Dia 06 de abril, às 21h no Teatro Bruta Flor, o violeiro Ricardo Vignini faz show de lançamento do seu 3º album solo, totalmente dedicado às violas dinâmicas ressonadoras, com 10 faixas autorais, mais uma versão para Rio de Lágrimas (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Piraci) e, com arranjo adaptado da tradicional melodia da cultura popular, a música “Galope na beira do mar”, letra da cantora e compositora Socorro Lira, com influências de música caipira, nordestina, folk, rock e blues.
Viola de Lata
A paixão pela viola e sob a missão de manter viva a tradição da cultura popular, Ricardo Vignini tem inovado na cena instrumental, e neste novo álbum não poderia ser diferente.
Vignini conta que este é um disco totalmente solitário, sendo usadas apenas violas dinâmicas, a não ser pelas duas faixas cantadas por Socorro, e o Gavião tocando berimbau de lata ou marimbau nordestino na “Galope na Beira do Mar”, e “Um Arame Só /Marimbau Tietê”.
Entre as 12 faixas de Viola de Lata, destacam-se uma versão de “Rio de Lágrimas”, composição de Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Piraci, e as faixas “Um Arame Só /Marimbau Tietê” e “Galope na Beira do Mar”, e esta última conta com o som do marimbau de lata, ou berimbau de lata: e ambas com participação de Socorro Lira, a segunda também com Gavião, tocador de berimbau de lata (ou marimbau nordestino), tio da cantora, hoje falecido.
Ricardo Vignini
O violeiro e compositor Ricardo Vignini, nascido na capital de paulista, também é produtor, faz parte do duo de violas caipiras Moda de Rock que faz releituras de clássicos do rock, membro fundador do Matuto Moderno que completa 20 anos em 2019. Tem 15 CDs lançados, entre eles 2 CDs solo, “Na Zoada do Arame” – 2010 e “Rebento – 2017, já se apresentou na França, EUA, México, Canadá e Argentina, tocou também com Lenine, Zé Geraldo, Guarabyra, Tavito, Tuia, Renato Teixeira, Índio Cachoeira, Katya Teixeira, Pepeu Gomes, Robertinho de Recife, Kiko Loureiro (Megadeth), Andreas Kisser (Seputura), Edgard Scandurra (Ira!), Marcos Suzano, Lúcio Maia (Nação Zumbi), Woody Mann, Bob Brozman, Macaco Bong, Maria Dapaz, Picassos Falsos, Spok, Liminha, Emmanuele Baldini, Pena Branca, André Abujamra, Os Favoritos da Catira, Pereira da Viola, Levi Ramiro, Paulo Freire.
É endorser da corda de viola americana D’Addario no Brasil, e violas Rozini, e proprietário do selo Folguedo, dedicado exclusivamente à música de viola.
Ricardo Vignini – Show do álbum Viola de Lata
Teatro Bruta Flor
Rua Augusta, 912, Sala 12, Cerqueira César
Capacidade: 50 lugares
Duração: 70 minutos aproximadamente
Sábado, 6 de abril de 2019, às 21:00
Classificação: 18 anos
Ingressos:
R$ 40,00 (inteira)
R$ 20,00 (meia entrada)
Vendas pela Internet: https://www.sympla.com.br/ricardo-vignini__485799
CD Viola de Lata
Todas as músicas são autorais, exceto Rio de Lágrimas (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Pirací), “Galope à Beira do Mar” (Domínio Público/Socorro Lira) e “Um Arame Só /Marimbau Tietê” (Ricardo Vignini e Socorro Lira).
Gavião, músico paraibano já falecido, tocava berimbau de lata, também conhecido como Marimbau.
Viola Caipira Dinâmica/Ressonadora (Resonator Viola)
Produzido/Produced by: por Ricardo Vignini
Gravado, mixado e masterizado no Estúdio Bojo Elétrico entre 21/012/2018 e 02/01/2019
Fotos/ Photography: Marcelo Macaue
Arte Gráfica/ Graphic Art: Katya Teixeira
Revisão de texto Alexandre Toda Faitarone e Zé Helder
Tradução/ Tranlation: Alexandre Toda Faitarone e Richard Dale Clark
Revisão de texto/ Proofreading: Alexandre Toda Faitarone e Zé Helder
1. Amálgama
2. Do Ferro ao Pó
3. Moedão
4. Rio de Lágrimas
5. Um Arame Só / Marimbau Tietê – Participação de Socorro Lira
6. Minuando
7. Viola Vira Lata
8. Metal das 12 (Para Ivinho)
9. Solano Star
10. Adaga de Prata
11. Rua Aurora
12. Galope à Beira Mar – Participação de Gavião e Socorro Lira
O álbum em formato digital e físico pelo selo Folguedo – Tratore.
Violas dinâmicas ressonadoras por Ricardo Vignini
A necessidade de ser ouvido mais alto foi que fez surgir os instrumentos ressonadores/dinâmicos no final da década de 20, quando surgiram os DOBROS (contração de DOpyera BROthers), inventados por John Dopyera, eslovaco radicado nos EUA-California, buscando atender a necessidade do músico de “lap steel” (colo) George Beaumont.
Aqui no Brasil em São Paulo, Angelo Del Vecchio, natural de Riposto – Sicília, começa a atuar como luthier em 1902, e no começo da década de 30 inventa o instrumento ressonador “Violão Dinâmico”. Mais tarde foram criadas também violas, cavaquinhos, bandolins e o violão tenor, muito popular no choro.
Como esses instrumentos eram antecessores da amplificação, fizeram muito sucesso em determinada época, mas com o surgimento dos captadores e amplificadores elétricos, tiveram expressivo declínio.
No Brasil quem adotou as violas dinâmicas com muito sucesso foram os repentistas nordestinos, pois suas vozes fortes casaram perfeitamente com o instrumento. Existem relatos de que os radialistas não gostavam que as duplas caipiras se apresentassem nas rádios com instrumentos dinâmicos, pois encobriam as vozes com seu imenso volume.
Os violões dinâmicos brasileiros chegaram nos EUA pelas mãos de uma dupla de índios autênticos, os Índios Tabajara, violonistas virtuosos que fizeram uma carreira de muito destaque lá. Hoje os “Dinâmicos” são bastante conhecidos no mundo todo por apreciadores dos violões ressonadores.
Minha paixão por esse instrumento vem do começo da década de 90, onde eu consegui meu primeiro violão dinâmico para tocar slide. Já em 2003, trouxe ao Brasil um dos maiores especialistas de instrumentos ressonadores e slide do mundo, Bob Brozman, e tive o prazer de tocar com ele cinco shows. Nós tínhamos planos para fazer uma viola ressonadora de metal através da National Guitars, que não se realizou devido à necessidade de adaptação da escala mais curta da viola para os instrumentos tradicionais da marca, o que seria trabalhoso e caro.
Minha primeira viola dinâmica ganhei do mestre de Catira e Folia de Reis radicado em Guarulhos-SP, “Seo Oliveira”, pai do músico Edson Fontes, meu companheiro no Matuto Moderno. Essa viola fez muitos giros de Folia, e foi tocada por Bambico, um dos maiores violeiros de todos os tempos, no disco em que gravaram “Missa Cabocla”.
Sempre que encontrava um luthier aqui, eu os encorajava a desenvolver uma viola no estilo Dobro, e um dos primeiros que se aventurou com sucesso nesse assunto foi o Luciano Queiroz, em 2007. De lá para cá já fez dezenas! Mais recentemente, o Alexandre Toda Faitarone da Delta Guitars, apaixonado pelos ressonadores de metal, também atendendo pedidos dos violeiros, acabou desenvolvendo uma viola ressonadora de metal em parceria com o luthier Fontana.
Esse álbum também traça um paralelo com minha outra paixão que é tocar slide. Em 1991 conheci o Marimbau Nordestino (ou Berimbau de Lata), um arame esticado em um pedaço de pau, com latas fazendo o papel de ressonadores, tocado com um bastão/graveto de forma percussiva, e com um caco de telha, um garfo, faca ou qualquer outro objeto deslizante marcando as notas. O nosso Lap Steel! Essa maneira do nordestino tocar influenciou muito meu estilo no slide, e graças à tecnologia, conseguimos fazer uma gravação em parceria com um autêntico “tocador” desse instrumento, o saudoso Gavião, tio da cantora Socorro Lira, na faixa ” Galope na Beira do Mar”.
http://www.ricardovignini.com.br/
Teaser 1
Do Ferro ao Pó
Adaga de Prata
Ouça o CD
https://open.spotify.com/album/1n1chUIJH6gSP24iMezOFG?si=wU17VkiYTimTLh5MadEeBg







