, sob aplausos mais do que merecidos, a orquestra encerrou oficialmente os trabalhos, com o regente se despedindo: “Valeu, galera! Vocês foram maravilhosos! Valeu!”. Só restou a ironia de tantos registros visuais na saideira, com letra que preconiza: “When we grow tired of all this visual”. Isso nem Freddie anteviu…

Curiosamente, nada da camiseta de Felipe foi tocado, pois nenhuma faixa de Queen II integra a trilha sonora de Bohemian Rhapsody, e quatro músicas do filme foram deixadas de lado: Doing Alright, Killer Queen, Fat Bottomed Girls e Hammer To Fall. E se a orquestra quiser fazer uma ‘Parte 2’ aliando-as a clássicos da estirpe de Save Me e Play The Game, ou mesmo I Was Born To Love You, da carreira solo do cantor, seria ótimo! Quem sabe juntá-las às melhores da trilha em novo espetáculo? Ninguém iria reclamar! Cabem até algumas menos conhecidas: ’39, The Prophet’s Song, Tie Your Mother Down, White Man, Teo Torriatte (Let Us Cling Together), Spread Your Wings, Who Needs You? e It’s Late, fechando em mais quinze. Que tal?

Tomara que surjam outras apresentações, como o Nirvana In Concert, no Vivo Rio em abril, com a Orquestra Johann Sebastian Rio. E mesmo dentro da “Série Álbuns”, por lá a própria Orquestra Petrobrás Sinfônica executou: Thiller (1982), de Michael Jackson, com duas datas em dezembro de 2017, no Teatro Municipal, e outras duas e no Teatro Bradesco em São Paulo, em fevereiro de 2018; e Ventura (2003), dos Los Hermanos, embrião do projeto tocado no Rio, no Teatro João Caetano, em dezembro de 2016, e na Fundição Progresso em fevereiro de 2017. É de se esperar mais para 2020, com iniciativas em que todos ganham: dos fãs de rock e metal, escutando arranjos alternativos de sons que veneram, à própria música clássica, uma vez que o interesse das pessoas pelo erudito se desperta a partir de um espetáculo fora de padrões convencionais. Sorte que havia mais por vir no dia seguinte, com o Black Album!

 

“Setlist”

“Primeiro Ato” – 21:00 até 21:40

01) Another One Bites The Dust – 3’36” [3’32” em The Game (1980)]

02) Now I’m Here – 3’50” [4’10” em Sheer Heart Attack (1974)]

03) Don’t Stop Me Now – 4’03 [3’28” em Jazz (1978)]

04) Radio Ga Ga – 3’24” [5’41” em The Works (1984)]

05) Under Pressure – 3’42” [3’55” em Hot Space (1982)]

06) Keep Yourself Alive – 3’34” [3’46” em Queen (1973)]

07) Who Wants To Live Forever – 5’39” [4’53” em A Kind Of Magic (1986)]

08) Crazy Little Thing Called Love – 2’34” [2’41” em The Game (1980)]

Intervalo – 25’

“Segundo Ato” – 22:05 até 22:40

09) Bohemian Rhapsody – 6’14” [5’52” em A Night At The Opera (1975)]

10) I Want To Break Free – 4’08” [3’18” em The Works (1984)]

11) Love Of My Life – 4’33” [3’35” em A Night At The Opera (1975) / 4’58” em Live Killers (1979)]

12) The Show Must Go On – 4’17” [4’31” em Innuendo (1991)]

13) Somebody To Love – 5’14” [4’54” em A Day At The Races (1976)]

14) We Will Rock You – 1’59” [2’01” em News Of The World (1977)]

15) We Are The Champions – 3’19” [3’00” em News Of The World (1977)]

Bis – 22:40 até 23:00

16) Bohemian Rhapsody – 5’58” [5’52” em A Night At The Opera (1975)]

17) Crazy Little Thing Called Love – 2’33” [2’41” em The Game (1980)]

18) I Want To Break Free – 4’03” [3’18” em The Works (1984)]

19) Radio Ga Ga – 3’30” [5’41” em The Works (1984)]

 

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