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Influência declarada para diferentes gerações de músicos do cenário alternativo brasileiro, Ludovic retorna com um novo álbum
Postado em 04 de agosto de 2026 @ 14:26

Vinte anos após seu último disco, o aclamado Idioma Morto (2006), a discografia do Ludovic enfim ganha um novo capítulo. Trata-se do terceiro álbum da banda, dessa vez autointitulado, que chega ao mundo no dia 31 de julho, via Balaclava Records.

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Baixe letras, capa e fotos

 

Fundada em 2000 por Jair Naves, a banda passou por diferentes formações em seus primeiros anos de existência até se estabilizar com a entrada dos guitarristas Eduardo Praça e Zeek Underwood, logo após o lançamento de seu disco de estreia, Servil (2004).

 

Nos anos que se seguiram, o grupo paulistano viria a se consolidar como um dos nomes mais ímpares do cenário brasileiro, marcando toda uma geração de ouvintes, até encerrar suas atividades em 2008.

 

Após o fim da banda, seus integrantes passaram a se dedicar a bem-sucedidas carreiras solo e colaborações com outros artistas. Entre 2016 e 2018, fizeram alguns poucos e concorridos shows de reunião, que só seriam retomados em 2024, na celebração do aniversário de duas décadas do seu primeiro disco. Foi nesse momento que surgiu a vontade de escrever um material novo, que retratasse o atual momento pessoal e artístico de seus integrantes.

 

Gravado entre 2025 e 2026 por Fernando Sanches no Estúdio El Rocha, Ludovic traz 11 faixas inéditas, escritas nesse mesmo período. Ao contrário dos primeiros discos, cujo repertório girava majoritariamente em torno de criações solitárias de Jair Naves, dessa vez o processo criativo tornou-se mais coletivo, contando com uma maior colaboração entre os músicos. Trazendo a versatilidade de suas experiências em outros projetos, tanto Eduardo Praça quanto Zeek Underwood deixaram suas digitais perceptíveis nas canções escritas em conjunto e também em timbres, riffs e atmosferas características dos seus trabalhos para além da banda.

 

As letras de Jair trazem reflexões e indagações existenciais sobre diferentes aspectos da vida, como reencontros, despedidas, luto, poder, capitalismo e autoconhecimento. O caráter poético e confessional dos versos, um dos pontos de maior apelo para os admiradores do grupo, continua afiado.

 

Em seus álbuns anteriores, a sonoridade do Ludovic era marcada por certa crueza e urgência que se refletia nas letras e arranjos. O novo álbum respeita essa herança punk enquanto também moderniza e expande o paleta sonora com a adição de novos elementos, como sintetizadores, samples, gravações caseiras, harmonias vocais mais elaboradas, efeitos e tratamentos sonoros que vão além da distorção marcante dos primeiros lançamentos da banda.

 

A escolha pelo título homônimo reforça o atual momento pelo qual atravessa o quarteto: uma afirmação de unidade, de existência e resiliência, de identidade que muda e se desenvolve, ao mesmo tempo que conserva sua essência.

 

A arte da capa, feita por Júlia Aluar, traduz com profunda simplicidade o que se apresenta nas onze faixas do álbum. Uma chama ao mesmo tempo frágil e poderosa, um feixe de luz que avança solitário e convicto em meio à escuridão que o cerca.

 

Décadas se passaram antes que o Ludovic pudesse nos oferecer seu terceiro álbum. Enfim chegou o momento desse novo capítulo.

 

Gravado, mixado e masterizado por Fernando Sanches no Estúdio El Rocha.

Músicas por Ludovic, letras por Jair Naves.

Arte da capa por Juiia Aluar.

 

Jair Naves – voz, baixo, violão, sintetizadores

Eduardo Praça – guitarra

Zeek Underwood – guitarra e voz

Rodrigo Montorso – bateria

 
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