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Setembro Negro – Carioca Club – 29 e 30/09/18
Postado em 20 de novembro de 2018 @ 20:10 | 626 views


Texto: Vagner Mastropaulo

Fotos: Leca Suzuki

Setembro chove? No Setembro Negro choveram ótimas bandas… após cinco longos anos!

 

Sim, o Setembro Negro voltou! Agora em sua 12ª edição, o festival aconteceu no Carioca Club em dois dias, com oito bandas em cada um, e saiba que o evento não foi exclusivamente voltado ao metal extremo, contando com dois conjuntos thrash, dois de crust/hardcore e até mesmo um de rock formado em 1967! Diferente das resenhas encontradas em nosso portal, com tantas atrações no line-up, não foi humanamente possível fazer um texto tão detalhado desta vez. Sendo assim, o que você lerá a seguir é um apanhado geral das apresentações e todos os setlists e as principais informações sobre cada um dos artistas encontram-se disponíveis clicando aqui.

 

Sábado – 29.09.18

Coube ao Human Atrocity a ingrata missão de abrir o festival às 14:00, ainda com poucas pessoas no recinto. Extremamente profissionais, os músicos não se abateram e, ao comunicar-se com os presentes com o mesmo gutural usado para cantar, Rafael Vochaos ganhou o respeito de quem os assistiu. Formado em Brasília em 2014, o conjunto lançou a demo Crowded Tombs (2015) de forma independente e trabalha em The Black Wings Of Misfortune, seu primeiro registro oficial de estúdio, com previsão de lançamento para a metade de 2019. Das seis músicas do set de meia hora, as duas primeiras foram extraídas da demo e as quatro últimas são inéditas e estarão no álbum vindouro. Countless Graves pareceu agradar mais à galera, que curtiu também a pegada da batera Renata Death, casada com o guitarrista argentino Hernan Sepulchral Voice, demonstrando que o entrosamento do grupo começa em casa. Sem baixista fixo no momento, David Koss (guitarrista e vocalista do Nightmare Slaughter e do Gore Funeral) tocou como artista convidado.

Vindos de Recife e com quatro álbuns no currículo, o Infested Blood mandou ver logo de cara, com o baixo bem alto em Bregan D’Aerthe, de Demonweb Pits (2013), seu mais recente lançamento. A estratégia do trio foi tocar apenas faixas deste álbum e de seu trabalho de estréia, The Masters Of Grotesque (2003), além de um ótimo cover para Infecting The Crypts (Suffocation) e The Iron Duke, inédita, novo single disponível em formato lyric vídeo no YouTube e o primeiro registro com o novo baterista, Jhoni Rodrigues. Ao se dirigir ao público pela primeira vez, o vocalista Diego Do’Urden fez um alerta: “O Setembro Negro, um dos maiores festivais da música extrema brasileira, está de volta e depende de vocês! É um grande prazer estarmos aqui depois de vinte anos de banda!”. Bem-humorado, Diego tirou onda ao dizer que iam “tocar uma lenta para vocês descansarem” antes do cover do Suffocation.

Mantido o padrão de quinze minutos de intervalo e com as cortinas imediatamente se fechando após cada show e abrindo para o seguinte, o Purgatory foi o único a curiosamente iniciar e concluir seu set exatamente no horário programado! Com os alemães de costas no palco, Devouring The Giant, de Ωmega Void Tribvnal (2016), abriu o set. Inteligente, o vocalista Mirco Dreier citou o nome de praticamente todos os petardos, antes de começá-los, em tática usada já em  Chaos. Death. Perdition., que mereceria uma roda, já com mais público na pista. Codex Anti foi dedicada a todos da Tumba Records e ao Nervochaos, com quem o Purgatory saiu em turnê latino-americana de 2 a 14 de outubro (além do Enthroned, que se apresentaria no festival no dia seguinte). Durante sua execução, Mirco, René Kögel (guitarra) e Peter Wehner (baixo) deram nova prova de sincronismo ao agitar girando a cabeça ao mesmo tempo. Uma pena terem retirado Nemesis Enigma do set, por uma questão de tempo, entre Codex Anti e Spreading The Plague. In Damnation Eternal, do split recém-lançado em julho (com o Lie In Ruins) manteve o nível e tudo virou cinzas com Consumed By Ashes, outra com a coreografada girada de cabeças. E vale registrar que Death World Struggle estava prevista, mas também foi limada em função do tempo.

Uma versão reduzida de There’s No Wine Like The Blood’s Crimson (e não a de treze minutos de …And So The Night Became, de 1998), abriu a performance do Aeternus, no Brasil pela primeira vez. De imediato, foi visualmente interessante ver uma banda tocando com duas Flying Vs pretas: uma com Gorm (que também é membro do Thyruz) e a outra com o vocalista Ares, que, antes de Burning The Shroud, cravou: “É muito bom estarmos no Brasil. Como não fizemos isso antes?”. Então tocaram The Sword Of Retribution e Boudica (ambas de Heathen, o álbum da turnê), esta um pouco mais cadenciada. A rapidíssima Sworn Revenge (de Beyond The Wandering Moon – álbum de estréia) foi classificada como “uma música velha”, seguida de outra ainda mais antiga a fechar o set: Raven And Blood, do EP Dark Sorcery (1995). Na prática: seis músicas, de cinco trabalhos distintos, contemplando várias fases do grupo de Bergen. Vale registrar que o setlist original continha mais três músicas não tocadas: Godhead Charlatan e Descent To The Underworld (ambas entre The Sword Of Retribution e Boudica) e Hedning (entre Sworn Revenge e Raven And Blood). Caso houvesse tempo e tivessem tocado todas, o Aeternus teria mostrado músicas de sete álbuns distintos. Outro dado interessante foi a presença de músicos do Enthroned, no canto da pista, prestigiando os noruegueses. Tal prática se mostraria corriqueira a partir de então, com artistas do segundo dia assistindo aos shows no sábado e vice-versa, na maior camaradagem. Aliás, uma saia justa entre um ‘fã’ e membros dos dois grupos geraria divertida confusão, conforme será relatado mais adiante.

Também de Bergen veio o Taake, os primeiros a utilizar pintura nos rostos no festival. A incessante pancada de seis minutos em forma de Jernhaand, de Kong Vinter (2017), foi a primeira, bem mais acelerada do que no estúdio e com o volume mais alto do que para as bandas anteriores. O vocal rasgado de Hoest mostrou-se bem característico e se o estilo era oficialmente black metal, pitadas de rock podiam ser pescadas aqui e acolá, até no agasalho de couro de Hoest. A pegada foi mantida em Nordbunde e surgiu um desafio ao Hoest anunciar Fra Vadested Til Vaandesmed: como entender o alfabeto fonético norueguês? Porque ele disse o que está grafado nem a pau! Brincadeiras à parte, o som do quinteto flertou até com a atitude punk das botas, jeans e chutes desferidos contra o ar por Hoest, que é o cara do grupo (não à toa, ele compõe e grava tudo em estúdio). Sua entrega foi tamanha que ele terminou o show com a maquiagem derretida e sem camiseta em impressionante e intenso desempenho enquanto persistia o clima de camaradagem, agora com a galera do Aetenus assistindo ao final do set. Então se desvendou um mistério, pois perto do final de cada show, um roadie entrava no palco e sinalizava algo para os vocalistas e desta vez ficou evidente do que se tratava: se a NFL tem o two-minute warning ao final de cada tempo, o Setembro Negro tinha o five-minute warning: um tremendo “5’” pintado em preto em uma folha de sulfite, com o pobre roadie fazendo das tripas coração para que Hoest o olhasse. Terminado o set, o vocalista, que também canta no Death Cult e ao vivo no Gorgoroth, partiu sem nada dizer.

Retornando ao Carioca Club após a abertura para o Venom em outubro do ano passado, The Man The Key The Beast foi de novo usada como intro, até o vocalista Luiz Carlos Louzada anunciar: “Os portais do inferno se abrem. Com vocês, agora, Vulcano!”, que emendou Church At A Crossroad, com a casa agora com bom público, seguida da clássica Witche’s Sabbath. Então o grupo de Santos emendou duas de XIV: Propaganda And Terror e Thunder Metal. A mesma estratégia foi usada com duas de Tales From The Black Book: Total Destruição (puxada por Von Barbarian de pé na bateria, ela foi a primeira em português de todo o evento e abriu uma roda de respeito que seria a maior da noite) e Guerreiros De Satã (cujo título no refrão foi cantado em uníssono e que provocou uma cena inusitada, pois não é todo dia que se vê a enfermeira destacada pelo corpo de bombeiros fazer chifrinhos com as mãos e mexer a cabeça em anuência ao som). E em poucas palavras, o que se deu a partir daí foi um verdadeiro presente do Vulcano aos fãs: o clássico Bloody Vengeance quase na íntegra. Como o LP dura vinte e três minutos (e justificou-se o uso do termo “LP” quando o próprio vocalista apresentou Incubus como “a primeira do lado B, para quem tem o vinil”), couberam todas as faixas exceto Voices From Hell (já que, como o nome sugere, são “apenas” vozes), com tempo para os músicos brevemente respirarem entre algumas delas. E é preciso destacar o quanto cada um dos membros do Vulcano agitou ao vivo, especialmente o baixista Carlos Diaz. Dava para ver o quão felizes todos estavam pela oportunidade. Simplesmente sensacional e impressionante!

Após dezenove minutos de intervalo, o maior até então, abriu-se a cortina para o que seria o começo do espetáculo mais visual do sábado: emergindo mascarada de um caixão na vertical decorado com um crucifixo invertido e entre CVon (baixo) e Alex Kercheval (teclados) encapuzados, Jinx Dawson, a única remanescente da formação original do Coven, não aparenta seus 68 anos! Fundada em 1967, a banda foi reformulada ao passar por longo período inativo e o repertório do show flutuou praticamente entre Jinx (2013) e Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls (1969). Como não havia thrash, death ou black metal na época de seu surgimento, o que se ouviu foi rock genuíno com letras que abordam o ocultismo. A rigor, quando Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls saiu, o Black Sabbath nem havia lançado seu álbum homônimo e é curioso notar que sua faixa 1 do lado A ironicamente se chama… Black Sabbath. Mas o que impressionou foi a quantidade de gente presente no festival exclusivamente para ver o conjunto de Chicago, esvaziando a festa após a apresentação de quase uma hora. Algum desavisado poderia pensar que se tratava de uma banda nova influenciada pelo Ghost, com som relativamente leve e interessantíssimo apelo visual. Mas ao constatar o ano de fundação de cada grupo, seria mais justo afirmar que o Coven é que influenciou o Ghost. Por fim, o conjunto foi o primeiro a utilizar imagens no telão no festival (todas as bandas anteriores apenas projetavam seus logotipos, congelados e estilizados no telão).

Quanto ao show em si, Jinx só retirou sua máscara durante Black Sabbath, a terceira da noite (se Prelude, a intro, for considerada a primeira). Antes de White Witch Of Rose Hall, a cantora apresentou Nathan Carson como convidado especial nas congas. E aí já era jogo ganho, com a galera curtindo o surpreendente respiro sonoro da noite sem qualquer tipo de radicalismo. Boquiaberto e com um sorriso de orelha a orelha, Gerson Fajardo (um dos guitarristas do Vulcano) encontrava-se na pista realmente curtindo o Coven. Antes de The Crematory, Jinx segurou um crânio e uma lamparina (não é coincidência seu single chamar-se Light The Fire) e apresentou seus colegas antes de Choke, Thirst, Die. A empolgante e viajante For Unlawful Carnal Knowledge (F.U.C.K.) foi a cereja do bolo, tão setentista como deveria soar, lembrando até The Doors. Perto do final do show, a loira sequer viu o ‘five-minute warning’ e Epitaph e Blood On The Snow (única do homônimo lançamento) inteiraram dois minutos além do toque de recolher. Em resumo, o Coven foi a surpresa do festival, mesmo com o volume do vocal demasiadamente baixo durante quase todo o tempo.

Durante o intervalo final (o mais longo do sábado), algo inusitado aconteceu ao lado deste escriba: você se lembra da atmosfera cordial entre os músicos na pista e a engraçada confusão supracitada? Abordado por um admirador para uma foto, Norgaath, baixista do Enthroned (a quarta atração do domingo) prontificou-se instantaneamente. Então o ‘fã’, devido à semelhança, decidiu averiguar: “Você é o Ares, do Aeternus, certo?”, da camiseta vestida pelo entusiasta. Após a negativa do decepcionado belga, só restou ao não menos frustrado ‘fã’ se desculpar e sair de fininho…

E vinte e três minutos após o término do Coven, chegara a hora do speed/thrash fechar o primeiro dia da festa com o Razor abrindo uma roda (não tão insana quanto a do Vulcano) já em Cross Me Fool, seguida de Iron Hammer (ambas de Evil Invaders), reconhecida logo na levada de baixo de Mike Campagnolo, após Dave Carlo soltar um “Maravilha! Finalmente viemos para o Brasil”. Inacreditavelmente ela acelerou ainda mais o andamento das coisas, gerando outra roda, e foi seguida pela diretaça Violent Restitution (que teve até crowdsurfing), com solo na velocidade da luz feito por Dave – uma máquina de riffs – e sua ‘nervosa’ mão direita. Enquanto problemas técnicos eram resolvidos, foi a vez de Mike ser simpático antes de Cut Throat: “Olá! Vocês detonam. O Brasil é o reino do thrash e do heavy metal há muitos anos”. Sem exagero, nela houve um quê de Lemmy nos vocais de Bob Reid e aí caiu outra ficha: quantas bandas podem se orgulhar de um nome que as definam tão precisamente? Com riffs cirúrgicos, o Razor é simplesmente cortante ao vivo!

Em Behind Bars já não havia mais nenhum problema no cristalino som dos canadenses e o rolo compressor Sucker For Punishment (a única de Open Hostility) foi apresentado como “uma para a qual gravamos um clipe em 1991”. Antes de Instant Death, a banda perguntou se o povo já estava cansado e impressionava ver o quanto os músicos estavam à vontade no palco, brincando entre si. Hot Metal, com dois bumbos insanos, foi a primeira de Executioner’s Song no set e a descrição dada por Dave para Electric Torture arrancou risos de seu baixista: “Essa é para vocês. Eu a compus quando estava num humor mais romântico”. Stabbed In The Back foi outro tijolo e Parricide deveria ter sido a próxima (e terceira consecutiva de Shotgun Justice), mas foi retirada devido ao adiantado da hora. Para City Of Damnation, Bob Reid pediu por um pouco mais de barulho. The Pugilist foi outra vetada e então veio Take This Torch. Fechando o set, após agradecimentos de Dave e em meio a promessas de retorno e de um álbum novo para 2019, veio a última navalhada: Evil Invaders (bem mais rápida do que no álbum homônimo). Com os dez minutos perdidos no atraso do começo do show e terminando oito minutos antes do programado ficou a impressão de que o Razor apressou um pouco as coisas (ou ter sido forçado a), reduzindo os esperados setenta minutos a pouco mais de cinquenta. Gatecrasher era a cotada para ser a última, mas não rolou… Outra curiosidade: não teve nada de Decibels (1997), o oitavo e mais recente álbum do conjunto. Com tudo isso, o concerto mais longo do sábado acabou sendo o do Coven, mas mais estava por vir no dia seguinte! A dúvida pairando no ar foi: alguém ficou para o pagodão das 22? Para saber o que rolou no dia seguinte, clique aqui.

 

 

 Domingo – 30.09.18

Antes de qualquer coisa, se você caiu de pára-quedas neste link e quiser começar a ler pela ordem cronológica, clique aqui para saber o que teve na véspera. Optando em continuar sua leitura, saiba que a lógica do cronograma do segundo e último dia do Setembro Negro foi espelhá-lo ao primeiro somando-se uma hora a cada um dos horários do sábado. Com isso o Manger Cadavre? abriu os trabalhos pontualmente às 15:00 e tocou músicas curtas, rápidas e objetivas em português, com Nata de Lima e companhia detonando no palco! Com tal receita, havia como não atrair a atenção dos presentes? Uma pena terem tido só trinta minutos para mostrar o crust/hardcore politizado que percorreu seus três EPs lançados (Origem Da Queda, Senhores Da Moral e Revide – de 2013, 2016 e 2017, respectivamente) e o split Limbo (2015). A última foi Patologia Sistêmica, uma inédita que estará em Antiautoajuda, o primeiro álbum do quarteto, que terá material totalmente inédito e será lançado após o Carnaval de 2019. Conforme nos explicou a vocalista, em contato por email após o festival: “será um álbum temático sobre patologias psicológicas, partindo da análise do mal estar freudiano e da Maria Rita Kehl (renomada psicanalista brasileira). Já estamos gravando no Family Mob Studios e, paralelamente a ele, vamos gravar dois sons para um split four-way que contará com bandas de crust nacional que também possuem mulheres no vocal: Nuclëar Fröst (São Paulo), Warkrust e No Rest (ambas de Porto Alegre)”. Bruxas Da Noite constava no setlist entre Origem Da Queda e Hostil, mas foi sacrificada pelo curto tempo. Mesmo assim, o grupo executou uma façanha: treze canções em vinte e quatro minutos!

O Decomposed God abriu sua apresentação com Decomposed God. Basicamente o grupo de Recife tocou oito faixas de Storm Of Blasphemies, que, na prática, contém versões de The Last Prayer (2000) e Bestiality (2008), além de uma inédita, Delusion, a quarta do set no festival. Por conta desta intrigante regravação, nossa equipe tentou contato com o grupo via Facebook e até por um Whatsapp fornecido por Diego Do’Urden, do Infested Blood, mas não obtivemos resposta. Voltando ao show, No Gods (com a participação de Alex Camargo em Storm Of Blasphemies) foi a seguinte e …Kill The Bastard completou a trinca inicial de Bestiality. Antes de Delusion, o vocalista Luiz Boeckmann destacou “a satisfação imensa em participar do festival” e agradeceu pela oportunidade. Ecce Homo a sudeceu, outra com convidado especial para a versão do álbum novo (o citado Diego Do’Urden). Após superar um leve problema técnico na bateria, outra trinca, desta feita de The Last Prayer: Memorial Rests, Impregnated God Of Lies e Hipocrite Liar, dedicada a todos os presentes e com Luiz, em atitude humilde, descendo para cumprimentar os fãs no gargarejo.

Com vinte e seis anos de estrada e contando, o Amen Corner é um daqueles casos que te fazem pensar porque não decolaram ainda mais sendo uma verdadeira referência no black metal nacional. Sério e focado, o show foi aberto com Leviathan Destroyer, emendada à inicialmente mais cadenciada Heir Of Lust, Heir Of Pleasure (do cultuado debut Fall, Ascension, Domination), seguida de Black Thorn, outra antiga. Deusdemoteme transportou a atmosfera de volta a 1993 enquanto a esta altura da tarde já havia proporcionalmente mais gente no festival do que na véspera. Então Sucoth Benoth anunciou a inédita Under The Whip And The Crown, que estará no álbum homônimo a sair em dezembro pela Mutilation Productions (posteriormente, em conversa por email com nossa equipe, o icônico vocalista explicou que serão: sete inéditas; uma regravação de Heir Of Lust, Heir Of Pleasure; e um cover de Destroyer Of The Worlds, do Bathory). Lamentation And Praise, de Jachol Ve Tehilá (1995), foi outro clássico no set e, por incrível que pareça, as duas últimas foram ainda mais velhas: Diabolic Possession (com apoio da galera num coro de “Hey, hey, hey, hey”) e The Sons Of Cain, ambas do EP The Final Celebration (1994), totalizando oito músicas, das quais seis de 1995 para trás. Tiro certeiro para agradar aos fãs old school no evento. Sucinto, o vocalista apenas agradeceu aos fãs e a banda despediu-se. Se há uma palavra para definir a atuação do Amen Corner, ela é intensa. Após o show, em mais uma atitude camarada no festival, Sucoth perambulou pela pista e conversou com os fãs que o abordavam. Junto dele, sua esposa: a baterista Tenebrae Aarseth, tocando no grupo desde agosto. Agora é esperar até dezembro pelas inéditas.

Após inacreditáveis quase trinta minutos de espera, abriu-se a cortina para o Enthroned. Inovando, usaram apenas o começo instrumental de Lamp Of Invisible Lights como intro e a porrada Of Shrines And Sovereigns foi emendada. De cara notou-se o impacto sonoro e visual do grupo belga, maquiado, em combinação com a performance mais agressiva de todo o Setembro Negro, até com movimentos em sinal da cruz (invertida, é claro) por parte do vocalista Nornagest, sem contar a impressionante técnica Menthor. Baal Al-Maut veio colada, a terceira consecutiva de Sovereigns, o mais recente lançamento (2014). E o massacre sonoro persistiu em Through The Cortex (como o baterista pode tocar tão rápido?). Ha Shaitan foi uma viagem no tempo até Towards The Skullthrone Of Satan (1997), não representando respiro algum, assim como Behemiron, a mais curta do set. Em meio a gritos de “Hail, Satan”, de Nornagest, veio Nonus Sacramentvm–Obsidium, a única de Obsidium na noite, e Of Feathers And Flames fechou o curto show, ainda mais considerando que o setlist preparado pelo Enthroned para o festival ainda teria, caso houvesse mais tempo: Deviant Nerve Angelus + The Burning Dawn, Tellum Scorpionis, The Ultimate Horde Fights e Rion Riorrim.

Coube ao Morbid Saint trazer de volta a pegada thrash ao evento. Com dois álbuns lançados e um intervalo de vinte e cinco anos entre ambos, o grupo da pacata cidade de Sheboygan (Wisconsin) focou sua apresentação em Spectrum Of Death (1990), extraindo dele seis das oito músicas da noite, além de duas inéditas em estúdio: Flesh Of The Disease e Daku (estranhamente nada de Destruction System foi tocado). Lock Up Your Children marcou o território logo de imediato com uma roda, mesmo com o vocal de Cliff Wagner inicialmente muito baixo. Então vieram a curta e rápida Burn At The Stake e Flesh Of The Disease, que deu vitalidade à roda estranhamente desativada na anterior. Foi curioso observar o vocalista agitando com a barba, na ausência de cabelos longos. Finalmente dando uma pausa para o respiro após Scars, Cliff fez os agradecimentos de praxe e vieram Crying For Help e Daku, até o cantor questionar: “Estão se divertindo? Estão prontos para sete minutos de thrash metal? Esta é Assassin”, dona de riffs sensacionais e ganchudos. Em função do curto tempo, foi uma pena terem sido forçados a excluir a inédita Conjure The Fire e Beyond The Gates Of Hell, previstas no setlist, para fecharem com Damien. Deu gosto de quero mais…

Abrindo com Fuck Bizarre, Martin “El Cochino” Schirenc precisou de apenas treze minutos de intervalo para aprontar o Schirenc Plays Pungent Stench. Ao terminá-la, foi germanicamente direto: “Obrigado. Boa noite a todos. Somos da Áustria e vamos tocar músicas do Pungent Stench para vocês. É nossa primeira vez no Brasil e estamos muito felizes em estarmos aqui. Esta é Happy Re-Birthday”, mais poderosa com a adição dos backing vocals de Danny Vacuum. Ciente da urgência do tempo, El Cochino explicou: “Vamos tocar algumas em seqüência agora. Convidamos vocês a cantar junto se reconhecerem algo. Esta é Deadly Medley”, com trechos de pelo menos For God Your Soul… For Me Your Flesh e Klyster Boogie. Após Bonesawer, o vocalista questionou-se: “Por que não viemos ao Brasil antes? Mesmo após trinta anos, valeu a espera!” e mandou Rip You Without Care, a mais antiga do set (do split com o Disharmonic Orchestra, de 1989). O começo arrastado de A Small Lunch diminuiu o ritmo (só até chegar a parte mais acelarada do miolo), e álbum e padrão foram mantidos com Extreme Deformity, brevemente comentada por El Cochino: “Vocês devem conhecer essa”. Porém, a reação esperada só ocorreu em Shrunken And Mummified Bitch (nela sim a galera vibrou em aprovação). Perto do final do set, o vocalista agradeceu, garantiu ser um grande prazer estar na cidade e apresentou o batera Mike G. Mayhem e o baixista Danny Vacuum, que puxou o começo de Blood, Pus And Gastric Juice, a saideira que ainda abriu uma roda em seu intenso final. Viva La Muerte fecharia o setlist programado, mas não houve tempo hábil para tocá-la.

Se durante o Amen Corner o público estava comparativamente maior do que na véspera, quem chegou para ver o Coven e deu uma encorpada na plateia do sábado não voltou no domingo. Assim, chegada a hora do Wolfbrigade, a casa estava menos cheia. Azar dos ausentes. Originalmente batizado Wolfpack, o grupo sueco de crust distribuiu quinze músicas de seis álbuns – ou sete, já que Outlaw Vagabond está em A New Dawn Fades (1996) e em In Darkness You Feel No Regrets (2003) – em meros quarenta e um minutos! Soando como uma convocação e com os músicos ainda de costas (exceto o baterista Tommy Storback), a instrumental March Of The Wolves abriu a noite, encaixada perfeitamente a Feed The Flames (embora de plays diferentes), que abriu roda insana, dando até a errônea impressão que a maioria do público do domingo compareceu para vê-los, em detrimento às outras atrações (suspeita desmentida pelo At The Gates logo mais). Entre War On Rules e From Beyond (em perfomance impecável do batera), uma citação retirada dos documentos da The Process Church Of The Final Judgement manteve a temática de combate no ar: “Assim diz o Senhor Jeová: no começo havia guerra. E depois houve guerra. Então guerra novamente e mais guerra. Desde que o homem exige o controle de seu próprio destino, ele se impõe implacavelmente para se destruir”. E as pancadas se sucediam sem perdão: Nomad Pack, Living Hell (a primeira faixa do primeiro lançamento ainda como Wolfpack, um pouco mais longa para o padrão do conjunto, com quase quatro minutos), Return To None, Barren Dreams (com levada de baixo proeminente no começo), No Future (a mais curta após March Of The Wolves), Outlaw Vagabond (com trecho da acústica Silencer de intro e crowdsurfing na pista), Warsaw Speedwolf (um atropelo) e a mais elaborada da noite, Ride The Steel (essa sim a mais longa de todas, ainda que sem sua bela introdução gravada em Damned), após o vocalista Micke Dahl expressar o quão feliz estava em se apresentar. Ficou sem fôlego? Assim foi o show… e não restam dúvidas: o Wolfbrigade deixou o Carioca com novos fãs em sua alcatéia.

Devido a um problema na montagem da bateria (vazou no microfone uma conversa entre os roadies), o derradeiro intervalo do Setembro Negro foi o mais longo no geral: quarenta e oito intermináveis minutos e nem isso afetou a expectativa dos heróis que permaneceram à espera do At The Gates, que retornava à cidade após show na Clash, também em setembro, mas de 2015. Promovendo To Drink From The Night Itself (lançado em maio, do qual tocaram cinco faixas), um dos três expoentes do que se convencionou rotular de ‘Gothenburg Sound’ (junto a Dark Tranquillity e In Flames) esbaldou seus fãs em uma hora e quinze minutos arrasadores. Enquanto todos tomavam seus postos, Der Widerstand foi a intro, seguida da faixa-título To Drink From The Night Itself (como no play), mas com o volume do vocal baixo, ‘coberto’ pelos ótimos riffs. Slaughter Of The Soul foi recebida a urros e abriu a enésima roda do festival. Então veio At War With Reality (curiosamente marcando a terceira consecutiva a nomear álbuns dos suecos) e ficou evidente que a galera havia ido ao segundo dia do festival para ver o At The Gates, dissipando a impressão de outrora. Antes de A Stare Bound In Stone, Tomas Lindberg dirigiu-se aos presentes pela primeira vez, dedicando-a aos amigos do Wolfbrigade, seguida da intrincada Cold, fria só no nome e com destacada participação do baixista Jonas Björler. A martelante The Circular Ruins manteve o pique a mil e então El Altar Del Dios Desconocido surgiu nos amplificadores como intro para Death And The Labyrinth (mais uma vez, como no álbum, e terceira em seqüência de At War With Reality) e, perto da metade show, a aposta era se o vocalista tiraria seu boné ou se passaria a noite toda com ele (como de fato ocorreu).

Entre Daggers Of Black Haze e Under A Serpent Sun, Tomas filosofou: “Nos tempos atuais, seria melhor lembrarmos que unidos nós vivemos como um só”. The Chasm foi a última do álbum da tour, seguida de Heroes And Tombs e da arregaçante Nausea, finalmente saciando um entusiasmado fã que havia errado o timing pedindo-a no logo antes. Seguindo por Slaughter Of The Soul, Tomas lançou um desafio: “Vejamos quantos de vocês conhecem esta:” Suicide Nation, obtendo elevado número de confirmações, praticamente colada a The Book Of Sand (The Abomination). Cravando uma hora no palco, Blinded By Fear foi a sexta faixa de Slaughter Of The Soul, o segundo mais contemplado no set (atrás apenas das sete de At War With Reality).  Caminhando para o final do show e do festival, Tomas, que agitou e comandou a galera durante TODA a apresentação (sem exagero), fez os protocolares agradecimentos e perguntou se havia “alguém das antigas” no recinto. Com resposta positiva, provocativo, questionou e revelou: “Vocês gostam de death metal? Ok! Temos um pequeno segredo para vocês: nós do At The Gates não gostamos de death metal. Nós AMAMOS death metal”, antes de anunciar Kingdom Gone (a mais antiga tocada e única dos três primeiros álbuns) que, com The Night Eternal (o último prego no caixão), fechou a dupla mais longa do show. Seu final (com o mesmo dedilhado do início) foi um interessante contraste não apenas à própria performance do At The Gates, mas a todo o festival, enquanto o quinteto se despedia e os fãs partiam após maratona de quase dezesseis horas somadas de música, na enxurrada de dezesseis artistas. Só não vai dar para esperar mais cinco anos até a próxima edição do Setembro Negro…

 

Setlist / Informações Sobre As Bandas

Sábado – 29.09.18

 

01) Human Atrocity (Brasília – 2014) https://www.facebook.com/humanatrocityband
Formação Rafael Vochaos (vocais), Hernan Sepulchral Voice (guitarra), Renata Death (bateria) e David Koss (artista convidado no baixo)
Estilo Death Metal Entrada Expectativa – 14:00 / Realidade – 14:00
Duração Expectativa – 30’ / Realidade – 29’ Saída Expectativa – 14:30 / Realidade – 14:29

 

01) Stench Of Death

02) Human Atrocity

03) Cancer

04) Mutilation

05) The Scream

06) Countless Graves

 

 

02) Infested Blood (Recife – 1999) https://www.facebook.com/infested.blood
Formação Diego Do’Urden (guitarra e vocais), Eduardo Baerne (baixo) e Jhoni Rodrigues (bateria)
Estilo Brutal Death Metal Entrada Expectativa – 14:45 / Realidade – 14:43
Duração Expectativa – 35’ / Realidade – 35’ Saída Expectativa – 15:20 / Realidade – 15:18

 

 

01) Bregan D’Aerthe

02) Infernal Entity

03) Mind Flayers

04) Infecting The Crypts

05) The Iron Duke

06) Demonweb Pits

07) My Rigid Anatomy

08) Victim Of The Dualism

 

 

03) Purgatory (Nossen, Alemanha – 1993) https://www.facebook.com/Purgatory666
Formação Mirco Dreier (vocais), René Kögel (guitarra), Peter Wehner (baixo) e Lutz Götzold (bateria)
Estilo Death Metal Entrada Expectativa – 15:35 / Realidade – 15:35
Duração Expectativa – 40’ / Realidade – 40’ Saída Expectativa – 16:15 / Realidade – 16:15

 

 

01) Devouring The Giant

02) Chaos. Death. Perdition.

03) Pandemonium Rising

04) Downwards Into Unlight

05) Codex Anti

06) Spreading The Plague

07) In Damnation Eternal

08) Consumed By Ashes

 

04) Aeternus (Bergen, Noruega – 1993) https://www.facebook.com/Aeternusofficial
Formação Ares (vocais e guitarra), Eld (baixo), Phobos (bateria) e Gorm (guitarra – só toca ao vivo)
Estilo Death Metal / Black Metal Entrada Expectativa – 16:30 / Realidade – 16:36
Duração Expectativa – 40’ / Realidade – 36’ Saída Expectativa – 17:10 / Realidade – 17:12

 

 

01) There’s No Wine Like The Blood’s Crimson

02) Burning The Shroud

03) The Sword Of Retribution

04) Boudica

05) Sworn Revenge

06) Raven And Blood

 

 

05) Taake (Bergen, Noruega – 1995) https://www.facebook.com/taakeofficial
Formação Hoest (Ørjan Stedjeberg) (vocais), Aindiachaí e Gjermund Fredheim (guitarras), Frode Kilvik (baixo) e Brodd (bateria)
Estilo Black Metal Entrada Expectativa – 17:25 / Realidade – 17:28
Duração Expectativa – 45’ / Realidade – 40’ Saída Expectativa – 18:10 / Realidade – 18:08

 

 

01) Jernhaand

02) Nordbundet

03) Havet I Huset

04) Fra Vadested Til Vaandesmed

05) Umenneske

06) Hordaland Doedskvad

07) Nattestid

 

 

06) Vulcano (Santos – 1981) https://www.facebook.com/VULCANOMETAL
Formação Luiz Carlos Louzada (vocais), Zhema Rodero e Gerson Fajardo (guitarras), Carlos Diaz (baixo) e Arthur Von Barbarian (bateria)
Estilo Death Metal / Black Metal Entrada Expectativa – 18:25 / Realidade – 18:24
Duração Expectativa – 50’ / Realidade – 51’ Saída Expectativa – 19:15 / Realidade – 19:15

 

 

01) The Man The Key The Beast [utilizada como Intro]

02) Church At A Crossroad

03) Witche’s Sabbath

04) Propaganda And Terror

05) Thunder Metal

06) Total Destruição

07) Guerreiros De Satã

08) Legiões Satânicas [Final]

09) Domínios Of Death

10) Spirits Of Evil

11) Ready To Explode

12) Holocaust

13) Incubus

14) Death Metal

15) Bloody Vengeance

 

 

07) Coven (Chicago, EUA – 1967) https://www.facebook.com/TheOfficialCoven
Formação Jinx Dawson (vocais), Chris Wild (guitarra), CVon (baixo), Alex Kercheval (teclados), Wade Parish (bateria) e Nathan Carson (convidado especial nas congas)
Estilo Rock Entrada Expectativa – 19:30 / Realidade – 19:34
Duração Expectativa – 60’ / Realidade – 58’ Saída Expectativa – 20:30 / Realidade – 20:32

 

 

01) Prelude [utilizada como Intro]

02) Out Of Luck

03) Black Sabbath

04) Coven In Charing Cross

05) White Witch Of Rose Hall

06) Wicked Woman

07) The Crematory

08) Choke, Thirst, Die

09) Black Swan

10) Dignitaries Of Hell

11) For Unlawful Carnal Knowledge (F.U.C.K.)

12) Epitaph

13) Blood On The Snow

 

 

08) Razor (Guelph, Canadá – 1984) https://www.facebook.com/RazorThrashBand
Formação Bob Reid (vocais), Dave Carlo (guitarra), Mike Campagnolo (baixo), Rider Johnson (bateria)
Estilo Speed Metal / Thrash Metal Entrada Expectativa – 20:45 / Realidade – 20:55
Duração Expectativa – 70’ / Realidade – 52’ Saída Expectativa – 21:55 / Realidade – 21:47

 

 

01) Cross Me Fool

02) Iron Hammer

03) Violent Restitution

04) Cut Throat

05) Behind Bars

06) Sucker For Punishment

07) Instant Death

08) Hot Metal

09) Electric Torture

10) Stabbed In The Back

11) City Of Damnation

12) Take This Torch

13) Evil Invaders

 

 

Domingo – 30.09.18

 

01) Manger Cadavre? (Vale do Paraíba – 2011) https://www.facebook.com/mangercadavre
Formação Nata de Lima (vocais), Marcelo Augusto (guitarra), Jonas Godói (baixo) e Marcelo Kruszynski (bateria)
Estilo Hardcore / Crust Entrada Expectativa – 15:00 / Realidade – 15:00
Duração Expectativa – 30’ / Realidade – 24’ Saída Expectativa – 15:30 / Realidade – 15:24

 

 

01) Abril Vermelho

02) O Homem De Bem

03) Fracasso

04) Suas Escolhas Fazem Você

05) Totalitarismo Social

06) Iguais A Nós Mesmos

07) Existimos

08) Lago Das Almas

09) Crimidéia

10) Déspota

11) Origem Da Queda

12) Hostil

13) Patologia Sistêmica

 

 

02) Decomposed God (Recife – 1991) https://www.facebook.com/decomposedgodofficial
Formação Luiz Boeckmann (vocais), Marco Antônio Duarte (guitarra), Jean Marcel (baixo) e Wagner Campos (bateria)
Estilo Death Metal Entrada Expectativa – 15:45 / Realidade – 15:41
Duração Expectativa – 35’ / Realidade – 33’ Saída Expectativa – 16:20 / Realidade – 16:14

 

 

 

01) Decomposed God

02) No Gods

03) …Kill The Bastard

04) Delusion

05) Ecce Homo

06) Memorial Rests

07) Impregnated God Of Lies

08) Hipocrite Liar

 

 

03) Amen Corner (Curitiba – 1992) https://www.facebook.com/AMEN-CORNER-457852647585040
Formação Sucoth Benoth (vocais), Murmúrio (guitarra), Coveiro (baixo) e Tenebrae Aarseth (bateria)
Estilo Black Metal Entrada Expectativa – 16:35 / Realidade – 16:29
Duração Expectativa – 40’ / Realidade – 39’ Saída Expectativa – 17:15 / Realidade – 17:08

 

 

01) Leviathan Destroyer

02) Heir Of Lust, Heir Of Pleasure

03) Black Thorn

04) Deusdemoteme

05) Under The Whip And The Crown

06) Lamentation And Praise

07) Diabolic Possession

08) The Sons Of Cain

 

 

04) Enthroned (Bruxelas, Bélgica – 1993) https://www.facebook.com/Frater.Silurian
Formação Nornagest (vocais), Neraath e Shagãl (guitarras), Norgaath (baixo) e Menthor (bateria)
Estilo Black Metal Entrada Expectativa – 17:30 / Realidade – 17:37
Duração Expectativa – 40’ / Realidade – 36’ Saída Expectativa – 18:10 / Realidade – 18:13

 

 

01) Lamp Of Invisible Lights

[começo utilizado como Intro]

02) Of Shrines And Sovereigns

03) Baal Al-Maut

04) Through The Cortex

05) Ha Shaitan

06) Behemiron

07) Nonus Sacramentvm – Obsidium

08) Of Feathers And Flames

 

 

05) Morbid Saint (Sheboygan, EUA – 1982) https://www.facebook.com/morbidsaintofficial
Formação Cliff Wagner (vocais), Jay Visser e Martin Russel Gesch (guitarras), Bob Zabel (baixo) e DJ Bagemehl (bateria)
Estilo Thrash Metal / Death Metal Entrada Expectativa – 18:25 / Realidade – 18:31
Duração Expectativa – 45’ / Realidade – 36’ Saída Expectativa – 19:10 / Realidade – 19:07

 

 

01) Lock Up Your Children

02) Burned At The Stake

03) Flesh Of The Disease

04) Scars

05) Crying For Death

06) Daku

07) Assassin

08) Damien

 

 

06) Schirenc Plays Pungent Stench (Viena, Áustria – 1988) https://www.facebook.com/Schirenc.Plays.Pungent.Stench
Formação Martin “El Cochino” Schirenc (vocais e guitarra), Danny Vacuum (baixo) e Mike G. Mayhem (bateria)
Estilo Death Metal Entrada Expectativa – 19:25 / Realidade – 19:20
Duração Expectativa – 50’ / Realidade – 46’ Saída Expectativa – 20:15 / Realidade – 20:06

 

 

01) Fuck Bizarre

02) Happy Re-Birthday

03) Deadly Medley

04) Bonesawer

05) Rip You Without Care

06) A Small Lunch

07) Extreme Deformity

08) Shrunken And Mummified Bitch

09) Blood, Pus And Gastric Juice

 

 

07) Wolfbrigade (Mariestad – 1995) https://www.facebook.com/lycanthropunks
Formação Micke Dahl (vocais), Jocke Rydbjer e Erik Norberg (guitarras), Johan Erkenvåg (baixo) e Tommy Storback (bateria)
Estilo Hardcore / Crust Entrada Expectativa – 20:30 / Realidade – 20:27
Duração Expectativa – 60’ / Realidade – 41’ Saída Expectativa – 21:30 / Realidade – 21:08

 

 

01) March Of The Wolves

02) Feed The Flames

03) Catch 22

04) War On Rules

05) From Beyond

06) November’s Delirium

07) Nomad Pack

08) Living Hell

09) Return To None

10) Barren Dreams

11) No Future

12) Silencer [utilizada como Intro]

13) Outlaw Vagabond

14) Warsaw Speedwolf

15) Ride The Steel

 

 

08) At The Gates (Gotemburgo, Suécia – 1990) https://www.facebook.com/AtTheGatesOfficial
Formação Tomas “Tompa” Lindberg (vocais), Martin Larsson e Jonas Stålhammar (guitarras), Jonas Björler (baixo) e Adrian Erlandsson (bateria)
Estilo Death Metal Entrada Expectativa – 21:45 / Realidade – 21:56
Duração Expectativa – 70’ / Realidade – 75’ Saída Expectativa – 22:55 / Realidade – 23:11

 

 

01) Der Widerstand [Utilizada Como Intro]

02) To Drink From The Night Itself

03) Slaughter Of The Soul

04) At War With Reality

05) A Stare Bound In Stone

06) Cold

07) The Circular Ruins

08) El Altar Del Dios Desconocido

[Utilizada Como Intro]

09) Death And The Labyrinth

10) Daggers Of Black Haze

11) Under A Serpent Sun

12) The Chasm

13) Heroes And Tombs

14) Nausea

15) Suicide Nation

16) The Book Of Sand (The Abomination)

17) Blinded By Fear

18) Kingdom Gone

19) The Night Eternal

 

 

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