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Raimundos ::: 25/05/19 ::: Audio
Postado em 04 de junho de 2019 @ 21:06 | 191 views


Texto por: Vagner Mastropaulo

Fotos: Flavio Santiago

Agradecimentos: Camila Dias (Audio Club)

Não precisou ser em João Pessoa… Foi na Audio mesmo que o Raimundos tocou o puteiro!

 

Se você tiver menos de 35 anos, não há como ter vivenciado conscientemente o fenômeno Raimundos em 1994, ano do lançamento de seu homônimo álbum de estréia. Menos do que isso, só se você fosse bem precoce ou tivesse pais ou irmãos antenados e descolados que curtissem o som dos caras. Para quem tinha mais, parece que foi ontem e, num piscar de olhos, de repente pintou uma turnê em celebração aos 25 anos de um play que já nasceu clássico, a bem da verdade, pois nunca alguém havia tido a ousadia e a sacada de misturar forró com rock. Ainda mais numa veia punk e com nome que soasse similar a Ramones, mas que fosse 100% brasileiro!

Como vida de resenhista não é fácil, em meio a tantos shows pela cidade, quis o destino que Slash + Myles Kennedy & The Conspirators e o conjunto de Brasília ‘concorressem’ por espaço no mesmo bairro e dia. Saindo correndo do Espaço das Américas às 23:40, após ver os americanos, não houve tempo hábil de assistir à primeira atração da noite, o Premiere, formado em 2014 e composto por Jones (vocal), André Seven (guitarra), Jack Denis (baixo) e Lipão (bateria). Por uma questão de justiça, contatamos a banda e obtivemos respostas com seu empresário, Anísio Lima, também tour manager do Raimundos. O set contemplou o homônimo EP debut de 2018 inteiro e começou às 23:00 com Freakshow, atual música de trabalho com clipe lançado em 29/05. Além de suas cinco faixas, Corpo Fechado, do single pré-EP do quarteto, completou a apresentação de trinta minutos. Assumimos aqui o compromisso em conferir futuras apresentações dos paulistanos.

Às 23:40, o Carbona veio ao palco com substancial aquisição: Fred na bateria! Ainda ‘preso’ no evento anterior, este escriba bateu recorde indo da grade da pista comum do Slash até quase a grade da Audio em quinze minutos, incluindo o lento rastejar coletivo ao deixar o primeiro show até a simbólica, porém lentíssima, fila para o segundo. Entrando no recinto às 23:55, deu tempo de ver pouco além da metade da apresentação da banda carioca, a partir do divertido cover de Sempre Que Eu Fico Feliz Eu Bebo, do álbum homônimo dos brasilienses do Gramofocas, de 2004, e de Dr Fujita Contra A Abominável Mulher-Tornado (2010). Em trio, Henrique Badke (vocal e guitarra), Melvin Ribeiro (baixo) e Fred desciam o braço em seus instrumentos em performance contagiante. Sobre o batera, Henrique comentou: “Estamos, nos últimos oito meses, contando com a presença especialíssima do Fred, que se juntou para fazer um show com a gente e de forma muito generosa, não só pelo músico que é, mas pela pessoa que também é, vem agregando muito na convivência”.

Para mais um cover, o vocalista anunciou um convidado: “Queria chamar agora ao palco um amigo de longa data, de quem a gente é fã, Tor Tauil, do Zumbis do Espaço, daqui de São Paulo, para a gente tocar A Marca Dos Três Noves Invertidos”. Após Fliperama, rolou uma rara pausa, até uma trinca de Cosmicômica (2005): Urbânia Diga Adeus, a curtíssima É Impossível Ser Tudo Pra Todos e O Mundo, Nathalia E A Lasagna, com pane no som da guitarra de Henrique, rapidamente solucionada. Encerrando o set, Melvin pediu a palavra: “Muito obrigado! Queria agradecer à equipe técnica do Raimundos, que ajudou a gente. A vocês, que assistiram à gente até agora, um obrigado do Carbona. São as duas últimas. Obrigado, Fred; obrigado, Raimundos; obrigado, equipe! Foi lindo! Vai lá, Henrique”, que puxou Meu Primeiro All-Star, seguida de 1001 Doses (Até Você Voltar), ambas de Taito Não Engole Fichas (2002), álbum mais tocado, com oito canções, fechando o show à 00:20.

Pelo Messenger do Facebook, Henrique discorreu sobre a escolha das canções: “Fizemos um setlist compacto incluindo músicas dos discos da fase em português, em quarenta minutos, com tudo meio emendado”. Gravados em nossa língua, pela urgência do tempo, nada de Apuros Em Cingapura (2006) e do recém-lançado Vingue no Ringue foi tocado. Sobre isso, ele explicou: “Não colocamos nenhuma música do disco novo porque entendemos que, como show de abertura, deveríamos fazer algo com repertório mais conhecido da banda”. Quanto à participação de Fred, o vocalista acrescentou: “Ele vem nos acompanhando ao vivo desde agosto do ano passado e substituindo nosso baterista, Pedro Roberto, que mora nos Estados Unidos, grava os discos, mas, por viver lá, não está podendo tocar nos shows”. Que o Carbona não demore a voltar a São Paulo!

Então deu-se a pataquada da noite: por mais que fosse necessário deixar um som rolando durante os obrigatórios arranjos de palco, até para o povo não dormir, foi demais esperar por 70’ até o show começar à 1:30. Aqui é São Paulo, gente… Era ‘esquema-balada’? Faz parte! Mas que avisem as pessoas de antemão. Ao ligar para a Audio no meio da tarde, antes de rumar à Barra Funda, este escriba obteve, da prestativa atendente (esforçando-se ao máximo para cumprir seu papel, mas sem sequer saber das outras duas bandas), como única informação, o mesmo horário de abertura de portas impresso no ingresso. Mau presságio… Pode-se argumentar que o Facebook oficial do evento trazia os nomes dos conjuntos e um claríssimo “de 22:00 às 04:00”, mas não custava organizar melhor as coisas e oferecer serviço completo às pessoas. A título de comparação, o site do Espaço das Américas trazia todos os horários do citado show do Slash, bem como informações detalhadas do próximo evento metal por lá, com o Avantasia de headliner, em 02/06.

Durante a espera, algumas pérolas: a discotecagem dos primeiros 35 minutos foi de artistas nacionais, como CPM 22, Detonautas, Planet Hemp, O Rappa, Skank e Pitty, para citar alguns. Killing In The Name (Rage Against The Machine) mudou o idioma, seguida de Beastie Boys, Aerosmith + Run DMC, Joan Jett & The Blackhearts, Prophets Of Rage, Ramones, Pantera e Pennywise (com pedido para que todos erguessem as mãos para uma foto). Ironicamente, California Über Alles foi tocada por poucos segundos e cortada (nem com um DJ o Dead Kennedys anda em alta). No meio da lista internacional teve a versão coxinha e sem palavrões de Refuse/Resist (Sepultura) e nunca o verso “I’m sick of this” fez tanto sentido, tamanha a demora. Durante The Kids Aren’t Alright (Offspring), enquanto alguns curtiam, alheios ao tempo transcorrido, a paciência de outros foi para o espaço e estes começaram a gritar pelo Raimundos. Terá sido coincidência o DJ sair bem nessa hora, levando seu equipamento embora? Ainda deixou Paradise City (Guns ‘N’ Roses) rolando…

Evidentemente, bastaria o Raimundos dar as caras e todo o cansaço se dissiparia. E se alguém ainda não sabia, sacou rapidinho que Raimundos (1994) seria tocado na íntegra e na ordem, não sem antes ecoar pela Audio o áudio de um post de Nando Reis do começo do mês: “Há 25 anos, a rádio brasileira foi inundada por um fenômeno chamado Raimundos. Uma música original que juntava partes distintas do Brasil com um resultado único, uno! Nada mais oportuno do que relembrar e reviver esse disco, que é um marco da história da música popular brasileira, do qual eu tive a honra de participar tocando violão em duas músicas [nota: Puteiro Em João Pessoa e Selim]. Com vocês, Raimundos, comemorando 25 anos de Raimundos” (para conferir a postagem, basta acessar: https://www.facebook.com/watch/?v=1291534884304606).

Decorando o palco para Digão (vocal e guitarra), Marquim (guitarra), Canisso (baixo) e Fred (bateria, em participação especial na tour), um bandeirão com a capa do álbum, ao fundo, e uma caveira com chapéu de cangaceiro na pele do bumbo de um outro kit que mais tarde seria ocupado por Caio Cunha (o de Fred, usado durante o show do Carbona, trazia um ponto de interrogação em vermelho). Para uma casa lotada, Puteiro Em João Pessoa foi um pé na porta e, falando em “ser inaugurado”, inaugurou a roda. Concentrando-se mais em cantar, Digão pediu por barulho e Palhas Do Coqueiro trouxe ensurdecedores “Pa pa pa pa” do início da letra. Antes da parte punk rock em “Debaixo de um teto de espelhos”, o vocalista fez uma solicitação: “Aí, rapaziada, vamos abrir essa roda aí! Abre mesmo! É isso aí! Vamos fazer a roda mais louca que esse Brasil já viu. Caralho, hoje vai ser foda, hein, Canisso? Vocês estão prontos? Quando eu falar ‘Já’, hein? ‘Já’”, gerando o caos na pista. MM’s veio colada, nela Digão tocou guitarra pela primeira vez, abrindo espaço para Marquim solar com tranqüilidade, e a partir de então o roadie faria valer seu pagamento, ao levar e trazer guitarras ao ‘frontman’, num ritual que se estenderia noite adentro. Após Minha Cunhada, que segue enxuta e sem aparentar a idade, um empolgado fã não se conteve em exagerada e precoce revelação a amigos: “Esse é o melhor show que já vi na vida!”. Calma, garoto! Era apenas a quarta música e não é assim que se fode… ops, que se curte um show, não!

Rapante provocou novo clamor de Digão: “Quero que gritem comigo bem alto: ‘Eu falei que isso era uma porra!”’. Surpreso, interagiu: “Caralho, Canisso! Foi de primeira… vamos mais uma, né? Isso é São Paulo, caralho!”. Antes de Carro Forte, foi possível ver Fred feliz da vida entre seus companheiros em descontraída e rápida confabulação. Sétima faixa do play, Nêga Jurema pertence a um seleto clube de canções que fazem todo mundo sorrir de orelha a orelha nas primeiras notas (I Want To Break Free, do Queen, e Summer Song, de Joe Satriani, causam o mesmo efeito). O fato foi que ela incendiou a roda, com ‘disparos’ de Marquim, erguendo seu instrumento. Patinhos feios do álbum, Deixei De Fumar / Cana Caiana e Cajueiro / Rio Das Pedras soaram sensacionais ao vivo, esta com graça mantida mesmo com letra alterada e talvez improvisada por Digão, que assim anunciou Bê A Bá: “No baixo, os dotes do Mestre Canisso”, a puxá-la. E não se espante se um dia o conjunto decidir terminá-la colando-a a algo do Pantera, como Domination (como fez o Haken no Fabrique em janeiro, unindo a seqüência de riffs derradeiros de By Demons Be Driven a Nil By Mouth), pois caberia. Ainda mais com Marquim exibindo sua influência metal em camiseta do Black Sabbath.

Dirigindo-se aos fãs cantarolando “O passarinho…”, Digão deu a letra para que seguissem a cantar Bicharada e o barulho de água em alto mar e a buzina de navio, tão característicos neste ponto do álbum, trouxeram um atropelo em forma de Marujo, com o cantor no triângulo e luzes azuis, verdes e amarelas realçando a brasilidade do conjunto. Cintura Fina veio colada e, a esta altura, a equalização sonora, que já havia começado bem, soava perfeita! Então Digão fez as honras da casa, outra vez: “É… estamos chegando ao final da primeira parte deste show. Para quem está ligado, quem foi do Raimundos desde sempre, está sabendo que a gente tocou nosso primeiro disco na íntegra e na ordem, mas vocês sabem que está faltando uma. E antes de tocarmos essa música, queria agradecer ao nosso irmão, que nunca saiu desta banda e sempre esteve junto com a gente, Mr. Fred Raimundo! Mas a gente também não podia deixar de fora um rapaz, um garoto lindo que agregou ao Raimundos pra caralho. Graças a Deus, está tudo certo e estamos aqui hoje comemorando 25 anos. Venha cá, Caio. Vem pra cá tocar junto com nóis essa aqui [sic]”.

Antecipando, sim: este seria o line-up até o final, com Caio e sua camiseta do Jimi Hendrix fazendo a alegria dos fãs mais novos e Fred a dos que trazem experiência em demasia na bagagem. A rigor, quase tudo foi dobrado em Selim: dois bateras, duas guitarras e só não rolaram ‘dois vocais’ integrais porque Digão deixou o povo detonar e cantar a primeira estrofe. Após 40’ e 14 hinos, a festa não podia parar e, trazendo Lavô Tá Novo (1995) ao set, Tora Tora explodia com a adição da segunda guitarra. Para a próxima, sob luzes brancas, Canisso fez a contextualização: “O pior cego é aquele que não quer ver… o oco”, senha para arregaçar tudo em Eu Quero Ver O Oco. Também de Lavô Tá Novo, a seguinte quebrou a coerência cronológica das músicas em registros de estúdio, mas a absurda pancadaria com duas baterias manteve a roda insana, provando que todos queriam mais era farrear. Para descrever o petardo, só mesmo reproduzindo o papo puxado por Digão:

– Canisso, nos dias de hoje, do politicamente correto, o que você acha? Você acha que o Raimundos faria sucesso se aparecesse hoje?

– Se o Raimundos aparecesse hoje, nós estaríamos… ferrados!

– Então, qual seria o nome dessa próxima música, se fosse nos dias de hoje e tal, com essa pressão toda aí?

E após doze segundos de longa pausa reflexiva e dramática, o baixista a nomeou:

Esbarrei na donzela… sem querer!

Após gargalhar, o vocalista concluiu: “Mas a gente continua sendo o Raimundos velho de guerra e a próxima música se chama: Esporrei Na Manivela!”, seguida de Reggae Do Manêro, lado B do single Nana Neném (1998), e adivinhe se as luzes não eram verdes, vermelhas e amarelas, em homenagem à terra de Bob Marley. Primeira de Só No Forevis (1999), álbum com uma das capas mais engraçadas da música brasileira (pau a pau com Todos Os Olhos (1973), de Tom Zé, no quesito ‘tiração de sarro’), A Mais Pedida foi introduzida com um intencional dedilhado que lembrou From Me To You, dos Beatles, e dá para dizer que a canção representou: pelo baixo de Canisso, bem audível; pela platéia dividindo com Digão os vocais feitos por Érika Martins, ex-Penélope, no álbum; sem contar as rimas com ‘im’ do refrão. Diversão pura, mantida em Mulher De Fases, iniciada com levada sem distorção até explodir em cantoria coletiva, como um rolo compressor nas batidas de Fred e Caio. Nela, Digão fez nova súplica: “Apaguem as luzes do palco, quero ver só os celulares acesos. E quem for raiz pode acender o isqueiro também, não tem problema”. Canisso, tirando onda, completou: “Ou outra coisa também”, até o vocalista retomar o refrão pela última vez.

Extraída de Lavô Tá Novo, O Pão Da Minha Prima foi a primeira retomada de um play no set e todos pularam junto com Digão após este encorajar a platéia a fazê-lo. Após gritos de “Sereia… Sereia…”, vindos da pista em alusão a Sereia Da Pedreira, vocalista e banda discorreram sobre a possibilidade de executá-la e acabaram cedendo. Evidentemente, com mais zoeiras entre Digão e Canisso após seu término, este último sempre a complementar as falas de seu parceiro:

– Rapaz, rolou uma coisa…

– … jazzy!

– Jazzy! Mas foi uma coisa linda, uma coisa…

– … espontânea!

– É! Uma coisa maravilhosa…

– … natural!

– Uma coisa jovial…

– … uma coisa…

– Por falar em jovial, o senhor está bem jovial, Canisso! Gostei! Você deu umas aparadas aí, rolou um trato, hein?

– Rolou! Eu sou outro, tá ligado?

E Digão sentenciou: “Então, em homenagem a essa platéia maravilhosa, com vocês, Bonita!”, representante de Lapadas Do Povo (1997) no set. Para apresentar a seguinte, o cantor pediu a palavra: “Vou contar um causo para vocês: a gente foi fazer uma tour na Espanha em 1995. E aí, quando a chegou no avião, a gente tinha tomado uns negócios lá”, interrompido por Canisso: “Você vai contar a versão completa?”. Rindo, Digão prosseguiu: “É, uns papeizinhos lá… a gente ficou muito doido no avião, velho! Então, cara, a gente ficou fazendo uma zona e, irmão, os passageiros já estavam irritados com a gente. Aí, de repente… Canisso, você faz o nosso produtor e eu faço o tiozinho. Levantou um tiozinho espanhol assim… ele levantou pra gente e falou: ‘Yo grito más fuerte!’. Imitando o membro da equipe, Canisso concluiu as falas de Papeau Nuky Doe, única de Cesta Básica (1996): “Liberté de parler! Liberté de parler, monsieur!”, com início instantâneo (só não questione se o registro de estúdio, com quase 29 minutos no total, é uma coletânea, um box set ou o terceiro álbum do conjunto, pois até hoje a dúvida persiste).

Perto do final, duas compostas por Gabriel Thomaz, brother brasiliense do Raimundos, à época no Little Qual And The Mad Birds, hoje no Autoramas e casado com a citada Érika Martins (no final das contas, todo mundo é brother): I Saw You Saying (That You Say That You Saw), que fez o vocalista clamar para que todos pusessem as mãos para cima, de um lado a o outro, emendada a Aquela (esta gravada pelo Little Quail), ainda mais pesada ao vivo. Ao seu final, Digão cantou e fez na guitarra os dois primeiros versos de Anna Júlia. O povo seguiu na letra, mas ele interrompeu e ironizou: “Qualquer semelhança é mera coincidência”. Menos sutil, Canisso berrou: “Não é coincidência. É plágio, caralho”. E completou: “Vamos deixar bem claro: o Little Quail veio antes”. Para quem não captou, os músicos quiseram cutucar o Los Hermanos pela semelhança do começo entre Aquela e Anna Júlia. Pondo tudo em perspectiva: Só No Forevis saiu em 27/05/99; Los Hermanos, o álbum, em 09/11/99; e a versão original integrou Little Quail & The Mad Birds (1993).

Colada veio Mas Vó, sem polêmicas e única de Kavookavala (2002). Então Digão puxou na guitarra e cantou: “One time a thing occurred to me: what’s real and what’s for sale” (Vasoline, do Stone Temple Pilots) e mandou “Um salve aí para o Alf, do Rumbora, que está de volta! Valeu, Alf, Beto, estamos juntos”. Ainda tocaram Me Lambe antes dos últimos agradecimentos do vocalista: “Muito obrigado a vocês, que vieram esta noite comemorar 25 anos desta história maravilhosa. Estamos juntos, pra caralho, velho! Muito obrigado, São Paulo, a vocês que deram vida ao Raimundos. A gente deve nossa vida a vocês porque foi aqui que a gente se estabeleceu e foi para o Brasil todo. Fiquem com Deus e com nossa saideira”: Tá Querendo Desquitar (Ela Tá Dando), encerrada com Canisso no triângulo e Digão e Marquim indo tocar junto com Fred. Tudo isso às 3:15 da manhã, após uma hora e quarenta e cinco minutos de lavar a alma! Enquanto tiravam foto frente à platéia, houve quem pedisse por “Mais um”, já com Pet Sematary no som ambiente, em escolha perfeita, tanto pelo tributo às origens quanto por ter tudo a ver com Cemitério Maldito, em cartaz (para descobrir se toca Ramones no remake, permaneça até os créditos finais). Um fã até gritou por Andar Na Pedra, mas era hora mesmo de andar para casa. Que venham mais 25 anos!

 

Setlists

Premiere

01) Freakshow

02) Rolo Compressor

03) Vai Que Vai

04) 6mg

05) Corpo Fechado

06) Sabotagem

 

Carbona

01) Sopa De Água Viva Viva

02) O Mundo Era Bem Mais Legal

03) Valentina

04) Semivivo

05) Esqueletos Em Todo Lugar

06) Eu Quero Ir Com Você Pra Lua

07) 43

08) Felicidade Incondicional

09) Sempre Que Eu Fico Feliz Eu Bebo [Gramofocas Cover]

10) O Mundo Sem Joey

11) A Marca Dos Três Noves Invertidos [Zumbis Do Espaço Cover] [Participação De Tor Tauil]

12) Copo D’Água

13) Eu Quero Ir Pro Japão

14) Fliperama

15) Urbânia Diga Adeus

16) É Impossível Ser Tudo Pra Todos

17) O Mundo, Nathalia E A Lasagna

18) Meu Primeiro All-Star

19) 1001 Doses (Até Você Voltar)

 

Raimundos

01) Puteiro Em João Pessoa

02) Palhas Do Coqueiro

03) MM’s

04) Minha Cunhada

05) Rapante

06) Carro Forte

07) Nêga Jurema

08) Deixei De Fumar / Cana Caiana

09) Cajueiro / Rio Das Pedras

10) Bê A Bá

11) Bicharada

12) Marujo

13) Cintura Fina

14) Selim

15) Tora Tora

16) Eu Quero Ver O Oco

17) Esporrei Na Manivela

18) Reggae Do Manêro

19) A Mais Pedida

20) Mulher De Fases

21) O Pão Da Minha Prima

22) Sereia Da Pedreira

23) Bonita

24) Papeau Nuky Doe

25) I Saw You Saying (That You Say That You Saw)

26) Aquela [Little Quail And The Mad Birds Cover]

27) Mas Vó

28) Me Lambe

29) Tá Querendo Desquitar (Ela Tá Dando)

Outro: Pet Sematary [Ramones]

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