ONSTAGE - Official Website - All Rights Reserved 2017-2021
Website by Joao Duarte - J.Duarte Design - www.jduartedesign.com

MCFLY ::: 17/05/22 :::ESPAÇO UNIMED / SP
Postado em 12 de junho de 2022 @ 20:42


Texto:Nathália Sorrini

Fotos :Breno Galtier

  A primeira vinda do McFly ao Brasil para um show foi em outubro de 2008. Nem eles acreditavam que tinha tanta gente e que sabiam cantar absolutamente todas as músicas. O sucesso foi tanto que, em maio de 2009, eles voltaram ao país com a mesma turnê do Radio:ACTIVE e, assim, o nosso país virou praticamente a terra da banda. Após passagens com o Above The Noise em 2011 e a última no Z Festival em 2012, a banda teve um enorme hiato, voltando apenas no final de 2019 confirmando o começo da turnê do Young Dumb Thrills aqui. Infelizmente a Covid-19 veio e o show atrasou mais dois anos, ou seja, fazia 10 anos que a banda não pisava aqui.

Com essa diferença considerável de tempo, não só da banda, talvez os fãs possam ter causado um certo receio e uma certa ansiedade ao grupo, adicionando nervosismo a ambos dos lados. Só que isso não foi nenhum problema, afinal, com a sede dos fãs e a saudade que os meninos estavam do Brasil, o show do McFly no Espaço Unimed trouxe uma energia insana que fazia tempo que não vivia algo tão intenso.

Com uma setlist misturada entre os clássicos e músicas dos álbuns de The Lost Songs e Young Dumb Thrills, a McFly fez um show saudoso no Brasil, mas, ao mesmo tempo, muito inovador. Mesmo depois de tanto tempo de hiato, é lindo ver que os meninos continuam com a mesma energia e o mesmo amor aos palcos.

Tom Fletcher sem voz
Tom Fletcher perdeu a voz exatamente no dia do primeiro show da banda em São Paulo. Então dava pra perceber claramente uma certa frustração do músico. No dia 17, ele fez um show mais tímido com Dougie comandando suas partes nos vocais.

Mas no dia 18, talvez pela energia do Espaço Unimed, foi totalmente diferente. Tom simplesmente tirou forças não sei de aonde pra dar tudo de si e fazer um show com a McFly com uma energia surreal, ainda que Dougie continuasse conduzindo boa parte das músicas. Tom cantou muito mais, estava mais solto e feliz de ver tanta “Galaxy Defender” se entregando intensamente praquele momento. Era uma grande colcha de energia. Foi emocionante de ver um artista entregando tudo, mesmo doente.

Público cantando junto
Danny Jones não muda nunca. Sempre feliz e tentando falar o máximo de palavras em português. Mas o que os fãs já sabiam e acham engraçado é que ele começou fazer lives intimistas na pandemia. E lá ficou claro que o vocalista simplesmente esqueceu muitas das letras da banda. Isso é totalmente aceitável, visto que o grupo ficou muito tempo fora dos palcos.

Harry Judd é o baterista mais simpático e comunicativo que existe. Ele disse que nunca gritaram o nome dele, nem no Brasil. Mas tenha plena consciência de que os fãs te amam muito, Judd! Os anos se passaram e ele continua um monstro na bateria.

Por outro lado, o que dizer de Dougie Poynter, uma pessoa tão fofa e cheia de amor pra dar? Além de também ser muito comunicativo, é lindo ver sua entrega aos palcos, e ainda com um desafio a mais de cobrir a parte dos vocais de Tom Fletcher. Ele fez isso muito bem. Fica aqui meu elogio para a música “POV”, onde Dougie conduziu o refrão com maestria. Podiam até fazer uma nova versão da canção com o baixista nos vocais.

 
ONSTAGE - Official Website - All Rights Reserved 2017-2021