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Dark Dimensions Fest II – Burning House, São Paulo/SP (08/02/2026)
Postado em 02 de março de 2026 @ 10:42

 

Por Marcelo Gomes

O Dark Dimensions Fest 2, na Burning House, provou ser um evento memorável para os amantes do metal extremo, reunindo lendas do thrash e do black metal, como Forbidden, Vio-Lence e Venom Inc, além do New Democracy, representante da cena nacional. Com uma atmosfera vibrante e a promessa de performances intensas, o festival entregou uma noite repleta de riffs furiosos, vocais guturais e a energia incrível que só o metal pode proporcionar. A casa recebeu um público fiel, que respondeu com energia quase o tempo todo, transformando a noite em uma sucessão de rodas, stage dives e clássicos cantados a plenos pulmões. O saldo foi de entrega total das bandas e uma atmosfera que fez jus ao nome do festival.

A abertura do festival ficou a cargo da banda brasileira New Democracy, que subiu ao palco com sua formação composta por Rafael Lourenço (guitarra e vocal), Fabrício Fernandes (guitarra), Marcus Vinícius (baixo), Iago Alves (bateria) e Vinícius Borges (teclados). O quinteto entregou um setlist direto e potente, aquecendo a plateia com faixas como “Zumbi” e “Born ToSuffer”, que demonstraram seu trabalho no melodic death metal, marcando um início promissor para a noite. A performance ganhou ainda mais destaque com a participação especial da vocalista Iara Vilaça, da banda Urantia, que emprestou sua voz em “Unexpected”, adicionando melodia e contraste à apresentação. Em seguida, Fabio Seterval, vocalista do Funeral Blood, juntou-se à banda para “Modernization”, em um dueto brutal que trouxe mais peso e agressividade. O encerramento com “Creation” e “101” deixou excelente impressão e preparou o terreno para as atrações internacionais, com entrega visceral e um som que honra as raízes do metal.

Em seguida, o Venom Inc subiu ao palco com sua formação atual composta por Tony “Demolition Man” Dolan no baixo e vocais, Curran Murphy nas guitarras e Marc “JXN” Jackson na bateria, trazendo o legado do black metal com toques de thrash em uma apresentação que, infelizmente, sofreu com problemas de som embolado, o que prejudicou a imersão. Eles iniciaram com “Witching Hour”, tentando invocar a atmosfera sombria clássica, mas o áudio diminuiu o impacto, seguido por “War” e “Parasite”, nas quais os riffs de Murphy tentaram se sobressair em meio ao caos sonoro. “Bloodlust” teve uma falha na guitarra que não chegou a interromper o show, criando um momento de tensão, mas a banda se recuperou com “Carnivorous”, mantendo a essência agressiva. Um destaque foi “There’s Only Black”, quando Tony Dolan interagiu com o público dizendo “Oi, tudo bem?”, demonstrando carisma e tentando se conectar com os fãs brasileiros, embora o público não tenha agitado tanto quanto o esperado. O set continuou com “HowManyCan Die” e “Cursed”, seguido por um solo de guitarra de Murphy que brilhou momentaneamente, além de clássicos como “Live Like An Angel”, “Inferno”, “In Nomine Satanas”, “Time To Die”, “In League WithSatan”, “Black Metal” e “CountessBathory”, encerrando uma performance que, apesar dos percalços sonoros, reafirmou o status lendário da banda, mesmo com a plateia mais contida em uma casa lotada.

O Vio-Lence, com Sean Killian nos vocais, Ira Black e ClaudeousCreamer nas guitarras, Jeff Salgado no baixo e Nick Souza na bateria, entregou um set de thrash metal que compensou qualquer expectativa, mesmo com algumas microfonias que não roubaram o brilho da noite. Abrindo com “Eternal Nightmare”, o hino que define sua carreira, o grupo criou mosh pits instantâneos e stage dives constantes, com os riffs pesados de Black e Creamer impulsionando a energia. “Serial Killer” agitou intensamente, destacando os vocais raivosos de Killian, enquanto “I Profit” e “Officer Nice” mantiveram o público nas rodas, com Salgado e Souza fornecendo uma base rítmica sólida e implacável. “Phobophobia” trouxe um momento de intensidade técnica, seguido por “Kill on Command”, quando os stage dives se multiplicaram, evidenciando a conexão visceral da banda com os fãs. Encerrando com “Calling in theCoroner”, “BodiesonBodies”, “UponTheir Cross” e “World in a World”, o show foi um turbilhão de agressividade da Bay Area, superando as pequenas falhas sonoras e deixando claro por que o Vio-Lence permanece uma força no thrash, em uma performance que durou cerca de 60 minutos e transformou a BurningHouse em um verdadeiro campo de batalha.

Para encerrar a noite, a banda de thrash metal Forbiddenassumiu o palco, apresentando sua formação com Norman Skinner nos vocais, Craig Locicero e Steve Smyth nas guitarras, Matt Camacho no baixo e Chris Kontos na bateria. Beneficiando-se de tempo extra para a passagem de som, a banda pôde ajustar os detalhes com precisão, resultando em um som mais alto e cristalino em comparação com as apresentações anteriores, o que elevou a experiência do público. A qualidade sonora permitiu que a complexidade e a agressividade de suas composições fossem plenamente apreciadas, e o público respondeu com energia intensa. A BurningHouse foi tomada por rodas amplas e diversos stage dives, evidenciando a devoção dos fãs. O setlist agradou aos admiradores, abrindo com “Infinite” e seguindo com “Out of Body (Out of Mind)”, “Marchinto Fire” e “TwistedintoForm”. A execução de “ForbiddenEvil”, “Dividedby Zero” e “Step by Step” demonstrou a maestria técnica e a permanência da banda no cenário, culminando com “R.I.P.”, “Through Eyes of Glass” e “ChaliceofBlood”, que encerraram a noite de forma marcante.

O Dark Dimensions Fest 2 cumpriu sua proposta de ser um encontro relevante para a comunidade metal. Desde a energia inicial do New Democracy, passando pela resistência do Venom Inc e pela intensidade do Vio-Lence, até a consistência do Forbidden, cada banda contribuiu para a construção de uma noite de forte impacto sonoro. O festival evidenciou a vitalidade da cena e a capacidade do metal de reunir diferentes gerações em torno de uma mesma paixão. A Burning House deixou expectativa para futuras edições e reforçou a importância de eventos como este para a cultura underground.

New Democracy setlist:

Zumbi

Born ToSuffer

Not& Ever

Unexpected

Modernization

Creation

101

Venom Inc setlist:

Witching Hour

War

Parasite

Bloodlust

Carnivorous

There´s Only Black

HowManyCan Die

Cursed

Live Like An Angel

Inferno

In Nomine Satanas

Time To Die

In League WithSatan

Black Metal

CountessBathory

Vio-Lence setlist:

Eternal Nightmare

Serial Killer

I Profit

Officer Nice

Phobophobia

Kill on Command

Calling in theCoroner

BodiesonBodies

UponTheir Cross

World in a World

 

Forbidden setlist:

Infinite

Out of Body (Out of Mind)

March into Fire

Twisted into Form

Forbidden Evil

Divided by Zero

Step by Step

R.I.P.

Through Eyes of Glass

Chalice of Blood

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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