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Ouça o EP aqui: tratore.ffm.to/depressaopospartyep O duo catarinense, de Florianópolis, atração neste ano do tradicional Festival DoSol, apresenta quatro faixas eletrizantes, com muito fuzz, reverbs e batidas ríspidas em velocidade. Existe um senso urgente em comum entre as canções: aqui, o rock é frenético, cujas letras são recortes de várias questões do cotidiano e da vida em geral. Para fãs de Bikini Kill, Heavens to Betsy e Huggy Bear, ‘Depressão Pós-Party‘ é uma versão contemporânea e nacional do que a histórica banda cravou lá atrás e, ainda hoje, é tão essencial. Nestas canções, a Dirty Grills atacam igualmente, mas na sua própria e altiva personalidade, com bateria simultaneamente anárquica e firme, riffs aloprados e cativantes e vozes que passam pela provocação, pela fúria e pela interpretação teatral. Essas referências também aparecem na maneira como Jéssica e Mariel conduzem a Dirty Grills, dentro da lógica DIY e com as decisões da banda nas próprias mãos e mentes: turnês agendadas, divulgações que amplificam suas músicas e a estética despojada e natural. É, aliás, onde o diálogo com o riot grrrl ganha um sentido que vai além da música: na Dirty Grills, duas mulheres ocupam o centro da criação e ampliam a presença feminina em uma cena ainda majoritariamente masculina. Dirty Grills: gênese e trajetóriaJéssica e Mariel acumulam mais de 20 anos de atuação na cena independente catarinense. A Dirty Grills nasceu em 2021, durante a pandemia, reunindo experiências que cada uma havia desenvolvido em outros projetos. Desse encontro veio um repertório de letras sarcásticas, no qual o grunge e o stoner convivem com a energia do punk e a crueza do garage. A disposição para experimentar aparece agora na escrita de músicas em português, desafio assumido por Jéssica e Mariel na preparação de “Depressão pós-party”. A proposta, elas contam, é trabalhar com o idioma preservando o peso e a energia que caracterizam a banda. As gravações deste EP aconteceram em 2025 no Estúdio Aurora, em São Paulo, dando sequência à colaboração com o selo responsável também pelo EP anterior. É uma relação que começou com “Dirty Grills”, lançado em abril de 2024. Naquele mesmo mês, “Chernoboy” ganhou um videoclipe realizado pela Casagrito Produções, também na capital paulista. Entre o primeiro e o terceiro EP, a discografia passou, assim, a incorporar o trabalho desenvolvido em São Paulo à atividade que Jéssica e Mariel mantêm a partir de Florianópolis. Os shows ajudam a dimensionar a presença ao vivo da Dirty Grills. Psicodália, Maratona Cultural e Orquestra de Baterias de Florianópolis estão entre os eventos pelos quais o duo passou, além do Palco Primeira Classe feat. Tagima do Rock in Rio, em 2024. No ano seguinte, as sessões do novo EP dividiram a agenda com o Congresso Bruxólico e o Não Tem Banda Com Mina Fest (São Paulo). Já neste ano, 2026, elas tocaram no tradicional Bananada, em Goiânia. Tem ainda pela frente o festival DoSol, em Natal, no Rio Grande do Norte, em novembro, além de diversos shows principalmente pelas regiões Sul e Sudeste do Brasil. |
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Ficha técnica: Depressão Pós Party EPMúsicas por Jéssica Gonçalves e Mariel Maciel Produzido por Carlos Eduardo Freitas Gravação: Carlos Eduardo Freitas e Júlio Miotto (baterias), no Estúdio Aurora Mixagem: Carlos Eduardo Freitas e Davi Rodriguez de Lima Masterização: Davi Rodriguez de Lima Créditos das fotos Bolívar Chalfun (@bolivro), Florianópolis, 2026. Fotos analógicas feitas com a câmera Zenit 12xp produzida na União Soviética nos anos 80/90, usando a famosa lente Hélios 44 Músicas:
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Jéssica Gonçalves (guitarrista e vocalista) e Mariel Maciel (baterista) são cirúrgicas na crueza e na sonoridade lisérgica que se espera de um duo, que é o caso da Dirty Grills em seu terceiro EP ‘Depressão Pós-Party‘. Guitarras abrasivas, urgência rítmica e vocais entre o canto, o grito e o deboche estão escancarados neste registro no Estúdio Aurora (São Paulo) e agora disponível nas plataformas de streaming.



