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Dream Theater ::: 15/12/24 ::: Vibra SP
Postado em 18 de dezembro de 2024 @ 01:39

Texto: Belmilson Santos

Fotos: Lucas Cruz

Dream Theather volta à São Paulo na sua tour de 40 anos, celebrando seu status de lenda do Prog Metal e a volta de Mike Portnoy

Enquanto o show decorria eu já estava pensando em como resenhar um show de mais de 3h de duração onde quase tudo foi destaque.

O DT voltou à São Paulo, depois de 2 anos de sua última passagem, e trouxe na bagagem o fundador Mike Portnoy reassumindo as baquetas e sua celebrada tour de 40 anos.

Mas vamos ao que interessa, pois o que não faltou foi música.

Abrir com “Metrópolis” foi fazer um gol de bicicleta no primeiro minuto de jogo. Clássico absoluto, platéia ansiosa, ídolo de volta à formação, não tem como dar errado.

Na segunda música “Overture 1928” junto com “Strange Déja Vu” já era possível ver vários dos presentes indo às lágrimas, expediente que ocorreu em vários momentos da apresentação.

Vale um destaque para o som e produção jogando à serviço da banda.

Com um som cristalino e muito bem equalizado, todos os detalhes das intrincadas músicas dos americanos foram devidamente ouvidas.

Destacarmos a performance dos músicos, seria chover no molhado, mas vale a menção para James Labrie, que foi muito bem durante todo o set e claro, assistir Mike Portnoy exuberante no seu gigantesco kit sempre é impressionante.

Portnoy está de volta de onde nunca deveria ter saído.

No início eu disse em como resenhar três horas de música? Simples. Vamos aos destaques dos destaques.

“Hollow Years” com um solo maravilhoso de John Petrucci.

“As I Am” com seu clima soturno e pesado que fechou a primeira parte do set antes do intervalo.

Depois do intervalo, onde tivemos no som mecânico uma trilha composta por Angelo Badalamenti, veio a nova “Night Terror” e logo em seguida mais um golpe de misericórdia com a perfeita “ Under A Glass Moon”.

Chegando ao final do set normal, ainda tivemos a gigante em todos os sentidos “Octavarium” exibindo todas suas nuances em seus 24 minutos de duração, que provou que está se tornando, ou já está sendo considerada mais um clássico da banda.

O encore foi aquele teste para cardíaco e após um pequeno clip com imagens do Mágico de Oz e seu “There’s No Place Like Home”, a banda voltou ao seu grande clássico “Scenes From A Memory” e “Home” tornou-se uma das mais celebradas de toda a longa noite.

Seguindo para o final a banda tocou uma das músicas mais lindas de todos os tempos em todos os gêneros possíveis.
“Spirits Carries On” é uma obra prima em todos os sentidos, seja na melodia, na letra, no magnífico solo de Petrucci e cada nota da banda está no lugar absolutamente certo.

Para fechar veio o grande “hit” da banda: “Pull Me Under”.

Cantada a plenos pulmões (no que sobrou de voz para a enérgica platéia), foi um fechamento perfeito de um show praticamente perfeito.

Público e banda felizes e que eles voltem para promover o novo disco que está prestes à ver a luz do dia.

Satisfação garantida.

Act I
Prelude  (Bernard Herrmann song)
Metropolis Pt. 1: The Miracle and the Sleeper
Act I: Scene Two: I. Overture 1928
Act I: Scene Two: II. Strange Déjà Vu
The Mirror (with ‘Lie’ solo outro)
Panic Attack
Barstool Warrior
Hollow Years (’96 demo version; with extended guitar and keyboard solos)
Constant Motion
As I Am (with ‘Where Eagles Dare’ by Iron Maiden snippet)
Dance of the Dream Man (Angelo Badalamenti & David Lynch song)

Act II
Orchestral Overture (Containing excerpts from every Dream Theater album)
Night Terror
Under a Glass Moon
This Is the Life
Vacant
Stream of Consciousness
Octavarium

Encore:
There’s No Place Like Home (Movie clip from ‘The Wizard of Oz’)
Act II: Scene Six: Home
Act II: Scene Eight: The Spirit Carries On
Pull Me Under
Singin’ in the Rain
(Arthur Freed & Nacio Herb Brown song)

 
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