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PAIN OF SALVATION ::: 29/04/18 ::: CARIOCA CLUB
Postado em 06 de maio de 2018 @ 19:47 | 630 views


Fotos: Bárbara Martins

Texto: Andréa Ariani

Daniel Gildenlöw é um fenômeno. Alguns dirão que é pela virtuose na guitarra e no vocal. Outros pela beleza, outros pelas composições inspiradas, alguns certamente pela performance no palco. Reúno todo os itens e acrescento que o cara é, além disso tudo, a superação em pessoa. E provavelmente por isso consegue fazer um show de quase duas horas praticamente sem pausa e com um largo sorriso na cara. Os fãs sabem que vê-lo ao vivo é quase um milagre. Para quem não acompanhou, em 2014 ele enfrentou um tratamento de Strep A, uma super bactéria diagnosticada como fascíite necrosante   https://pt.wikipedia.org/wiki/Fasci%C3%ADte_necrosante

Apesar do isolamento e dos longos meses no hospital, Daniel se recuperou. O retorno aos palcos naquela ocasião foi rápido, mas demanda, desde então, um planejamento mais minucioso, alguns cuidados e por isso podem acabar adiando compromissos – caso dessa nova tour sul americana que deveria ter acontecido em fevereiro de 2018. A remarcação de datas para o fim de abril/início de maio, conforme comunicado oficial da banda,https://www.facebook.com/Painofsalvation/posts/10157291710819657 foi por uma forte gripe do vocalista. Ele mesmo admitiu que não está ainda no 100% de sua forma, mas a superação faz parte para mantê-lo ativo e dando a alma no palco, como os fãs estão acostumados.

Além do Brasil, Chile e Argentina também receberam os shows dessa nova passagem dos suecos. A novidade da vez foi conferir ao vivo algumas das faixas do mais recente álbum, In the Passing Light of Day, décimo álbum de estúdio, lançado em 2017. E, não por acaso, a maior parte delas é que compuseram o set list da noite. Na verdade, todas as onze faixas executadas, com algumas pequenas mudanças, foram de um set fixo selecionado para esta tour. Para ser ainda mais emblemática essa nova fase, o broken white sun, símbolo desse novo disco, estava no pano de fundo no palco, na camiseta do vocal e colado em algumas das guitarras e baixo usados pelos caras durante o show.

O Carioca encheu mais próximo ao horário marcado para o início da apresentação e quase 20h em ponto, a banda tomou o palco ao som dos primeiros acordes de “Full Throttle Tribe”. O público explodiu, mas a catarse coletiva se deu no segundo som, “Reasons”, seguida sem pausas por “Meaningless” também cantada em uníssono e para delírio dos presentes.

Apesar de ser apresentado como a grande sensação do Prog Metal, de fato, o show é bastante virtuoso, quase mais um espetáculo à contemplar do que propriamente pogar. Mas há espaço para momentos mais líricos, melódicos e até mesmo pro bate cabeça. E, claro, para o sing along. O público preferiu esta opção, cantando a plenos pulmões todas as faixas.

Após a terceira música, Gidenlöw falou com o público pela primeira vez na noite. Mencionou o prazer que é estar novamente tocando no Brasil, revendo os fas tão eufóricos que dão tudo de si nos gritos. O bom humor é uma das marcas registradas da banda, apesar de o som não sugerir isso em momento algum.

Para isso vide alguns vídeos na internet e, especialmente, os posts da Crew of Salvation no Instagram. O melhor é o que mostra como foi feito o aquecimento do show do Carioca https://www.instagram.com/p/BiK59xFBqfn/?taken-by=crewofsalvation.

Por isso não é de surpreender que eles façam piadas em todos os intervalos, interagindo com a plateia. Sobre ser um público que faz barulho nos shows, Daniel ainda acrescentou sobre a energia do público sul americano, mas, brincando, disse que era para terem cuidado e não dar tudo de si em um só grito, ir economizando ao longo do show para aguentarem até o final. Sob esse clima de descontração retornam aos trabalhos com “Linoleum”, faixa do disco Road Salt One de 2010. Essa abriu caminho para músicas mais antigas no set.

Um dos pontos altos da apresentação foi quando Daniel trocou de guitarra e anunciou uma volta ainda maior ao passado. A galera explodiu logo nos primeiros acordes de “Rope ends”, um dos hits da banda, integrante do disco conceitual Remedy Lane, de 2002. Outra celebração, além dos sons novos, é o retorno do guitarrista Johan Hallgren que voltou ao Pain após uma ausência de 6 anos. Ele é um show à parte, pulando, batendo cabeça, fazendo backing e segunda voz perfeitos, tocando como se não houvesse amanhã. Foi, além do vocal, um dos que mais agitou a plateia, chegando a tocar muito próximo do público em vários momentos durante o show.

Permanecendo nessa fase anos 2000, sem guitarra, Daniel canta “Beyond the Pale”, também do Remedy Lane e “Kingdom of Loss” do The Perfect Element.

Outro momento marcante foi quando tocaram “Ashes”. Esse a plateia podia levar sozinha e ser regida pela banda, mas na troca de energia, foi outro momento catártico e um dos melhores da noite. E se ninguém havia notado a performance de Léo Margarit até então essa foi a deixa. Batera incrível e nem precisava, mas ainda canta e lindamente.

Antes de “Silent gold”, maravilhosamente executada na sequência pela banda, Daniel avisa que o show vai chegando ao fim. O público não leva muita fé, mas dá o seu máximo em “On A Tuesday”, que encerra a primeira parte do show. Teoricamente, era para ter acabado aí. Mas o público, ainda mais barulhento, pedia a volta da banda e não arredava pé da pista e camarotes. O técnico de palco faz sinal de dois sons adicionais. Nisto a banda volta para delírio dos presentes. O bis agradou novos e antigos fãs. As duas faixas iniciais foram do clássico disco One hour by the concrete lake, de 1998. A incidental “Spirit of the land” deu a intro para “Inside” que Gildenlöw levou só no vocal. Antes de “The passing light of day”, Daniel mencionou que esta o fez pensar muito, especialmente no tempo que passou no hospital. E fecharam de forma épica um show mais do que esperado, num dos palcos brasileiros que já os recebeu em várias outras ocasiões e em apresentações tão emocionantes quanto essa.

SET LIST

Full Throttle Tribe

Reasons

Meaningless

Linoleum

Rope Ends

Beyond the Pale

Kingdom of Loss

Inside Out

Ashes

Silent Gold

On a Tuesday

 

Encore:

Spirit Of The Land

Inside

The Passing Light of Day

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