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TTNG / E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante ::: 18/01/2020 ::: FABRIQUE CLUB
Postado em 25 de janeiro de 2020 @ 23:08 | 1.520 views


Texto: Vagner Mastropaulo

Fotos: Fernando Yokota

Simpatia extrema, camisetas piratas, desodorante e um ‘meet and greet’ improvisado!

Agradecimentos: Erick Tedesco /  Lucas Theodoro (E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante)

Foi no sufoco, mas o This Town Needs Guns – TTNG para os íntimos – conseguiu estrear em São Paulo e no Brasil! Com o enrosco para saírem do Peru, a única solução viável encontrada pelos produtores foi adiantar a apresentação em dois dias e promover uma matinê, pois já havia uma balada na Fabrique programada para o sábado, 18/01. E há males que vêm para bem, pois a troca da data permitiu que mais fãs comparecessem, além de ter proporcionado um informal Meet And Greet após o show, na acepção do termo, como ideal e hipoteticamente todos deveriam ser: de graça e com os músicos no fundo da pista atendendo os fãs para fotos, autógrafos e/ou batendo papo. O saldo? Uma aula de simpatia! Mas tudo em seu tempo…
Pontualmente às 17:00, veio ao palco o E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – EATNMPTD, para facilitar – e Lucas Theodoro (guitarra e sintetizador), Luden Viana (guitarra), Luccas Villela (guitarra e baixo) e Rafael Jonke Buriti (bateria) simplesmente detonaram! Para quem busca um rótulo, o instrumental dos caras é mais comumente classificado como ‘post rock’ – seja lá o que signifique. Na prática, eles soam ainda mais densos e letais ao vivo do que em estúdio e certamente teriam status e reconhecimento muito maiores, de queridinhos de mídia e público, se fossem gringos e seriam seríssimos candidatos a baluartes de um nicho. Por se tratar de um quarteto paulistano, faltam ser descobertos em massa no próprio país. O razoável, porém fiel, público que chegou cedo colou na grade, ratificando o gradual caminhar do grupo para se consolidar na cena, com sonoridade contemporânea em pleno desenvolvimento, junto a Labirinto e Deaf Kids, os ‘primos’ do metal na árvore genealógica experimental.
Divulgando Fundação (2018), a performance foi aberta com as duas iniciais do play: a faixa-título e Karoshi, até as primeiras palavras de Lucas Theodoro: “Boa tarde! Nós somos o E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, a gente é daqui de São Paulo. Obrigado a todo mundo aí que chegou cedo. Valeu!”. Do mesmo e único full length lançado vieram Como Aquilo Que Não Se Repete (na qual o pau comeu solto em um som furioso com Rafael descendo o braço em seu kit, com som mais baixo do que as três guitarras) e Daiane (bela e introduzida por Lucas e Luccas tocando uma caixa cada um, de bateria mesmo, como numa marcha, até o crescendo tomar forma e tudo voltar a se abrandar posteriormente) e a esta altura do set, a viagem era tamanha que, passados meros quinze minutos, a sensação era de que muito mais já havia se passado.
Antes de Medo De Tentar, outra prova de bom gosto, agora com Luccas no baixo (nas quatro primeiras ele ficara na guitarra), seu quase xará novamente se dirigiu à platéia e, já antecipando, a menção à On Stage não é ao nosso site e sim à produtora do evento: “Valeu, obrigado! É o primeiro show do ano. A gente queria muito agradecer à On Stage por ter nos convidado para abrir este show e por ter feito esse puta esforço. Todo mundo sabe: teve que mudar a data do show, teve um monte de treta em outro país também e, enfim, são estas as pessoas que estão lutando todos os dias para conseguir fazer as paradas aqui para a gente. A cultura no país está um negócio bizarro, o país está numa situação bizarra, então é muito massa ter gente trabalhando e lutando por essas paradas e ter gente vindo aqui assistir à essa parada. Obrigado a todo mundo que veio mesmo, valeu!”. Inteirando o single lançado em 2016 e que leva o nome das duas faixas, fizeram Medo De Morrer.
As duas últimas foram extraídas do EP que batiza o grupo: Pequenas Expectativas, Menores Decepções – um lema que deveria ser adotado mais freqüentemente – e PMR, ambas com repetição da perfeita fórmula de início cadenciado e intenso esporro subseqüente. Quarenta minutos de um puta show concluído com os protocolares agradecimentos e agora é esperar por um show unicamente deles no Circuito Sesc. Por Whatsapp, contatamos Lucas Theodoro e o atencioso guitarrista elucidou um mistério a respeito de seus outros instrumentos usados: “O sintetizador é um Microkorg XL e o utilizo como seqüenciador em Como Aquilo Que Não Se Repete. Eu o toco como synth em algumas músicas e como baixo synth em algumas outras, principalmente no começo do show, quando temos três guitarras e tento dar uma complementada nas freqüências graves pelo Microkorg. E tem um MPX 8, da Akai, que eu uso para soltar alguns loops, como no final do show, em PMR, e também para funcionar como drum machine mesmo, para eu tocar algumas paradas. É como um MPC, que a galera usa no funk, mas dá para soltar batidas pré-programadas ou fazer bumbo, caixa e chimbal mesmo”.
Aprofundamos o tema focando na origem do uso de aparatos eletrônicos no som do quarteto: “No começo eu tinha só um computador e uma controladora, alguma coisinha assim, quando fizemos o Medo De Morrer / Medo De Tentar em 2015. Aí a parada foi evoluindo, fui entendendo o que queria ter como recurso eletrônico e entendi que basicamente tinha que ser um synth que pudesse fazer polifônicos, abrir notas e tocar umas coisas um pouco mais complexas, mas que tivesse uns timbres de sintetizador mais legais e, junto com isso, ter algum tipo de bateria eletrônica, para que eu pudesse soltar coisas pré-gravadas ou fazer coisas ritmadas”. Mudamos o rumo da conversa para tratar dos títulos das músicas, como Daiane, por exemplo: “É um dos poucos nomes provisórios de música dos quais não conseguimos nos livrar e virou mesmo o nome. No processo de composição do Fundação, nos enfurnamos no estúdio e produzimos muita música em pouco tempo. O que fizemos foi deixar a parte dos nomes para o final e Daiane foi a que sobrou com o nome de ensaio”. Lucas ainda tratou de explicar que o título “deriva do francês, Diane, que, por sua vez, é variante de Diana, no espanhol e no italiano, e vem do latim ‘dius’. É o feminino da figura divina”. Não à toa, é o nome da Mulher-Maravilha.
Aproveitando o ensejo, checamos o significado de PRM: “Paulo Mendes da Rocha, um dos arquitetos mais importantes do Brasil e que, junto com a Lina Bo Bardi, tem uma história em São Paulo muito forte. Mais recentemente ele fez o Sesc 24 de Maio ali no centro. Ele tem uma questão de arquitetura que é muito humana e política. O Luden fez uma entrevista com ele, na época estávamos fazendo essa música, e ele ficou bem encantado com o trabalho e o jeito de pensar do Paulo. Foi uma homenagem”. Um de seus tantos projetos, para quem curte futebol, é o estádio Serra Dourada. Fechando o assunto sobre os nomes temporários, trazido à tona pelo guitarrista, o setlist a nós disponibilizado pela banda trazia um singelo Ticotuco para Como Aquilo Que Não Se Repete: “Dentro da banda há certa dificuldade em lembrarmos os nomes das músicas como elas ficaram no disco. Alguns de nós têm problemas com algumas músicas então a gente acabou adotando apelidos para ficar mais fácil de saber. Outro apelido para ela é Radiohead e acho que A Caminho De é Radiohead 2, não me lembro”. Divertido!
Seguimos o papo abordando a rica e ampla movimentação de palco do grupo e como eles faziam para não se golpear com as guitarras, tamanha a intensidade: “Cara, já rolou de ter essas trombadas, comigo principalmente. Eu acertei o Villela uma vez em Brasília, ficou roxa a porrada no braço, e o Luden em São Paulo, na cabeça, foi meio forte, mas só ficou um galo. Com o tempo criei mais noção espacial. Hoje em dia está todo mundo melhor. E costumávamos tocar em palcos menores também. Hoje em dia ficou mais fácil de cada um ter seu espaço. No show dessa pancada no Luden, o baixista estava na outra ponta e eu estava ao lado do Luden. Acho que foi a única vez que isso teve que acontecer por questões da casa, posicionamento de amplificador. Foi a primeira e última vez que isso aconteceu, justamente por causa disso”.
Questionamos como Lucas enxerga o rótulo ‘post’ tanto no post rock deles, quanto no post metal de Deaf Kids e Labirinto: “Não sei o quanto o rótulo é útil porque ele junta bandas que às vezes não se parecem, sabe? Nessa parada do gênero, o jornalismo sente, há muito tempo, necessidade de tentar trazer para o público uma informação mais plausível, para quem está lendo conhecer a banda ou saber relacionar com algo já conhecido. Tem um pouco dessa função, mas para nós nunca foi uma coisa determinante. Nós nos juntamos para ter uma banda instrumental e as bandas hoje se juntam por outros motivos e não pelo gênero musical. A gente teve contato com o Labirinto no nosso começo justamente por sermos uma banda instrumental nova, se destacando de algum jeito, fazendo shows e chegamos a tocar num estúdio que eles têm. Foi bem massa, mas mais por uma relação humana e de identificação e admiração do que, de fato, pelo gênero. Tanto que o pessoal do Menores Atos é muito amigo nosso, faz música completamente diferente, mas que, ao mesmo tempo, não é tão diferente assim. Sermos uma banda independente nos une mais a outras do que qualquer outra coisa e ser uma banda instrumental nunca dificultou muito nesse sentido, justamente por assim encararmos as coisas”.
Finalizamos a prosa indagando se há planos para incluírem vocais: “A gente tem uma música cantada em Fundação, Se A Resposta Gera Dúvida, Então Não É A Solução, que fecha o álbum, mas é só um refrão repetido ad infinitum. Não muito bem como um mantra, mas acaba tendo a mesma função, o mesmo tipo de emoção. Foi uma experiência boa, talvez algo que queríamos tirar da frente, fizemos e acho que num futuro tão próximo não vejo a gente fazendo alguma coisa com a gente cantando. Talvez em algum tipo de projeto, como o que estamos fazendo no Sesc Paulista agora, o Instrumental Poesia, com a Júlia de Carvalho Hansen. Também pensamos em fazer algo talvez com rap possivelmente no futuro, talvez ser a banda de apoio de alguém, mas nada dentro do nosso trabalho”.
Criando suspense desnecessário, as cortinas foram arrastadas, diferentemente do show do EATNMPTD, até porque eles usaram apenas seu nome no telão de fundo como decoração de palco, mesmo expediente adotado pelo TTNG, mas, na real, mais parecia a projeção de algum flyer do evento. Faltando dois minutos para as 18:00, Henry Tremain (vocal e baixo – 6 cordas), Tim Collis (guitarra) e Chris Collis (bateria) já ocupavam seus postos, com o primeiro esbanjando bom humor ao testar o microfone e interagir de imediato com os fãs enquanto ajustavam os últimos detalhes técnicos: “Olá! Como vocês estão? Estamos muito bem, obrigado! É muito bom estar aqui. Estão prontos para começarmos? Somos o TTNG, da Inglaterra, e esta primeira música se chama Chinchilla”, causando apenas a primeira ovação da noite. Como os problemas persistiam, o vocalista retomou: “Desculpem-nos! Segunda largada falsa da noite”. E se o estilo atribuído ao trio é ‘math rock’, o que mais importou, na real, foi a perfeita fusão entre suas melodiosas linhas vocais, a intrincada bateria de Chris e a técnica de seu irmão, Tim.
Após pedir ao técnico de som “um pouco menos de guitarra” em seu retorno, o educado cantor cravou: “Esta música se chama Cat Fantastic”, que embora possua um bichano no título, é de 13.0.0.0.0 (2013) e não de Animals (2009), como sua antecessora e Baboon, a sucedê-la. Antes, porém, em meio a mais uma comunicação direta com a mesa de som, uma mostra do famigerado bom humor britânico: “Muito obrigado, galera! Estamos muito felizes por estar aqui! É maravilhoso! Infelizmente ficamos ‘presos’ no Peru. Eles não nos deixavam partir e diziam que éramos muito bonitos para irmos embora”. Ao ouvir um “É verdade”, de alguém entusiasmado, Henry se enrubesceu, gargalhou, agradeceu e prosseguiu: “Estávamos realmente preocupados que não teríamos como fazer o restante dos shows acontecer, então tudo isso é realmente maravilhoso para nós, apenas porque os espetaculares promotores do show conseguiram mover as datas para facilitar. Então, por favor, uma enorme salva de palmas a todos que fizeram isso acontecer”.
Educadamente, o frontman requisitou aumento da guitarra no retorno de Tim e outro animado fã, este no gargarejo, ergueu seu baixo (sim, ele o levou à casa) pedindo um autógrafo do vocalista, fazendo o músico dar a letra para que todos permanecessem no recinto após o set: “Belo baixo! Agora não dá, cara, mas com certeza mais tarde. Haverá mais tempo esta noite. Devo dizer que ficaremos por aí mais tarde então se vocês quiserem nos conhecer, contar alguma estória, fazer cócegas na gente ou cutucar nossos olhos. O que quiserem fazer conosco, estaremos disponíveis”. E, se atmosfera já estava favorável, Henry foi além: “Como… tipo… nós somos uma banda muito pequena, é como nos enxergamos”, gerando negativas coletivas e um “Não, não, não não?” do carismático inglês, a arrancar risadas: “Então, para nós, fazer um show frente a tantas pessoas maravilhosas já é sensacional, mas virarmos produtos piratas e venderem camisetas falsas lá fora? Me sinto como o Metallica ou algo assim, meio que: ‘O quê?’! Devemos estar fazendo um bom trabalho e acho até que vou comprar uma ou duas”. Sensacional! E foi o tempo suficiente para que o trio se aprontasse e puxasse Adventure, Stamina & Anger, do single homônimo de 2011, simplificada como ASA no setlist de palco.
Um sucinto “Obrigado, galera!” antecipou, adivinhe…? Mais aprimoramentos no retorno, agora por menos guitarra no do vocalista para que então o grupo tocasse Left Aligned, sem mais delongas. Ouvindo clamores por Badger, Henry seguiu fazendo as vezes de comediante: “Não posso me dar ao luxo de ter um texugo agora, cara. Obrigado! Talvez no final da turnê eu terei economizado o suficiente para te comprar um. Você quer que eu traga um para você? Ah, você vai ‘tocar’ seu próprio texugo, ok! A próxima tem nome de animal”, estimulando chutes gerais: “Não! Não! Não! Ainda não ouvi o nome. Não! Vou ter que dizer a vocês. Não é Elk. Não é Lemur. É Pig. Mas isso foi bem legal”. Ao seu término, nova enxurrada de pedidos, a começar por Whatever, Whenever, provocando reações: “Ah, obrigado por pedirem essa. É uma das minhas favoritas. Não vamos tocá-la agora, mas pode ser que a toquemos mais tarde”. E aí virou bingo, primeiro com 26 Is Dancier Than 4: “Talvez a toquemos também!” e Like Romeo & Juliet, ignorada ou simplesmente não ouvida. E falando em ouvir, bastou um dedilhar para o baixista vaticinar: “Olhem só para esses geeks! Eles dizem o que vai acontecer ao ouvir apenas algumas notas! Essa vai a todos os geeks”: Gibbon, muito bem acompanhada pelos fãs.
E para quem pensava já ter visto de tudo num palco, Henry inovou: “Estou cheirando bem mal, a propósito! Meu desodorante acabou uns dias atrás. Péssimas notícias. Só estou dando um aviso caso se aproximem para me abraçar mais tarde. Agradeço pelo abraço, mas já me desculpo pelo cheiro. Agora vocês dizem não ligar, mas esperem até seus narizes sentirem isso. E se alguém tiver um desodorante para me emprestar… sempre há quem o tenha, carregue por higiene, questões médicas e precise”. E o inesperado ocorreu: de mão em mão, um roll on chegou a ele, despertando mais palavras do doce vocalista antes, durante e depois de seu aplaudido uso: “Isso é bom pra caralho! Bem melhor! Vou tentar devolver a você, mas não sou muito bom em mirar e, se eu acertar o rosto de alguém, arremesse de volta no meu. Tente jogar no meio de uma música, aí não poderei desviar. Aí vai! Rufem os tambores… Muito obrigado, foi muito gentil de sua parte”. O afeto demonstrado e visto não se põe em palavras, mas o ‘novo limpinho’ ainda tirou onda ao dedicar Havoc In The Forum ao “técnico suado ao fundo”.
E as interações permaneceram com mais outro empolgado fã gritando “God Save TTNG” e Henry admitindo: “Sim, precisamos, cara! Somos meio que a banda mais azarada do mundo. Quero dizer… tendo dito isso, nos metemos nessas encrencas e, de algum modo, tudo dá certo. Então talvez sejamos a banda mais sortuda”, para que mais um inquieto fã gritasse: “Somos muito sortudos por termos vocês aqui”. E a resposta obtida foi ainda melhor: “Estamos muito felizes por estarmos aqui. Obrigado! Bem, essa é uma canção mais nova. Digo ‘nova’, mas a gravamos em 2015, então não é assim novinha em folha. Somos um pouco preguiçosos e fazemos tudo no nosso tempo. Quero dedicá-la a alguém que a pediu antes nesta área, por aqui. Ela se chama Whatever, Whenever e é dedicada à amável pessoa que a pediu antes”, única de Disappointment Island (2016) no set, abreviada como W,W no setlist de palco.
As duas últimas, sem encore, foram extraídas do EP This Town Needs Guns (2008), com o vocalista obviamente despejando carisma, como não poderia deixar de ser, entre mais brincadeiras com um pedido certeiro: “Ok, vamos tocar duas músicas antigas… Meu Deus! Parece que ele leu o setlist! Para a informação de vocês, nós sabemos qual música será. Vocês podem seguir pedindo outras músicas, mas nós planejamos isso. Vamos tocar mais duas e ficar ali no fundo da pista para dizer um ‘Olá’ a todos, mas haverá uma balada aqui esta noite, é um sábado, então teremos de ser breves e fazer tudo o mais rápido possível. Se não der, esperamos socializar fora da casa, se for o caso, e falar com vocês. Esta se chama: ‘Se minha guitarra não está afinada’. Não! Esta é para a pessoa que adivinhou imediatamente qual seria a próxima. É If I Sit Still, Maybe I’ll Get Out Of Here”, o primeiro uníssono da noite.
Contagiante, mais rápida e pesada, 26 Is Dancier Than 4 foi a saideira que fez a galera a pular em imediato reconhecimento, assim apresentada pelo vocalista: “Vamos tocar mais uma rapidinho! Um enorme agradecimento aos organizadores, o engenheiro de som foi sensacional e um muito obrigado à primeira banda a tocar, eles foram maravilhosos!”. Ao final de tudo, tornou a se mostrar grato: “Muito obrigado, galera! Se houver tempo, dêem uma olhada em nossas camisetas. Vocês nos ajudariam muito se pudessem comprá-las também. Muito obrigado a vocês”. Após sessenta e cinco minutos que voaram, Henry transbordar energia positiva no palco, Tim debulhar na guitarra (praticamente fazendo jazz, mas é melhor conferir no YouTube!) e o ensimesmado Chris lembrar o misto de timidez e competência de Schroeder, do Snoopy (embora na bateria, e não no piano), a promessa foi cumprida e o trio foi socializar com os fãs que, se não lotaram o recinto, representaram comparecendo em bom número.
Indo embora, tudo era festa nas cercanias: além da dupla ‘sopa de letrinhas’ EATNMPTD e TTNG, o Bloco do Silva (com participação de Carlinhos Brown) fazia a alegria do Memorial da América Latina; Milton Nascimento se apresentaria no Espaço das Américas mais tarde; o Monobloco iria à Audio; e o Inocentes (com abertura norte-americana do Exotica) tocaria no Sesc Pompéia. Com tamanha oferta, a ironia da noite residia na dicotomia entre o nome do headliner da Fabrique e sua atitude indiretamente desarmamentista, provando que o país e a cidade não precisam de armas, mas sim de educação, apoio à cultura, mais shows e demonstrações de simpatia, como as demonstradas pelo TTNG, em especial por Henry Tremain.

Setlists
E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante
01) Fundação
02) Karoshi
03) Como Aquilo Que Não Se Repete
04) Daiane
05) Medo De Tentar
06) Medo De Morrer
07) Pequenas Expectativas, Menores Decepções
08) PMR

TTNG
01) Chinchilla
02) Cat Fantastic
03) Baboon
04) Adventure, Stamina & Anger
05) Left Aligned
06) Pig
07) Gibbon
08) Havoc In The Forum
09) Whatever, Whenever
10) If I Sit Still, Maybe I’ll Get Out Of Here
11) 26 Is Dancier Than 4

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