Prestes a desembarcar no Brasil pela primeira vez e m uma turnê conjunta com o Fiddlehead o Rival Schools nos cedeu uma entrevista, batemos um papo com Walter Schreifels , figura carimbada da cena hardcore, além do Rival Schools o mesmo toca no Quicksand, Gorilla Biscuits e Youth of Today.
Confira a íntegra abaixo:
Por: Flavio Santiago
Condução da Entrevista: Erick Tedesco
Essa será sua primeira vez no Brasil com o Rival Schools, mas você já esteve aqui antes com outras bandas. O que você acha que vai ser diferente nesse show?
Acho que o Rival Schools tem uma energia própria. Já toquei na América do Sul com o Quicksand, estive aí com o Gorilla Biscuits e, se não me engano, não cheguei a ir com o Youth of Today. Mas cada vez que vou para a América do Sul, algo se mantém constante: o público é incrível.
Estou muito animado para misturar tudo isso. Vai ser emocionante tocar essas músicas para as pessoas. Muita gente sempre me pergunta quando o Rival Schools vai descer para a América do Sul, então estou realmente empolgado por finalmente fazer isso acontecer.
O Rival Schools sempre teve um som intenso e emocional. Como você sente a banda hoje, tantos anos depois do início?
Quando fizemos os discos, estávamos muito focados em criar algo interessante de ouvir, emocionante e com significado. Queríamos simplesmente fazer a melhor música possível.
O fato de que as pessoas continuam descobrindo a banda e que novas gerações se conectam com essas músicas é incrível. Acho que isso significa que fizemos algo certo.
“United by Fate” ainda soa muito vivo ao vivo. Essas músicas continuam revelando novos significados para você como músico?
Sim, com certeza. Hoje eu aprecio essas músicas de uma forma diferente e, sinceramente, gosto até mais de tocá-las agora do que naquela época.
Antes, a gente estava tentando conquistar o mundo, havia uma urgência diferente. Hoje é mais relaxado, dá para entrar profundamente na música. Fazemos as coisas porque queremos, quando queremos, e isso se tornou uma celebração. Sinto que estamos mais vivos agora e temos um controle melhor sobre a música.
Qual foi um dos shows mais marcantes da sua vida e por quê?
São muitos, mas com o Rival Schools, tocar no Royal Albert Hall no ano passado foi algo completamente insano. Foi uma experiência linda e muito significativa para mim.
Recentemente também toquei em um festival com o Gorilla Biscuits, e ver toda a cena hardcore reunida, ainda nos incluindo, é algo muito poderoso. Sou muito grato por poder tocar para as pessoas, viajar o mundo e conhecer lugares e pessoas incríveis. Em toda turnê, sempre tem um ou dois shows que têm algo especial. Isso é mágico.
Você tocou em muitas bandas ao longo da carreira. O que o Rival Schools permite explorar que outros projetos não permitem?
Existe uma interação musical muito especial entre nós. O Cache Tolman no baixo, o Sam nas baterias e o Ian Love na guitarra formam uma combinação única. É algo mais melódico, com muita energia, mas não agressiva.
Cada projeto que faço ocupa um lugar especial para mim. O Quicksand tem sua própria energia, o Gorilla Biscuits outra, o Youth of Today é diferente ainda. No Rival Schools, há muitas dinâmicas interessantes entre música, letras e melodias, e isso me agrada muito.
A banda pensa em lançar material novo?
Não temos planos definidos no momento, mas sempre surgem ideias durante os soundchecks. O problema é que todos estão muito ocupados e moramos em partes diferentes do país, o que dificulta.
Mas nunca digo nunca. Gostaria de fazer algo novo, até porque isso cria mais oportunidades de tocar ao vivo, e eu amo tocar.
Existe alguma música do Rival Schools que seja especialmente difícil de tocar ao vivo?
Sim. Algumas são bem difíceis de cantar e tocar ao mesmo tempo. “Holding Sand”, do primeiro álbum, por exemplo, é muito complicada, tanto pela tonalidade quanto pelo ritmo. Por isso não tocamos tanto.
“Shot After Shot” também é desafiadora, mas eu encaro. Quando termina, sempre penso: “meu Deus, consegui”.
Muitos músicos jovens e fãs veem você como uma referência no hardcore e no post-hardcore. Como você lida com isso?
É o nível perfeito de reconhecimento para mim. Não é como se eu não pudesse andar na rua ou ir a um restaurante. Às vezes alguém vem e diz “obrigado”, e isso é ótimo.
Saber que as pessoas se sentem inspiradas pelo que eu faço é algo muito bonito. Ao mesmo tempo, continuo interessado em evoluir, melhorar e crescer musicalmente. Isso me mantém motivado.
Você tem boas memórias da América do Sul? Chile, Brasil, Argentina?
Ótimas memórias. Em Santiago, o Quicksand fez três shows com o Deftones, e fiquei alguns dias na cidade. Santiago é incrível, os fãs foram fantásticos.
São Paulo é onde tenho mais amigos. Nunca tive um show ruim lá, sempre é intenso e maravilhoso. Buenos Aires foi minha porta de entrada para a América do Sul, então também tenho uma conexão muito forte com a cidade.
Essa é a primeira vez que o Rival Schools divide uma turnê com o Fiddlehead na América do Sul?
Não. Já tocamos juntos nos Estados Unidos e eles nos convidaram para essa turnê. Achamos que fazia todo sentido.
E o Quicksand, existem planos futuros?
Sim, existem alguns planos, mas vamos revelar isso nos próximos meses. Esperamos voltar à América do Sul em breve.
Para finalizar, você pode deixar uma mensagem para os fãs da América do Sul?
Claro. Estou muito animado para tocar para vocês. Esperei por isso por um bom tempo e sempre é uma alegria estar na América do Sul. Vai ser muito divertido. Mal posso esperar.
SERVIÇO
Fiddlehead + Rival Schools em São Paulo
Data: Domingo, 22 de fevereiro de 2026
Horário: 16h (abertura da casa)
Local: Fabrique Club
Endereço: rua Barra Funda, 1071, Barra Funda – São Paulo/SP
Ingresso: R$ 200,00 (Meia Entrada / Solidária / Estudante – último lote), R$ 400,00 (Inteira – último lote)
Venda online: fastix.com.br/events/fiddlehead-rival-schools-em-sao-paulo
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