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FRANK TURNER + DAVE HAUSE + KATACOMBS – 01/02/2026 – BELVEDERE (CURITIBA)
Postado em 04 de fevereiro de 2026 @ 12:46

Texto: Ursula Silva

Fotos: Daniel Silva

Depois de três belíssimas estreias em solos brasileiros, em São Paulo, Frank Turner, Dave Hause e Katacombs deram um pulinho em Brasília e finalizaram a tour da América Latina em Curitiba. E fomos lá conferir o encerramento da primeira passagem do trio no Brasil.

O evento aconteceu na Belvedere, espaço que deu um ar ainda mais intimista para os shows, deixando artistas e público à vontade e criando uma atmosfera de casa de amigos.

Seguindo o roteiro, Katerina Kiranos, a Katacombs, foi a primeira a subir em palco e apresentar músicas do seu primeiro álbum “FragmentsoftheUnderwater”, cantando em inglês e espanhol, despejando simpatia e encantando com uma voz tão suave quanto forte, tal qual sua presença em palco. “OldFashioned” e “Fruta Y Mar” foram algumas das canções e o show encerrou com o single “You Will Not”, onde ela contou que com o momento atual nos EUA, ganhou outro significado.

Dave Hause chegou conhecido por poucos e voltou com alguns fãs a mais em sua carreira. A recepção do artista pelo público o deixou claramente surpreso, onde o próprio comentou não imaginar que haveria pessoas cantando suas músicas mais recentes. Começando com “Look Alive” que de cara entoa um coro de “Oh Oh”, convidando o público a cantar junto, seguindo com algumas músicas que já haviam sido tocadas por aqui como “Saboteurs” e “Cellmates”, mas incluindo “Sandy Sheets”, onde ele se divertiu contando que algum fã de Curitiba pediu a música, mas como “Sandy Shits” e “Surfboard” que criou outro momento descontraído. Sem esquecer de “Jane” de sua antiga banda LovedOnes, incluindo como refrão “Gone” do Bouncing Souls” cantanda em coro pelo público.

Ouvir Dave ao vivo é se sentir dentro de um de seus álbuns, a performance acústica, passa longe da calmaria que se espera de um acústico, é enérgico, é marcante, é atraente. Ele também não deixou de comentar o delicado momento político de seu país e parabenizou os brasileiros por fazerem a diferença e finalizou seu show com “Damn Personal”, deixando a vontade de um set completo o mais breve possível por aqui.

Chega a vez de Frank Turner tomar o palco que ficou pequeno para ele, sua alturae seu talento. Frank não espera nem o primeiro minuto para empolgar e fazer do lugar uma grande festa. Claramente animado e contando dos planos de vir ao Brasil que já duravam mais de 10 anos e uma chance interrompida em 2020, o cantor e compositor inglês recompensou seus fãs com um set de quase 1 hora e meia, com muitos hits, muita conversa e interação, tornando o momento especial para todos os presentes.

Frank é um “front man” e “entertainer” nato. Impossível não se ver envolvido em sua voz e performance, onde como o Dave Hause, o acústico padrão passa longe, a facilidade de fazer com voz e violão, versões tão impactantes e vibrantes é diferencial.

Não se pode dizer que houveram grandes momentos, cada parte do show foi um grande momento, fosse na cantoria “If I Ever Stray”, “Recovery”, “The Balladof Me and My Friends”, no baile que se criou em “Four Simple Words”, no divertido momento em que Frank cantou em português o começo de “Do One” como já havia feito nas outras cidades, na comoção em “I Still Belive”. Além dos belíssimos momentos como “The Way I Tendto Be”, “Be More Kind” e “GetBetter” e de um inesperado cover de “Somebodyto Love” do Queen dedicada ao manager brasileiro da tour.

Em meio a tudo isso, Frank ainda levanta temas sérios, como a política mundial e a importância do cuidado com saúde mental, mas mantém a leveza e não muda o clima do show, só traz mais consciência em meio a diversão.

Frank é um artista completo e convidou para a estatour na América Latina, os melhores. A amizade e sinergia entre eles era clara. E eles não são só três artistas talentosos, são três contadores de histórias e isso acrescenta muito a experiência.

Ouvir Katacombs contar orgulhosa que escreveu e produziu as músicas, e tocou quase todos os instrumentos em seu primeiro álbum. Ouvir do Dave Hause que “Jane” não tem refrão e que ele acha um erro, mas era uma mente ansiosa por escrever letras. Ouvir de Frank um final feliz para sua canção “Letters” ou todo o seu real sentimento em falar de saúde mental, a preocupação e o cuidado em usar sua experiência com positividade. Artistas completos, talentosos, conscientes e humanos.

E já estamos com saudades e contando os minutos para os próximos encontro com os três e suas bandas. Não demorem!

 

 
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