Texto: Regiane Kozmar
Fotos: Flavio Santiago
Em sua quarta passagem por São Paulo, o In Flames, banda formada em 1990 em Gotemburgo, na Suécia, reuniu na Audio, na última quinta-feira, uma grande quantidade de fãs, no aquecimento para o festival Bangers Open Air.
A banda responsável por abrir o evento, foi a Throw me to the Wolves, de São Paulo, que contou com um público razoável e apresentou um repertório focado em seu álbum de estreia Days of Retribution. Buscando animar a plateia, se mostraram empolgados e muito emocionados em estar ali com o In Flames, de quem se declararam muito fãs.
A casa foi enchendo e era possível perceber a expectativa aumentando para a chegada do grande protagonista, que voltava após sua última parada na cidade, em novembro de 2023.
Às 21h20, 10 minutos após o horário previsto, o In Flames subiu ao palco, com muita força já com “Pinball Map”, do album Clayman, de 2000.
Na sequência, saltamos diretamente para 2023, com The Great Deceiver, do aclamado mais recente album Foregone, décimo quarto trabalho dos suecos, faixa que foi recebida com muito entusiasmo dos fãs, que entoaram “In Flames In Flames” e o latino ” olê, olê”, mostrando que o retorno de Anders Fridén e companhia era muito aguardado em terras tupiniquins.
O repertório seguiu focando nas faixas do Foregone – In the Dark, State of Slow Decay e a poderosa, Meet your Maker, que agitou os headbangers – passou por trabalhos mais recentes, em “Voices” e “I am Above”, enquanto intercalava os clássicos “Deliver us, The Quiet Place, Cloud Connected e Only for The Weak”, que deixou a plateia “em chamas”, com o perdão do trocadilho.
“Alias e The Mirror’s Truth” foram recebidas com uma roda e público cantando a plenos pulmões. Aproveitando esse momento para a devida apresentação da banda, como manda o protocolo, Anders agradece a recepção calorosa e emenda “I am Above”. Logo depois, pede para todos guardarem os telefones e entrarem na roda, para o encerramento da noite, com a clássica “Take this Life”.
Após 15 faixas, em 1h15, que passaram voando, podemos concluir que essa passagem do In Flames em São Paulo, foi muito mais que um esquenta para BOA. A banda proporcionou nesse sideshow, uma performance completa, pesada, tecnicamente impecável e com grande alegria e cumplicidade entre todos que ali estavam.






