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Hammerfall ::: 08/11/2025 ::: Vip Station
Postado em 19 de novembro de 2025 @ 01:55

Fotos: Leandro Almeida

Texto: Fernando Castro

A noite de 8 de novembro no VIP Station, em São Paulo, parecia fadada ao caos. A banda sueca HammerFall, uma das referências maiores do power metal moderno, enfrentou atrasos de voo e problemas logísticos que empurraram o início do show para muito além do razoável. A madrugada já avançava, e a ansiedade do público  muitos ali há horas, espremidos, cansados, mas irredutíveis  se transformava em uma espécie de pacto silencioso: ninguém iria embora. E quando as luzes finalmente baixaram e os suecos pisaram no palco, ficou claro que essa fidelidade seria recompensada.

O show abriu com “Avenge the Fallen”, faixa recente e acertada, com aquela mistura típica do HammerFall entre grandiosidade heroica e riffs certeiros de couro e aço. Bastou um minuto de música para que o atraso se tornasse irrelevante. Em seguida, “Heeding the Call” explodiu como um lembrete de por que a banda, mesmo após décadas de estrada, ainda lota casas e arrasta fãs devotos: é um clássico vivo, um hino que joga a plateia direto no clima de batalha épica que define o grupo.

Do início ao fim, os suecos deixaram claro que estavam ali para compensar cada minuto perdido. “Any Means Necessary” confirmou a energia renovada da banda; “Hammer of Dawn” mostrou que o material recente se sustenta com peso e identidade; “Blood Bound” e “Renegade” reacenderam a nostalgia dos fãs da primeira fase, aqueles que carregam o martelo no peito desde os anos 2000. O público respondeu com intensidade, cantando em uníssono, levantando punhos, registrando no peito aquele momento que parecia tardar, mas que chegava com força redobrada.

“Hammer High” transformou a casa inteira em coro, como se a banda estivesse no Rock Fest de sua Suécia natal; “Last Man Standing” reforçou a potência de Joacim Cans  muito seguro, interpretando com carisma, mesmo depois de horas na estrada; e “Fury of the Wild” manteve o show em alta rotação, sem pausas desnecessárias, como se o grupo estivesse determinado a não deixar a energia cair por um segundo sequer. “Let the Hammer Fall”, que dispensa comentários, veio como um dos grandes ápices da noite, lembrando por que o HammerFall foi, e ainda é, um dos pilares do power metal europeu.

A reta final do set trouxe “The End Justifies” e “(We Make) Sweden Rock”, duas escolhas que mostraram a banda confortável, conversando com o público e celebrando a própria trajetória. E ainda havia espaço para mais: após breve saída do palco, o retorno com “Hail to the King” colocou a casa abaixo. Mas foi “Hearts on Fire”, claro, que encerrou o espetáculo como um martelo descendo em chamas — simples, épica, irresistível. A música que há mais de vinte anos não falha em transformar qualquer plateia em uma massa unida de vozes.

Ao final, ninguém lembrava mais do atraso, das horas de espera, ou do frio que batia do lado de fora. O HammerFall entregou exatamente o tipo de show que seus fãs esperam: honesto, poderoso, cheio de refrões que atravessam décadas e riffs que seguram as pontas mesmo quando tudo dá errado. Os suecos souberam transformar um início turbulento em uma noite memorável, dessas que o fã conta depois como “eu estava lá”. E, sinceramente, valeu cada minuto  porque quando o martelo finalmente caiu, caiu com força.

Vale ressaltar o empenho e esforço da produtora Dark Dimensions em honrar o compromisso, mesmo alheio a problemas que não foram de sua responsabilidade , o publico reconheceu e lotou a Vip Station

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