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Ingressos: clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp O Dark Tranquillity não faz música de protesto no formato clássico, mas sua obra é profundamente política. Ao insistir em falar de sofrimento, alienação e colapso, a banda reafirma algo básico e radical em tempos de guerra e ódio. A vida humana importa. Formado em Gotemburgo, em 1989, o Dark Tranquillity construiu uma das trajetórias mais respeitadas do metal. Diferentemente de muitas bandas do gênero, seu foco nunca esteve em violência gráfica ou escapismo. O grupo liderado pelo vocalista Mikael Stanne desenvolveu uma escrita centrada em três grandes eixos: o sofrimento existencial, a crise da consciência e a decadência da civilização. São pilares que se tornaram especialmente relevantes no século 21, quando conflitos armados, políticas de punição coletiva e disputas imperiais passaram a moldar a vida de milhões de pessoas, do genocídio na Palestina à Venezuela pressionada por sanções e interferência externa dos EUA. Dor, identidade e memória em um mundo desumanizadoO primeiro eixo da lírica do Dark Tranquillity é o existencial e psicológico. Canções como ThereIn, Lethe, Monochromatic Stains e Misery’s Crown abordam a perda de identidade, o peso da memória e o desgaste emocional provocado por um mundo que isola, descarta e fragmenta indivíduos. Em um planeta onde refugiados são tratados como ameaça e populações inteiras são deslocadas por guerras e bloqueios econômicos, essa sensação de desenraizamento deixou de ser apenas individual. Ela se tornou estrutural. As letras da banda capturam esse sentimento de forma crua, mostrando o que acontece quando sistemas políticos e econômicos reduzem pessoas a números. Verdade em colapso e consciência em criseO segundo pilar é filosófico. Músicas como The Mundane and the Magic, Nothing to No One, Hours Passed in Exile e Inside the Particle Storm questionam a própria ideia de verdade, identidade e percepção da realidade. Esse tema ressoa diretamente em uma era dominada por desinformação, propaganda digital e manipulação política. Guerras são justificadas por narrativas fabricadas, sanções são vendidas como soluções humanitárias e massacres são relativizados por discursos oficiais. O Dark Tranquillity transforma esse colapso da verdade em poesia sombria, expondo o vazio moral que sustenta a violência contemporânea. Uma civilização que aprende a conviver com a barbárieO terceiro eixo é civilizacional. Em faixas como Terminus Where Death Is Most Alive, The Lesser Faith, Atoma e Encircled, a banda descreve sociedades em decadência, sistemas que falham e estruturas que se tornam máquinas de destruição. Essas imagens dialogam com um mundo que assiste a bombardeios de hospitais, genocídio em Gaza, crises humanitárias prolongadas e o avanço de regimes autoritários. Embora a banda não cite países ou governos, suas letras descrevem o clima moral de uma época em que a violência se tornou política pública. The Character GalleyDark Tranquillity volta com a inédita turnê ‘The Character Galley‘, em que parte do repertório será dedicado aos emblemáticos álbuns The Gallery (1995) e Character (2005), mais clássicos e músicas de registros mais recentes. |
SERVIÇODark Tranquillity em São PauloData: Domingo, 18 de Janeiro de 2026 Abertura da casa: 18h30 | Showtime: 20h Local: Carioca Club Pinheiros (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo, SP) Venda online: clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp Valores: Solidário (doe 1 Kg de alimento não perecível) e Meia Entrada em 1º lote: R$ 220,00 | Inteira em 1º lote: R$ 440,00 | Camarote em 1º lote: R$ 280,00 Classificação etária: +16 Mais informações https://www.darktranquillity.com/ |
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Em um cenário global marcado por guerras, deslocamentos forçados, sanções econômicas e crescimento da extrema direita, a música dos suecos do Dark Tranquillity soa menos como fantasia e mais como diagnóstico. Em mais de três décadas, a banda construiu uma obra lírica que, sem recorrer a slogans políticos, descreve com precisão o impacto humano de um mundo que normalizou o colapso social, a violência e a perda de sentido. Em um início de 2026 entre tensões e incertezas, a banda traz seu sempre urgente e impecável death metal melódico a São Paulo/SP no próximo domingo, dia 18/01, no Carioca Club. A produção é da Overload.


