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Sangue de Bode decreta “O Funeral de Tudo” em novo álbum
Postado em 20 de abril de 2026 @ 15:52

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Banda do Rio de Janeiro apresenta seu quarto álbum — um mergulho no colapso da existência, costurado com o que há de mais cru na música pesada — e se firma entre os grandes nomes da cena extrema nacional da atualidade

“O Funeral de Tudo” é o quarto álbum de inéditas do Sangue de Bode e chega como o trabalho mais denso, visceral e maduro da banda até aqui. Lançado de forma independente em 15 de abril de 2026, o disco apresenta oito faixas que atravessam camadas de desconforto, melancolia e fúria a serviço de uma narrativa profundamente introspectiva.

Sangue de Bode Capa O Funeral de Tudo.jpg
 

➝ Ouça O Funeral de Tudo: https://onerpm.link/162151182108

Gravado em meio a perdas pessoais significativas, o álbum carrega um peso emocional que transborda em cada detalhe. A sonoridade amplia o uso de duas guitarras, criando texturas mais densas e atmosferas sufocantes.

 

‘Máxima Miséria’ foi o single de apresentação do trabalho com clipe inteiramente realizado pela banda e disponível no YouTube via Scena Lab.

 

 Assista ‘Máxima Miséria’:

https://youtu.be/ezWCPZTMKaU?si=k1iuDw4ms1BoyD0g

O som praticado pelo Sangue de Bode pode muitas vezes ser inominável ainda que transite com naturalidade entre influências de black/death, thrash, hardcore e groove. O resultado é uma obra coesa e impactante, que transforma a dor em linguagem e fala o idioma de quem sofre.

 

Temáticas e narrativa

 

Liricamente, “O Funeral de Tudo” aprofunda a proposta existencial da banda ao abordar temas como depressão, ansiedade e desamparo social. Em paralelo, também reflete sobre o ritmo cada vez mais acelerado e predatório da vida contemporânea. Entre explosões de velocidade e passagens mais contemplativas, o disco constrói uma experiência que alterna entre o caos e a introspecção, sempre com uma entrega áspera e honesta.

 

Um luto generalizado e sem lágrimas

 

“O Funeral de Tudo” propõe uma reflexão radical sobre o fim. Ao imaginar um cenário onde tudo se encerra simultaneamente, o álbum elimina a própria noção de perda individual: não há quem sofra, lembre ou sinta falta. A ideia transforma o colapso em um estado quase reconfortante, onde a ausência de continuidade também significa a ausência de dor. Se nada mais resta, não há nada mais para ser perdido e lamentado. Um grande alívio.

 

A obra aponta tanto para o esgotamento interno quanto para o colapso coletivo, sugerindo que o fim já se encontra à espreita, conduzindo silenciosamente cada passo até esse “funeral” inevitável que não mais coloca medo. Um estado de aceitação, desapego e indiferença que confortam.

 

Sangue de Bode: uma biografia viva 

 

Sangue de Bode é uma banda de metal extremo do Rio de Janeiro formada em 2018 por Verme (vocal/guitarra) e Sinuê (bateria). Pouco tempo depois, Nekrose se junta ao grupo nas guitarras, consolidando a identidade sonora do projeto. Em 2020, lançam seu primeiro trabalho completo, que marca também a entrada de , no baixo, estabelecendo a formação atual.

 

Conhecida pelo som irrotulável e pela energia caótica de suas apresentações ao vivo, a banda construiu sua trajetória com base em intensidade, autenticidade e uma abordagem artística sem concessões.

 

A discografia destaca-se por uma trilogia de álbuns de estúdio intensos: A Sombra Que Me Acompanhava Era a Mesma do Diabo (2020), Seja Bem Vindo De Volta Pra Cruz (2021) e Eu Sou a Derrota (2024), além do EP Comendo Lixo (2019/2020).

 

Conexão com o público

 

Desde o início, o Sangue de Bode desenvolve suas composições a partir de vivências reais e experiências traumáticas. As letras, escritas por Verme, funcionam como um canal direto de expressão sobre perdas, abusos, doenças e conflitos internos.

 

Essa exposição sem filtros cria uma identificação imediata com o público, que encontra na música da banda um espaço de reconhecimento e catarse. Ao transformar dor em arte, o grupo estabelece uma conexão profunda com ouvintes que compartilham sentimentos semelhantes em suas próprias trajetórias.

 

 

Lançamento, próximos passos e turnê 

 

Com “O Funeral de Tudo”, o Sangue de Bode reafirma sua identidade e dá mais um passo sólido em sua evolução artística. O lançamento também marca o início de uma nova turnê pelo país, a Funeral Tour, com datas já reservadas até o início do segundo semestre com passagens por cidades do Sul, Sudeste e Centro Oeste do Brasil.

 

Confira datas e ingressos na página @sanguedebode no instagram.

 

Ficha técnica O Funeral de Tudo:

Sangue de Bode – O Funeral de Tudo (2026)
Lançamento: 15/04/2026
Gravado e captado nos estúdios:Espaço Sobrado / Botafogo – RJ & Estúdios Papi
Aplicações / Tijuca – RJ

Gravação e captação: Lucas “Alien” Campello
Produzido por: Verme, Alien e Carol Lippi
Co-produzido por: Sinuê, Sangue de Bode

Mixado e masterizado por: Carol Lippi
Capa por: Desenhos Malditos
Layout por: Verme e Sinuê

Sangue de Bode é:
Verme — vocal/guitarra
Sinuê — bateria
Nekrose — guitarra
Zé — baixo

Todas as músicas por Sangue de Bode
Todas as letras por Verme

 

Siga Sangue de Bode:

https://linktr.ee/Sanguedebode

 
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