Vinte anos depois do seu último álbum, o cultuado quarteto paulistano Ludovic prepara para este ano o seu novo trabalho de estúdio. A primeira amostra desse aguardado registro é o single “Desde que eu morri”, que será apresentado ao público no próximo dia 03 de fevereiro.
A canção foi escolhida para iniciar esse novo momento do grupo por mesclar a sonoridade característica do Ludovic com novos elementos sonoros, além de um arranjo envolvente na sua complexidade e em seu refrão contagiante. A letra, por sua vez, traz uma comovente reflexão sobre o apego à vida, a necessidade de manter a calma em momentos difíceis e o estigma de falar abertamente sobre questões de saúde mental.
“Em termos de sonoridade, creio que reúne as características que as pessoas normalmente associam ao Ludovic, com alguns elementos novos. Tem um pouco de tudo que estamos explorando em todo o repertório novo. Foi a primeira faixa que finalizamos no processo do álbum novo. Acho bem simbólico iniciarmos essa nova fase lançando justamente essa como single”, complementa Jair Naves, vocalista e compositor da faixa.
A banda, nome dos mais influentes do underground brasileiro e presença constante nas listas de melhores discos dos anos 2000, promete para o lançamento do disco no primeiro semestre via Balaclava Records.
Desde Que Eu Morri
Letra e música – Jair Naves
Eu me agarrei à decisão
por mais um dia existir
E me mantive vivo por um triz
Eu me impus essa missão
por mais um dia, eu vou existir
E me mantive vivo por um triz
Vem cada vez mais alto,
vem cada vez mais alto,
vem cada vez mais alto,
vem cada vez mais
Amanhece o que foi uma noite de desespero
Deixa eu sentir
São tantas dores, qual surgiu primeiro?
Deixa eu sentir
A chuva leve me encoraja como um beijo
Deixa eu sentir
Amanhece o que foi uma noite de desespero
Deixa eu sentir
Corre sob a pele algo que eu não ignoro mais
Corre sob a pele algo que eu não subestimo mais
Corre sob a pele algo que eu não suporto mais
Corre sob a pele algo que eu não suporto mais
Eu me agarrei à decisão
de por mais um dia existir
E me mantive vivo por um triz
Eu me impus essa missão
por mais um dia, eu vou existir
E me mantive vivo por um triz
(Cuidado com o que você diz pra si mesmo)
No meu pacato sonambulismo,
chegou de maneira imperceptível
aos meus ouvidos cansados, quase inaudível
a equilibrada discrição de um caminhar felino
E então ordenou:
Que desabe tudo de uma vez só
Minha loucura, minha sensatez
se tornaram quase iguais
Minha sobriedade, minha embriaguez
se tornaram quase iguais
Soterrado por uma avalanche de sentimentos
que eu nunca me permiti sentir
Que tudo desabe de uma vez só)
Eu me agarrei à decisão
por mais um dia existir
E me mantive vivo por um triz
Eu me impus essa missão
por mais um dia, eu vou existir
E me mantive vivo por um triz
Protege a minha confissão,
é sempre tão difícil eu me abrir
Eu não me via tão bonito
desde que eu morri
Eu não ouvia o som do meu próprio riso
desde que eu morri
desde que eu morri
desde que eu morri
Eu me agarrei à decisão
por mais um dia, eu vou existir
E me mantive vivo por um triz
Ficha técnica:
Autor/Compositor: Jair Naves
Voz: Jair Naves
Guitarra: Eduardo Praça
Guitarra: Ezekiel Underwood
Sintetizador: Jair Naves
Baixo: Jair Naves
Bateria: Rodrigo Montorso
Gravado, mixado e masterizado por Fernando Sanches, no Estúdio El Rocha.
Assistentes de gravação: Maiane Sousa e Vinícius Lunardi.











