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Pierce the Veil e Health :::16/12/25 ::: Espaço Unimed
Postado em 30 de dezembro de 2025 @ 18:19

Texto e Fotos: Flavio Santiago

No ultimo dia 16  de dezembro , o Pierce The Veil  voltou ao Brasil para apresentaçãode sua turnê intitulada “I can´t hear you” essa apresentação foi a maior da banda em terras brasileiras, tocando em  um Espaço Unimed lotado e contando com o Health na abertura do show

Na abertura, o Health já demonstrou  contornos especiais desde os primeiros minutos, deixando claro que não se trataria apenas de mais um show internacional, mas de uma experiência construída a partir de contrastes, intensidade e resposta emocional do público, que transformou o espaço em um ambiente denso e quase claustrofóbico.

Desde os primeiros instantes, com Identity e Trash Decade, a banda impôs um clima de tensão constante, sustentado por batidas industriais pesadas, guitarras distorcidas e vocais carregados de efeitos. A iluminação agressiva e minimalista ajudou a reforçar essa sensação de desconforto calculado, criando uma atmosfera que parecia envolver o público por completo.

À medida que o set avançava com faixas como Hateful e Crack Metal, ficava evidente a proposta do Health de trabalhar mais a sensação física do som do que a estrutura tradicional de canções.

O grave pulsava forte, fazendo o chão vibrar, enquanto parte do público se entregava à experiência quase hipnótica, balançando o corpo e absorvendo a avalanche sonora. Músicas como Be Quiet and Drive (Deftones) e Major Crimes trouxeram momentos de maior reconhecimento, despertando reações mais calorosas, com gritos e aplausos espontâneos.

Já nos momentos finais, com Feel Nothing e DSM, a banda parecia alcançar o ápice de sua proposta, deixando no ar uma sensação de desgaste e catarse, como se o público tivesse sido atravessado por uma descarga elétrica contínua. Mesmo quem não conhecia profundamente o trabalho do Health saiu impactado, consciente de ter presenciado uma performance intensa e pouco convencional.

Após a abertura e uma breve pausa, a expectativa tomou conta do ambiente. Quando o Pierce the Veil finalmente subiu ao palco, a reação foi imediata e ensurdecedora. A escolha de Death of an Executioner para abrir o show mostrou-se certeira, estabelecendo logo de cara um clima de explosão controlada, com o público cantando junto e respondendo a cada mudança de ritmo. Em seguida, Bulls in the Bronx elevou ainda mais a temperatura, transformando a pista em um mar de braços erguidos, pulos sincronizados e vozes em coro, em um dos momentos mais catárticos da noite.

O show seguiu alternando intensidade e emoção, com Pass the Nirvana e I’m Low on Gas and You Need a Jacket reforçando a conexão emocional da banda com seus fãs. Vic Fuentes demonstrou total entrega vocal e física, se movimentando constantemente pelo palco e incentivando a participação do público, que respondia sem hesitar, cantando cada verso como se fosse um hino pessoal. Canções mais antigas, como I’d Rather Die Than Be Famous e Yeah Boy and Doll Face, provocaram reações quase nostálgicas, evidenciando o quanto o repertório da banda atravessou diferentes fases da vida de muitos presentes.

Momentos como Wonderless e Hell Above trouxeram uma atmosfera mais introspectiva, sem diminuir a intensidade do show, apenas mudando sua natureza. A iluminação mais suave e os arranjos melódicos deram espaço para um canto coletivo poderoso, criando uma sensação de comunhão entre banda e plateia. Já Circles e Emergency Contact recolocaram o peso em evidência, com riffs marcantes e uma resposta física imediata do público, que parecia incansável.

Na reta final, Disasterology funcionou como um verdadeiro disparo de energia, preparando o terreno para Hold On Till May, um dos momentos mais emocionais da apresentação. O silêncio relativo no início da música, seguido pelo coro massivo dos fãs, criou um contraste marcante, mostrando a capacidade da banda de conduzir emoções em diferentes intensidades. O encerramento com King for a Day selou a noite de forma triunfal, com o público cantando cada palavra a plenos pulmões, transformando o espaço em um grande coro coletivo e deixando claro o tamanho da devoção dos fãs brasileiros.

Ao final, ficou a sensação de que os dois shows, embora distintos em proposta, dialogaram perfeitamente dentro da mesma noite. O Health abriu caminho com uma performance desafiadora e sensorial, enquanto o Pierce the Veil entregou um espetáculo emocionalmente intenso, sustentado por um setlist equilibrado e pela resposta apaixonada do público. Foi uma noite marcada pela troca constante de energia entre palco e plateia, daquelas que permanecem na memória muito além do último acorde.

Setlist Health
Identity
Trash Decade
Hateful
Crack Metal
Be Quiet and Drive
Ordinary Loss
Major Crimes
Feel Nothing
DSM

Setlist Pierce the Veil
Death of an Executioner
Bulls in the Bronx
Pass the Nirvana
I’m Low on Gas and You Need a Jacket
I’d Rather Die Than Be Famous
Yeah Boy and Doll Face
Wonderless
Hell Above
Circles
Emergency Contact
Disasterology
Hold On Till May
King for a Day

 
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