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SEPULTURA & DORSAL ATLÂNTICA ::: 12/02/2022 ::: CIRCO VOADOR – RJ
Postado em 13 de fevereiro de 2022 @ 21:53

Texto: Lucas Amorim Passos

Fotos: Felipe Diniz – (Sepultura Fb)

Agradecimentos: Ana Paula Romeiro

O Sepultura finalmente chegou ao Rio de Janeiro para retorno aos palcos depois de mais de dois anos longe do público. E esse momento se tornou ainda mais especial por se tratar do show de lançamento do álbum Quadra, que a banda foi impedida de fazer no passado por conta da pandemia do novo coronavírus.

A maravilhosa apresentação correu dia 12 de fevereiro, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, com casa cheia, público animado copos cheios e um clima de alegria no rosto do público, que estava com saudades dos velhos shows de metal, que há até pouco tempo atrás estavam tão distantes da galera. O special guest da noite foi a lendária banda carioca Dorsal Atlântica, que trouxe para o público o seu show de lançamento do álbum Pandemia e pontualmente às 21:00, o lendário Carlos Vandanlo e seus parceiros de palco iniciam um show matador, com uma galera que correspondeu muito bem durante toda a apresentação agitando, cantando e interagindo com os caras.

A Dorsal abusou dos discursos, de piadas e de interação com a galera, e é claro que tocou muita coisa boa, desde faixas novas como “Belo Monte”, “Não Temos Nada a Temer”, bem como pérolas do Metal Nacional como “Guerrilha” e a mais pedida do show, o Clássico “Caçador da Noite”, um show maravilhoso que marca o retorno da banda depois de mais de 20 anos afastado dos palcos, mas não parou por aí não, pois o Carlos já avisou que a Dorsal, vai tocar mais, deixando todo mundo em êxtase.

Na sequência os veteranos do Sepultura subiram no palco do Circo lotado para sacramentar ao vivo seu último trabalho Quadra, seu 15º álbum de estúdio, que foi adiado quando a crise sanitária forçou público e músicos a ficarem distantes, e quem pensa que o Sepultura esfriaria com esse tempo parado, se enganou feio, pois a banda deu um show de energia e entrosamento. Andreas Kisser.(Guitarra), Paulo Xisto Jr. (baixo), Derrick Green (vocal) e Eloy Casagrande (bateria), estão em perfeita sincronia, eles se entendem, se completam, o som flui pesado e coeso deixando a galera maluca, mesmo contundido da perna Derrick não deixou a peteca cair e controlou o público durante toda a apresentação, sim o Vocalista teve um acidente e se contundiu, mas consegui entregar 100% no show.

Além de faixas do Quadra, como “Ali”, “Guardians of Earth” e “Fear; Pain; Chaos; Suffering”, o Sepultura reservou surpresas como a maravilhosa “Slaves of Pain” que eu nunca tinha ouvido ao vivo, e uma das minhas prediletas da banda “Infected Voice” que eu não ouvia ao vivo tinha uns 10 anos, surpresa boa ver a banda mandar esses sons lado B pois são maravilhosos e pouco explorados.

Destaque da Banda para o Monstro das baquetas Eloy Casagrande, o cara é uma máquina, não para, não dá trégua, é uma porrada atrás da outra veja ele tocando “The Pentagram” e se assuste tamanho a sua desenvoltura, pois, o cara parece ter 4 braços, impressionando a todos no Circo.

Uma noite maravilhosa com duas bandas místicas e pioneiras do Metal Nacional, uma grande volta ao circuito dos shows de Metal, que ficou esses anos parados, o público saiu satisfeito de ver duas grandes apresentações, e com a esperança de que tudo vai voltar ao normal e o circuito de shows vai engrenar novamente. Infelizmente muitos ainda criticam o Sepultura, mas a banda evoluiu, hoje está em um patamar técnico e criativo que poucos podem chegar, mas quem vê sabe o que estou falando e quem não vê continua na ilusão de que só passado é bom, ledo engano, eles precisam se informar…

 
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