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Resenha::: Nervosa – Perpetual Chaos
Postado em 22 de janeiro de 2021 @ 00:11


Agradecimentos a: Luciano Piantonni e Napalm Records

Por: Vagner Mastropaulo

 

Onde você estava em 10/06/18? , Ainda que para outro veículo, este escriba foi ao Estúdio Espaço Som para a audição em primeira-mão de Downfall Of Mankind [http://maximusmusic.com.br/2018/06/20/nervosa-audicao-de-downfall-of-mankind-estudio-espaco-som-100618] em evento aberto à imprensa especializada e a seletos convidados, como João Gordo, que canta “Cultura Do Estupro” no derradeiro registro em estúdio da Nervosa ainda como trio Fernanda Lira (vocal e baixo), Prika Amaral (guitarra) e Luana Dametto (bateria). Após dois anos e meio, muita água correu por debaixo da ponte,veio a pandemia que segue ativa e a solução encontrada pela Napalm Records foi disponibilizar Perpetual  Chaos virtualmente para que os jornalistas ouvissem o álbum remotamente desta feita.

E quis o destino que o play chegasse a nós no exato momento da posse de Joe Biden como o quadragésimo-sexto presidente da história dos Estados Unidos, sinalizando ventos um pouco mais esperançosos que poderiam soprar por aqui em breve. E é nessa vibe sem treta, sem remoer o passado, mas mirando o futuro, de line-up renovado e capitaneado por Prika, com a espanhola Diva Satanica (vocal), a italiana Mia Wallace (baixo) e a grega Eleni Nota (bateria),que o primeiro full length da Nervosa como novo quarteto deve ser apreciado.

Até porque, de parte a parte, foram bem documentadas as razões que culminaram nas saídas de Fernanda e Luana para posteriormente integrarem o Crypta e não gastaremos linhas sobre o assunto, além destas. A única ressalva é elogiosa pelo fato de as três terem optado por resolver as questões internamente, ao invés de lavar a roupa suja em público, ao contrário do Sepultura, por exemplo, lá pelos idos de 96/97, fazendo-nos crer na evolução do ser humano, capaz de aprender com erros de terceiros.

Na boa? “Venomous” abre PerpetualChaos voando no lustre e bastaram as palhetadas iniciais de Prika criando um riff monstruoso, uma virada sensacional de Eleni na velocidade da luz e um urro vindo do fundo da alma de Diva em vocal agressivo expondo sua veia death para jogar lá para o alto a expectativa por um ótimo trabalho, em meros onze segundos – um nocaute em menos tempo do que Mike Tyson em seu auge! E o pior é, na seca de shows, você começar a imaginar a pancadaria comendo solta no moshpit aos gritos de “Venomous envy! Venomous greed! Venoumous hatred”.

Lançada como primeiro single em 13/10,junto ao clipe que caminha para 450 mil visualizações,“Guided By Evil” [https://www.youtube.com/watch?v=9xs2YGGrbZA]brota levemente cadenciada, dando a impressão de pé no freio. Ledo engano… Eleni martela a caixa, os riffs permanecem afiados e, fechando os olhos, dá para imaginar a galera de punhos cerrados berrando o título quatro vezes no refrão matador. E se você,inocente,pensava ser impossível melhorar, “People Of The Abyss” te atropela sem dar chance de saber de onde veio a porrada. Que o mundo logo volte a girar, pois precisamos ver como funcionará a dinâmica das quatro ao vivo e como a grega tira o som de seu kit com essas mãos nervosas, com o perdão do trocadilho!

Cheia de groove, a faixa-título é o primeiro lyric vídeo [https://www.youtube.com/watch?v=vFAUGJAfhh4], de 17/11, e é daquelas a judiar do pescoço – é sério, tente ouvi-la sem bangear e sem cair na pegadinha dos finais falsos! “Until The Very End” perfura, traz participação do guitarrista Guilherme Miranda (KroW, Entombed A.D.)no primeiro solo e segue passando o carro, assim como “Genocidal Command”,que surpreende com grito agudo logo de cara, tem Schmier (Destruction) como convidado, mostra o grupo antenado com o cenário político ao abordar temática lírica contemporânea (“Eliminate oposition killing their rights […] Changing the truth rulling with lies […] Fascist speech, inspiration divine”)e apresenta solos de Prika que remetem aos timbres de Andreas em Arise, especialmente em “Desperate Cry”.

“Kings Of Domination” finalmente oferece uma oportunidade de respiro, dentro dos padrões da Nervosa (não se empolgue, não há baladas!), pautada em levadas animais na guitarra. Por falar nisso, engajada em denunciar as mazelas contra a crueldade nos matadouros, a banda indica no release um link de quase quarenta minutos chamado “Slaughterhouse. What the meat industry hides. // Documentary film.” [https://www.youtube.com/watch?v=0VbTT5GUqBk], abaixo do dizer “Industrial Death Camp”.

Um senhor tapa na orelha de 2’33”, “Time To Fight” é a composição mais curta e poderia muito bem ser definida como o encontro instrumental de Motörhead (caso Lemmy admitisse que seu conjunto tocava ao menos um pouquinho de metal) com o vocal de AngelaGossow (ArchEnemy) misturado com Jeffrey Walker (Carcass) à la “No Love Lost”. Complicado? Ouça e tire as conclusões, mas saiba que, para este que vos escreve, foi um alívio encontrar este possível amálgama após oito músicas revirando o cruzamento de vozes no cérebro. Ah, seu final não lembra uma “Orgasmatron” mais rápida?

“Godless Prisoner” incorpora mudanças de andamento e também nos faz sonhar com rodas no refrão: “Servant of sin, sanctimonious / Godless prisoner, servant of sin”! Já “Blood Eagle”, levemente mais arrastada e nem por isso menos pesada,é a primeira e única com uma vinheta introdutória. “Rebel Soul” volta a acelerar as coisas e traz, como último convidado,o vocalista Erik “A.K.” Knutson, na segunda colaboração consecutiva de um membro do Flotsam  And Jetsam com a Nervosa, uma vez que “Selfish Battle”, bônus track de Downfall Of Mankind, contou com o guitarrista Michael Gilbert, além de Rodrigo Oliveira (Korzus)na bateria.

Na reta final, “Pursued By Judgement” mantém o nível e, beirando quatro minutos, “Under Ruins”, com clipe oficial[https://www.youtube.com/watch?v=AKUgsbP7PXE]no ar desde 19/01 (batendo em 130 mil views), é a mais longa no geral e outra a dar a sensação inicial de ser “tranquila”, até o pau comer solto. Em suma, com lançamento marcado para amanhã, 22/01, são treze pauladas diretas no álbum que não vão te decepcionar.

Quer mais detalhes? A arte da capa ficou a cargo de Abrar Ajmal[https://www.aaillustrations.co.uk];a mixagem foi feita por Martin Furia, produtor de PerpetualChaosem parceira com Prika– cá entre nós, com “Furia” no sobrenome, tinha como dar errado?;a masterizaçãofoi assinada por Yarne Heylen; e o play foi gravado em Málaga (Espanha), no Artesonao Casa de Grabación Studio [https://artesonao.com].

Por fim, a edição brasileira sairá pela Dynamo com uma bônustrack exclusiva, “Exija”, que nem a imprensa ouviu, mas, sim, terá Diva cantando em português! E clique aqui [https://www.nervosastore.com/product-page/cd-perpetual-chaos-versão-brasileira] para dar força às meninas adquirindo uma cópia nacional.

 

Perpetual Chaos – Tracklist

01) Venomous – 3’47”

02) Guided By Evil – 3’30”

03) People Of The Abyss – 3’27”

04) Perpetual Chaos – 3’39”

05) Until The Very End [Feat. Guilherme Miranda] – 3’18”

06) Genocidal Command [Feat. Schmier] – 2’56”

07) Kings Of Domination – 3’41”

08) Time To Fight – 2’33”

09) Godless Prisoner – 3’20”

10) Blood Eagle – 3’42”

11) Rebel Soul [Feat. Erik “A.K.” Knutson] – 3’18”

12) Pursued By Judgement – 3’28”

13) Under Ruins – 3’58”

14) Exija [bônus track exclusiva para o Brasil] – x’xx” (se souber a duração, comente)

Total: 44’37”, fora “Exija”

 

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Crédito das fotos: Barbara Ciravegna

NERVOSA – Under Ruins (Official Video) | Napalm Records – YouTube

NERVOSA – Guided By Evil (Official Video) | Napalm Records – YouTube

 
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