Hoje (4/8) o cantor, compositor, fotógrafo e diretor de filmes RROCHA lança seu primeiro trabalho solo. Conterrâneos Estrangeiros é um projeto que ele vem desenvolvendo há três anos e que mostra que, para RROCHA, música e imagem são linguagens complementares e indissociáveis.
“O RROCHA / Conterrâneos Estrangeiros, desde sua fase embrionária, foi desenvolvido para ser um projeto multi-plataformas. Que viesse à tona em diversas timelines, e trouxesse a minha expressão artística em forma de disco, filme e um livro. Este último, que unificasse todas as narrativas, trazendo um sentido coeso para o enredo dos Conterrâneos Estrangeiros, como um grande centro de conteúdo da história toda. O livro tem 250 páginas dividida entre fotos, histórias narrativas, ilustrações, devaneios soltos, letras das músicas, que dão e são de fato um mergulho dentro das experiências que vivi e originaram a proposta narrativa e conceitual desse projeto.”, pontua.
A primeira ponta deste projeto a ser lançado é o EP, gravado no começo de 2019, entre Los Angeles, Rio de Janeiro e São Paulo e que conta com 6 faixas e as participações especiais de Zudizilla, principal nome atual do rap gaúcho em “De Que Lado” e do também rapper Ramonzin em “Menino”.
Conterrâneos Estrangeiros nasceu de uma temporada em que RROCHA deu um mergulho em si em meio às crises de ansiedade, um mal tão típico do nosso século, período denso vivido pelo músico.
Apesar deste ser seu primeiro trabalho em formação solo, a música não é novidade em seu cotidiano. Como parte da Wannabe Jalva, formada em 2011 em Porto Alegre, Rafael Rocha abriu para o Jack White, duas vezes para o Pearl Jam (por escolha da banda norte-americana e com direito a elogios de Eddie Vedder), dividiu line up com Two Door Cinema Club, Vampire Weekend, The Rapture, Mayer Hawthorne, teve música em um dos episódio da série CSI: NY, se apresentou na edição brasileira do Lollapalooza e excursionou com a banda pelos Estados Unidos e América Latina.
“Procurei buscar a minha identidade através da troca e da expressão artística em algo que me faça novo. Unir tudo que me representa em forma de música, filme, livro, beat, o que for, e apenas ser e estar presente comigo ali, livre. Mas sempre soube que não importa onde e como, seja no palco tocando, seja na rua filmando, seja em um festival, seja fotografando outros artistas que admiro, foi a música que me trouxe e me traz diariamente até aqui. A busca por ela nunca cessou, e a vontade de tocar (de dentro) pra fora já transbordou faz tempo”, complementa ele.
No dia 11 de agosto, ele lança a outra parte deste projeto intrigante, o livro Conterrâneos Estrangeiros que nos remete ao universo dos zines de arte, trazendo fotos e ensaios de cada faixa do projeto e contos que se conectam com as letras (e as próprias letras das músicas) compondo uma narrativa onírica que embebe e unifica o projeto Conterrâneos Estrangeiros como um todo. Um mergulho dentro do universo construído por RROCHA. O livro também traz também relatos da gravação do disco, e imagens dos 4 clipes realizados em Pelotas, no interior gaúcho, e na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, que até o final do ano serão reunidos numa única narrativa em formato de filme, com direção e roteiro de RROCHA, Antônio Torriani e Gabriela Mo.
“É natural que eu tenha escolhido um lançamento fora dos padrões para meu primeiro lançamento como RROCHA, algo que dialogue com as diferentes esferas que me completam como artista, sejam elas em vídeo, música ou publicação impressa. No final das contas, o livro acaba sendo o disco, assim como o disco sendo os filmes, que por sua vez completam a narrativa do livro mais uma vez, num grande espiral de conteúdos que se retroalimenta e envolve com o enredo desse período dos Conterrâneos Estrangeiros.”, define RROCHA.
Ouça: https://links.altafonte.com/mp8x4xy
Fotos com crédito de Camila Cornelsen: https://bit.ly/conterraneosestrangeiros






