Com data marcada para os dias 18 e 19 de outubro, na Arena das Dunas, o festival MADA (Música Alimento da Alma) divulga o line up completo da programação eletrônica que vai rolar no palco alternativo em ambos os dias, a partir das 00h. Sob a chancela da produtora Tisck, que promove o Clube Underground do House, em Natal, a curadoria selecionou as atrações potiguares Jovick, Blue & Red, PajuxFrank, Hunter, LizaWaves, Gameshark, TripTapes, além dos pernambucanos JV e Nadejda e do paulista akaaka. Vale ressaltar ainda que a banda paulista Teto Preto também está no line up do festival, então, quem curte música eletrônica tem ótimos motivos para garantir o seu ingresso!
Até 2012, quando o MADA ainda acontecia na Via Costeira, na orla da praia, a Tenda Eletrônica fazia parte da programação oficial do evento e sete anos depois volta a ser um dos destaques do festival. Esse resgate foi impulsionado pela potente cena que a música eletrônica criou em Natal.
O Clube Underground do House é um evento nacionalmente reconhecido por revelar novos nomes e também por levar para a capital importantes DJs. “Mesmo que em diferentes formatos, a programação eletrônica sempre esteve presente no Festival de uma maneira muito significativa, principalmente nos anos em que o MADA acontecia na praia. Porém, de uns anos pra cá, tivemos algumas mudanças em nossa estrutura, passamos a ser um festival com um público maior e em uma nova “casa” (agora na Arena das Dunas), o que acabou dificultando a logística desse espaço reservado apenas para a música eletrônica. Em 2019, estamos vivendo um momento incrível da música eletrônica na nossa cidade e achamos que era hora perfeita para voltar com tudo a nossa programação, que terá o papel de segurar a galera até 5 da manhã”, comenta Jomardo Jomas, diretor do festival.
As atrações
Blue&Red é um projeto live act com percussão ao vivo que propõe criar uma sonoridade peculiar. Foi idealizado pelas DJs Brisa (B-Waves) e Elisa (Lizz), no intuito de resgatar o som ancestral para a pista. Fazendo parte do casting da MaddaM (PE) e Tisck (RN), a proposta é misturar elementos percussivos e orgânicos com música eletrônica, unindo ritmos de diferentes etnias com o House e o Techno.
Com influências que vão da Disco Music ao Afro House, passando pelo Chicago House e pelo Garage, os sets do PajuxFrank procuram criar uma atmosfera alegre, que faça a pista dançar, sorrir e se sentir livre para se expressar. Sobre a expectativa de se apresentar no MADA, ele diz: “Ter espaço para a house music e para o techno em um festival como o MADA representa uma realização pessoal e coletiva. Fico muito feliz que nosso movimento, que há anos vem se solidificando na cidade, esteja sendo reconhecido por um festival famoso pela qualidade de sua curadoria. Dito isso, é claro que estou mega ansioso, pesquisando e ensaiando constantemente para entregar um set à altura do festival e à altura das clubbers que certamente estarão na pista com a gente”.
Considerada a primeira DJ do Rio Grande do Norte, Hunter está há quase 20 anos ativa na cena e desde então seus sets sempre são uma surpresa que pode ir desde o Techno ao DNB. “É com muita honra que este ano me apresento no MADA, no after da Tisck. Acompanho o Mada desde o princípio e sempre tive admiração pelo conceito e diversidade deste festival. Há 19 anos trabalho na cena da E-Music, mas os últimos 3 anos foram totalmente dedicados ao curso de DJ que ministrei. Depois desse tempo nos bastidores, nada mais emocionante que marcar meu retorno aos palcos neste festival, dividindo os decks com DJS incríveis, que vem disseminando o que há de mais puro na música eletrônica”, conta.
Um outro nome de destaque é Jovick. Nascido em Natal, ele já se apresentou em grandes eventos como Hedkandi, FIFA Fan Fest World Cup, Amnesia World Tour e TribalTech. Também já tocou em diversos clubes por todo o Brasil, como Field Club e D-EDGE e é co-fundador do selo Mandaca, referência no Nordeste.
akaaka é o projeto eletrônico de Lucas Fernandes, produtor e DJ paulista que, atualmente, reside em Natal. Pelos seus movimentos na cena nacional, recebeu uma gama de influências musicais bastante distinta, com raiz na cultura rave do interior de São Paulo, indo até a Bass Music que dominou as capitais paulista e fluminense entre 2010 e 2015, até o encontro com o Techno e House expoentes de uma nova geração de produtores e djs em nosso país. Abrangendo essas múltiplas vertentes da música eletrônica contemporânea, akaaka traz consigo referências à linguagem do techno/house e os elementos quebrados do dubstep, do trap e do hip-hop com versatilidade às pistas por onde passa. Já a pernambucana Nadejda tem como foco a diversidade musical feminina, passando por diversos gêneros musicais. Nadejda, inclusive, é pioneira em Recife na construção de espaços que garantam a visibilidade e empregabilidade das mulheres no cenário musical. Criou o selo de música eletrônica MaddaM Music,iniciativa independente que promove eventos, oficinas e cursos nas áreas de discotecagem e produção, tendo em vista incentivar o desenvolvimento artístico e profissional de interessadas nesse universo. O também pernambucano JV também transita por diversos gêneros musicais e se destaca por dar um novo gás na cena eletrônica de Recife com o coletivo Revérse.
Primeira DJ trans de Natal, LizaWaves é amante de sonoridades experimentais e sintetizadas e seu set tem como base o Techno, mas costuma misturar elementos de outras épocas como soul e jazz. De forma inovadora, utiliza o Ableton Live, buscando sempre realizar a melhor atmosfera e performance. Gameshark é um dos criadores do Clube Underground do House, da LIVE Natal, da Techno Friday, e também faz parte da curadoria do Musicast, outro projeto da Tisck. Já dividiu cabine com dezenas de artistas o país e do exterior apresentando uma sonoridade que abraça as vertentes mais sofisticadas e psicodélicas do House e Techno, indo do Minimal ao Acid, com toques pessoais nas edições e nas mixagem das faixas. Junto com ele, estará Necro fazendo um b2b. Necro mergulha em referências de jazz experimental utilizando sampler, trompetes, sequenciadores, reason e fruit loops. E para fechar o line up, o TripTapes é um projeto de live sets eletrônicos. Uma mistura de sons sampleados e sintetizados com amplo espaço para improvisos, experimentalismo e performances progressivas. O projeto, que teve início em 2017, é composto por Dante Augusto e Mateus Tinôco, integrantes do coletivo potiguar Disconexa.
O Festival MADA conta com os patrocínios do TNT ENERGY Drink, Itaipava, Sympla, Unimed Natal, Prefeitura de Natal e Lei Djalma Maranhão.
Line-up
Sexta-feira, 18/10:
00h à 01h – PajuxFrank
01h às 02h – LizaWaves
02h às 03h – Nadejda
03h às 04h – JV
04h às 05h – Jovick
Sábado, 19/10:
00h à 01h – TripTapes
01h às 02h – Akaaka
02h às 03h – DJ Gameshark + Necro
03h às 04h – Blue & Red
04h às 05h – Hunter
SERVIÇO
Festival MADA – 21 anos
Local | Estádio Arena das Dunas – Lagoa Nova, Natal – RN
Data | 18 e 19 de outubro
Horário | a partir das 17h
Ingressos |
3º Lote:
Pista Meia (Sexta) – R$ 60,00 (lote 3)
Pista Meia (Sábado) – R$ 70,00 (lote 3)
Pista Temporada Meia (Sexta e Sábado) – R$ 110,00 (lote 3)
Pista Ingresso Social * (Sexta) – R$ 70,00 + 1kg Alimento (lote 3)
Pista Ingresso Social * (Sábado) – R$ 70,00 + 1kg Alimento (lote 3)
Pista Temporada Social * ( Sexta e Sábado) – 120,00 + 1kg de alimento/dia (lote 3)
Pista Inteira (Sexta) – R$ 120,00 (lote 3)
Pista Inteira (Sábado) – R$ 120,00 (lote 3)
Pista Temporada Inteira (sexta e Sábado) – R$ 220,00 (lote 3)
Rockstage meia (Sexta) – R$ 90,00 (lote 3)
Rockstage meia (Sábado) R$ 90,00 (lote 3)
Rockstage Temporada Meia (Sexta e Sábado) – R$ 160,00 (lote 3)
Rockstage inteira (Sexta) – R$ 180,00 (lote 3)
Rockstage inteira (Sábado) – R$ 180,00 (lote 3)
Rockstage Temporada Inteira (Sexta e Sábado) – R$ 320,00 (lote 3)
*Ingresso Social —> quem não é estudante ou não está em nenhum grupo com direito a meia entrada e está longe dos 60 anos , terão um desconto também para participarem do MADA 2018, basta levar 1 kg de alimento não perecível no dia do evento. As doações serão direcionadas a instituições da cidade de Natal, que atendem crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais.
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Permitido para maiores de 16 anos
https://www.facebook.com/festivalmada
Realização:MADA Produções
Sobre o MADA
A estreia do MADA aconteceu em 1998, época de grande efervescência do movimento indie no Brasil, quando a cena alternativa se abastecia de artistas e bandas criativas, inventivas, ousadas. Ambiente propício para um festival que proporcionava visibilidade à nova contracultura brasileira. Idealizado pelo engenheiro civil e produtor musical, Jomardo Jomas Azevedo, o festival alavancou o histórico bairro da Ribeira e integrou o primeiro calendário brasileiro de festivais, ao lado de Abril pro Rock, Porão do Rock, Goiânia Noise e outros tantos eventos pioneiros.
A produção, sempre caprichada, privilegia a música contemporânea e de vanguarda, inserindo o pop consistente e criativo em seus diversos sotaques, identidades e estilos. Esse equilíbrio fez do MADA o evento musical indie pop de maior público do Rio Grande do Norte e um dos maiores do Brasil. Os palcos lados a lado, idênticos, são exemplo de respeito aos artistas e se equipara às normas de políticas públicas para a cultura — que é oferecer as melhores condições para o artista, independente do seu alcance midiático.
Além disso, o MADA não só é exemplo de difusão e fomento para músicos e bandas, como também tem um papel importante na formação de plateia crítica e qualificada. Nesse sentido, o MADA é hoje o festival que equilibra shows de grande porte e artistas em ascensão, elegendo atrações inéditas e de trabalho inovador. As atrações pop, por exemplo, sempre trazem um perfil conceitual, não puramente comercial.
Para um estado pequeno no Nordeste brasileiro, o MADA tornou-se referência por ser um festival subsidiado capaz de ancorar essas produções que jamais chegariam lá em um circuito mais comercial. O festival também atua na área do audiovisual com o Festival CURTA NATAL de Cinema e Vídeo e tem o perfil formador com o Mada Faz Escola. Além disso, também inspirou o surgimento de outras ações musicais no Estado e incremento da cena local.
Diferentes lugares já sediaram o festival, como o bairro histórico Ribeira (1998 a 2003), a Arena do Imirá na beira mar da Via Costeira (2004 a 2011), o bairro das Rocas (2012 e 2013) e o estádio de futebol Arena das Dunas, de 2014 até os dias atuais. Ao longo de sua trajetória, o MADA realizou shows de mais de 600 bandas e artistas independentes, grandes atrações nacionais e internacionais.






